sexta-feira, 28 de abril de 2017

Dor e cor...

No pico de downhill, Granja Armadilhas, Itapuã, Viamão, RS. Foto: Eduardo Aigner

          Deitei cedo, mas perdi o sono. Basta uma fração de dor para me tirar da sonolência... Minha dor é velha conhecida, havia me abandonado, mas reapareceu de hora pra outra. Desconfio dos meus excessos... mas viver é se exceder, e quem não se excede, não supera. E foi me excedendo que superei tudo... Bom, né? A luxação feia que fiz no ombro é a causadora de minha dor... com total rompimento dos ligamentos da clavícula. A lamentável tipo 03 que me tirou da estrada até hoje... penso em voltar a pedalar longa distância, mas não em provas. A origem da postagem é esta... sou um otimista, agora, e sei que isto vai passar logo logo, mas é uma dor bem chata. Da qual pensei que não mais lembraria... Depois da queda de 2011, levantei a máquina e lentes pesadas, por milhares de vezes. Arrisco, umas 500 mil imagens... de bike, de eventos corporativos, sociais, esportivos, da repetição, incansável! Eu adoro esta palavra... incansável, pois assim me sinto para a fotografia. Evidentemente, minha doce ilusão!
Certa vez, muitos anos atrás, lá por 2003, escrevi um texto que se perdeu no tempo, chamava-se dor e cor... e tinha uma frase que dizia algo assim: "Dor para lembrar do que gostamos, cor para viver o que amamos com intensidade!"
        Bem, este é bem mais que meu diário de bordo, pois aí esta... diário, de quem? De um andarilho... é isto que sou, serei, amém! Estou com dor hoje, mas há tempos eu não sabia o que era isto... acho que estou ficando comodista, devido a proximidade dos meus 41 anos de estrada humana. Será? Bem... como for, eu escrevi um livro, quase pronto para ser publicado, eu achei meu ofício e importância, eu plantei algumas árvores, eu pesquei e expliquei o motivo! Na verdade faltou o filho... mas eu acho que pensando bem, filho é uma obra de valor inestimável que vc deixa ao mundo, pois ele pode ser uma semente boa, ou uma centena de livros que mudarão a humanidade. Acho que fiz algumas coisas boas... não tantas como deveria, menos ainda quanto eu gostaria, mas já tá marcado meu mundo... amo meus amigos, amo minha família e eu tenho mais uns 40-50 anos pela frente, se tudo der for apenas sorte. Se tu leu, que bom... talvez eu tenha feito mais do que externar, talvez eu tenha fagulhado a lenha do teu coração, e agora, você vi ser o incêndio que é o filho que não tive. ;) Eu nasci católico e gremista, me transformei em um incrédulo do futebol e de Deus, e acabei nas mãos do universo, compreendendo que tudo é exatamente como deveria. E eu provo isto para meus amores, todos os dias. Aloha, acredite no amor, na mudança, no universo.