segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Longe é um lugar que não existe... 600 km da Sociedade Audax de Ciclismo!












Se longe é um lugar que existe... fica difícil de acreditar nele! Gostaria de ser como estes caras aí que percorreram 600 km neste último final de semana. No subir e descer de colinas das estradas sinuosas do Rio Grande do Sul... eles enfrentaram o calor estranho para época do ano, sol de cima derrete! Sol de meia tarde, também... e parece que no meio da manhã já era assim, não importando se era clima de serra. Se a condição é a que existe... bom, nela eles foram, alguns, nem bola davam, outros reclamavam, mas seguiam! A premissa não mudou para quase nenhum... quando eles chegam aqui, numa proposta de "catalogar" as paisagens de 600 km, certamente já trabalharam a mente para dar uma rasteira em qualquer obstáculo. Gigante... quente ou frio, vencido foi o monstro!
Alguns buscam pensamentos para iluminar o caminho, destes, parte se convence de que a vida vai apenas passar, a outra vai a luta para ver o que pode ser feito para dar significado na estrada da vida... se a estrada de uma prova se parece com a estrada da nossa passagem por aqui, não sei! Me parece que cada um vai buscando seus amontoados de pensamentos para que talvez sejam respondidas perguntas que não podem ser... os amigos, os amores, os feitos, a superação, tudo isto me parece uma justificativa válida para movimentar um coração. Quem acredita, geralmente consegue... quem desiste, evidentemente, não! Saber o lugar ao qual pertencemos é uma projeção de fases... neste momento, alguns destes ciclistas, estão construindo suas histórias, sua cultura, sua fé, sua fortaleza interna! Tenho certeza que muitos saem de suas experiências, como um BRM 600, com a nova visão... tal e qual a paternidade, vitória de vida, escolaridade ou qualquer outro grande desafio que nos faça pensar. Quem pensa... cresce! Quem percorre 600 km, pensa muito! Você duvida de que estes 600 km não são transformadores na vida destes loucos? Eu aposto em duas coisas... que isto é revolucionário sobre a vida deles, dos envolvidos! A outra questão é que... tenho certeza de que são loucos, pois se fossem normais, estariam fazendo como a maioria, assistindo televisão e deixando a vida passar. Felizmente, não é sadio ser normal... talvez, a atribuição desta loucura seja o que faça a vida muito melhor, que sejam, estes, todos loucos e que a vida faça sentido do jeito que cada um quiser. O mundo é livre, "longe é um lugar que não existe", e se sou louco... não é da tua conta! ;) Roda pra frente...

terça-feira, 22 de agosto de 2017

6º Down Hill Urbano de Carlos Barbosa - DHU de CB 2017






        Aconteceu nos dias 19 e 20 de agosto a 6ª edição do Down Hill Urbano de Carlos Barbosa. A edição de 2017 reuniu 130 pilotos do sul do Brasil... incluindo campeões de destaque nacional e internacional. Entrando para as provas mais lembradas pela galera do DH, o Urbano de Carlos Barbosa apresenta, mais uma vez,  melhorias e alterações com objetivo de tornar-se mais atrativa. As dificuldades encontradas para traçar o trajeto de prova dentro de uma cidade são sempre muito bem resolvidas pela equipe e pelos idealizadores.... e a prefeitura e os moradores, de forma geral, colaboram para que o espetáculo seja um convite irrecusável para quem chega na encantadora Carlos Barbosa. Uma cidade limpa, bonita, com o friozinho da serra, acolhedora com gente bonita e educada! Um belo exemplo de como fazer o esporte dar certo... e mais, de cativar a juventude para o esporte! Durante as seis edições, estive presente, e me pergunto um motivo para grandes cidades não seguirem o exemplo... e só consigo imaginar que esta galera de Carlos Barbosa se destaca pela união, pela competência, pela determinação, pelos valores! O orçamento é apertado, o tempo é curto, mas a vontade é enorme! As meninas, amigas e namoradas dos envolvidos... as mães, tias, mulheres de fibra ajudando no evento. É raro ver isto... nos dias de hoje, nas outras cidades, em tempos tão complicados da corrida pelo dinheiro e poder. Lá... lá as coisas acontecem! Medalha de ouro para quem meteu a mão na massa... saiu do forno, mais um belo evento! Que venha 2018!



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

6º DHU de Carlos Barbosa (2017)


    A cidade de Carlos Barbosa esta na contagem regressiva para sediar a sexta edição do maior DHU do sul do Brasil. Consolidado por edições de sucesso, o tradicional evento promete reunir mais de uma centena de grandes pilotos do RS, SC e talvez de outros estados. Pilotos de destaque, como campeões brasileiros, destaques em provas internacionais, estarão presentes e farão da prova o espetáculo que todos conhecem.

   O DHU de CB 2017 conta com melhorias significativas, algumas surpresas partindo das escadarias do hospital da cidade, cruzando ruas e avenidas, passando por cima de prédios e ofertando saltos com mais de 5 metros distantes do chão. Quem puder assistir, vá! O espetáculo é anual, único e atrai grande público. Os ciclistas de Carlos Barbosa, em conjunto com a Federação Gaúcha de Ciclismo e apoiadores, prometem um dia de entretenimento para não ser esquecido. A velocidade... uma pista onde os mais rápidos levam cerca de um minuto para completar o trajeto, cheio de obstáculos e desafios. É inacreditável... compareça! É diversão garantida! A Revista Bicicleta estará presente. Haverá cobertura fotográfica e reportagem completa.
Para maiores informações, acesse o FB do evento. 
FB/DHUCarlosBarbosa/

Veja os últimos eventos anteriores:

DHU de Carlos Barbosa 2014 (terceira edição)

DHU de Carlos Barbosa 2015 (quarta edição)

DHU de Carlos Barbosa 2016 (quinta edição)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

400 km pra refletir... mais que isto, para superar!











        O brevet 400 km da Sociedade Audax de Ciclismo aconteceu nos dias 8 e 9 de julho de 2017. No dia 08, sábado, estive com eles para registrar alguns momentos do trajeto entre Taquara e Santo Antônio da Patrulha. A RS-471, se apresenta uma ótima rodovia para ciclistas, com bons cenários e acostamento relativamente bom em quase todos os trechos. Depois desta prova, com alguns novatos em 400 km, temos um novo grupo de ciclistas de longa distância.

Superar... lá vamos nós!

Não posso deixar de pensar em certas coisas... e estou lutando para superar alguns pensamentos, da mesma forma que estes meus amigos, ciclistas da longa distância. Cada um faz a vida do jeito que sabe, pode, acredita... eu, me tornei um superador de obstáculos quando passei por situações críticas. A morte do meu avô, por afogamento, como já contei uma vez em um dos meus textos do Diário do Andarilho, outro blog que mantenho e que não tem ligação com a bicicleta. Em 2011, caí numa prova de voluntário... na parceria de Ricardo Fabrício, superei 130 km do audax 200km e a luxação de clavícula, tipo três, que me tirou da bicicleta por um ano. Eu superei... pedalei 130 km arrebentado, motivado por um audax 300 km que havia ficado entalado na garganta por ter feito 220 km e então ter desistido por dores no joelho direito. Nós perdemos um ciclista numa prova... não tem cicatriz que se esconda quando perdemos um de nós, mesmo que não fosse meu amigo pessoal! Eu sabia que ele era amigo de amigos, um dos nossos, pai de família e, um representante da longa estrada. Não dá pra engolir sem engasgar... mas vamos superar! Pensei em desistir... deixar de fotografar as provas. Ninki não deixou... minha terapeuta, me incentivou a enfrentar. É duro... muito! A simbologia da perda, em alguns momentos, parece maior que qualquer causa... mas eu acho que se Renato pudesse responder, teria se decepcionado comigo quando pensei em desistir. Então, levantei da cadeira, empunhei a câmera com força e fui pra estrada pra clicar meus ídolos. Cada dia que passa... amo mais estes caras, homens, mulheres, de todas as idades, que devoram km e pregam seu esporte como se fosse uma causa... e é uma causa! Uma causa de paz! A violência esta ao volante... assassino potencial é o motorista e o herói desta história, vivo ou morto, é e sempre será o ciclista. Motorista que respeita distância regulamentar, que usa o bom entendimento para conduzir o automóvel perto de pedestres e ciclistas é o herói que pode ter sido gerado pela bicicleta. Pode... talvez! Não esqueçamos que toda causa e ação é contagiante quando bem intencionada! Eu acredito, por mim, pelos ciclistas, por Renato, por todos que se foram e por todos que continuam tentando mudar o mundo. Não vamos desistir de acreditar! Roda pra frente... Imagens no link abaixo.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

200 anos da bicicleta...

 
No centro de Porto Alegre, bicicleta dos correios, 2017. Foto com Samsung J7: Roberto Furtado.
         Uma ideia tão antiga... tão moderna, tão bicicleta! No centro de Porto Alegre há muitas bicicletas utilitárias dos Correios. É importante observar que no Centro circulam apenas pedestres ou bicicletas em algumas ruas. Tal exclusividade comprova a excelente aplicação deste veículo moderno e antigo, que completa 200 anos de existência.

domingo, 18 de junho de 2017

Festa Junina na Clínica








           Neste último sábado rolou a festa junina da galera da Clínica, no Morro do Tapera. O evento fechado contava com guloseimas e trilhas. Ao sabor da natureza, muitos fizeram as trilhas de XC e DH. Ao anoitecer foi acesa a fogueira e a turma ficou na volta do brilho do fogo. Muitos ciclistas e pilotos levaram as famílias... foi um evento bem familiar.

Quem arriscou uma caminhada de quase dois quilômetros de ida e volta, curtiu o visual que me apaixono... Porto Alegre do alto, zona sul, com direito ao rei Guaíba e as grandes avenidas. É um cenário especial...
Fiz algumas imagens que podem ser vistas no link abaixo. Bj pra Galera

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Rota dos Faróis... segurança!

A Rota dos Faróis será um roteiro entre Torres e Santa Vitória do Palmar, marcará o farol mais ao norte do Estado do Rio Grande do Sul, e o Farol mais ao sul do Brasil. Com dezenas de Faróis no trajeto, será referência por ser um dos poucos roteiros costeiros viáveis onde o viajante visualiza o mar em tempo integral. Acima, fiz um print da rota informada pelo google maps, porém, se sabe que rota inexistente é rota que ele não sugere, por isto, se apresenta apenas por rodovias.
             Estou correndo para aprontar muita coisa... não é nada fácil organizar uma trip sozinho, especialmente quando ela se tornará um roteiro disponível para todos. Há detalhes sobre a bicicleta que as pessoas não imaginam, há planejamento com variáveis, há todo tipo de receio quando se lida com o clima do litoral gaúcho. Em parte, dependerei de sorte, e tudo isto explicarei com a conclusão. O roteiro por ter como pista uma faixa de areia, pode estar indisponível durante ressacas, ou o vento pode ser contra. E sabemos que acima de 30 km/h de vento contra, já se torna impraticável seguir... neste caso, seria prudente esperar o vento deixar a região. Escolhi a época, mas sucessão de fatos acarretou no atraso do projeto, me deixando mais vulnerável às condições climáticas. Depois, parei para pensar e percebi que este projeto deveria ser realizar justamente em uma das piores condições para que sejam conhecidas as interferências reais que os próximos aventureiros conhecerão. Se vou passar frio, fazer mais força, contar com imprevistos do momento... me parece que estas considerações terão grande valor para os próximos. Me considero um ciclista bastante experiente para ultrapassar os obstáculos que imagino surgirem e possuo um bom conhecimento da região... E lembro que vou fazer esta trip sozinho, por isto haverá um "protocolo" de segurança para algumas situações. Lembro do filme 127 horas e afirmo que aquele foi um exemplo pelo qual jamais devemos realizar algo sozinhos... ou, se o fizermos, podemos recalcular nossos atos para reduzir qualquer possibilidade de perdas. Temos no trajeto... trechos de ausência total de pessoas, em uma região fora de temporada, o que poderia acarretar em horas ou dias aguardando alguma ajuda. Por isto... rota conhecida por pessoas que sabem quando e de onde vc vai partir. Contato informando a localização sempre que houver sinal de telefone se faz muito importante, para que as pessoas saibam pelo menos região aproximada onde vc estaria. No caso de uma emergência, buscas podem ser agilizadas se forem precisas. Tenho estudado muito... vejo docs, leio temas e experiências, observo e acompanho outros viajantes. Amyr Klink é autor e tem frases interessantes... há um pensamento de autoria dele de que gosto muito, e a segunda frase, também dele, é sobre a simplicidade como as coisas podem ser vistas. 

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

"Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir."

Eu... aos 41 anos tenho mais "certeza" de que pouco sei, ou nada sei... e vou levando a vida, agora, com perspectivas reais, de viver um dia de cada vez, onde o único planejamento é zelar pela minha existência, para que talvez, um dia, eu possa construir obras que sejam alguma referência na estrada de alguém. Prefiro tentar do que simplesmente me ausentar da probabilidade...

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Decisões... Rota dos Faróis

Eu e Márcio, com o modelo de longtail da Art Trike, batizado de longbob. 
           Para muitos... realizar uma aventura não requer grandes reflexões, mas trago comigo observações que aprendi nos anos em que cursei engenharia mecânica e o técnico automotivo. Estas observações me deixam bastante criterioso sobre as decisões... Recentemente li algumas coisas sobre o shimano nexus de 8 velocidades que me fizeram declinar da escolha da longtail verdosa neste projeto. Considero ainda o nexus daquela bicicleta, um dispositivo que merece minha atenção e cuidado... ele esta em teste ainda. E só poderei utilizar o sistema com confiança depois que ele for aberto na revisão, pois somente desta forma saberemos se ele esta realmente no patamar de segurança que todos conhecem nos sistemas de cassete. Confiar, eu confio... não tenho dúvida de que o nexus 8 é uma opção extraordinária, mas não posso arriscar um projeto como a Rota dos Faróis. Portanto, critério é preciso, de outra forma não seria um crítico suficientemente confiável. Isto acontece frequentemente na industria automotiva... não é surpresa alguma que volta e meia uma linha inteira de automóveis precise de um recall. Nem tudo sai como se espera... o ser humano é passível de erro! Foi pensando nisto que decidi pela montagem de uma segunda longtail, com sistema bem mais simples... onde entendo que "menos é mais!", e por isto vamos ao projeto paralelo, que será montado especificamente para esta aventura.

Longtail Art Trike modelo LongBob

              A longtail final... já devidamente com todas as decisões da Art Trike, possui características bem diferentes da Longtail Verdosa. A longtail verde que todos estão acostumados a me ver circulando é chassis número 02, ainda era um protótipo. Penso que aquela bicicleta tinha muito pouco para ser melhorado, mas ela apresenta diferenças em relação a esta preta. Inclusive, sendo um pouquinho mais curta... e isto é bom! Se vc pensar que a bicicleta é uma opção para cicloturismo (também como utilitária), perceberá que em algum momento será preciso transportá-la em um veículo, seja ônibus ou automóvel... e nem pensei em avião. Mesmo que represente um encurtamento bastante modesto, quase simbólico, pode haver algumas situações em que ela esteja dentro ou fora de algum sistema de transporte. Este é o tipo de momento onde todos terão esta preocupação... transporte! Outro grande indício foi a espera para freio a disco... agora há! E havendo, parece bem mais segura. Eu noto, que muito embora os Vbrakes da Shimano sejam de alto nível, ainda assim ao carregar mais peso nela parece não ter a mesma frenagem que numa bicicleta normal. Ao descer a lomba na verdosa, lombas íngremes e longas, se percebem que as sapatas de freio quase fritam... não chegam a passar insegurança, mas se percebe nitidamente a alteração de desempenho em relação aos momentos sem carga. E não preciso dizer que freio é item que deve não apenas ser funcional como também muito eficiente em qualquer condição. No mais, poderei fazer novas considerações somente com a montagem. Estou empolgado para testar uma longtail com sistema de freios dianteiro e traseiro, mesmo que sejam mecânicos. Não acredito que seja necessário utilizar hidráulicos aqui... mas não esta descartada a opção para o futuro. O inconveniente do hidráulico em bicicleta de cicloturismo é a dificuldade de manutenção caso ocorra algum tipo de vazamento, e tal questão se amplia quando pensamos que conduíte hidráulico precisaria ter uns 30 cm mais que os tradicionais. Olha o tamanho da complicação dos freios por fluído...

Por hora, agradeço o pessoal da Art Trike, mais uma vez, pelo carinho e atenção, pelas solicitações sempre bem recebidas. Eu fico sempre surpreso com o crescimento e seriedade desta turma... eles são profissionais, sabem o que estão fazendo. 

domingo, 7 de maio de 2017

O dia em que nós voltamos pra casa...


             Esta é uma daquelas postagens que eu pensei em fazer e desisti na mesma hora, por dezenas de vezes, mas acabei pensando que ela seria maior que eu... e por isto, inevitável. Não é surpresa para ninguém que eu fotografo eventos de bicicleta, de naturezas diferentes, do entretenimento, movimento social, competição e superação pessoal. Estou nesta estrada como profissional por alguns anos... e dela me orgulho. E nunca achei que seriam rosas, contudo, volta e meia tomo um "tijolaço" no peito. Nunca estive tão frustrado quanto a esta face do meu fotojornalismo... até aí isto é problema meu, ninguém nem deveria saber que ando chateado com isto, mas dá pra entender um motivo. Eu vivo de alegria, pois bicicleta representa isto... e de tempos em tempos, me invade o sentimento da perda de ciclistas. É ghost bike, vidas perdidas... quase sempre por quebra de protocolos. Me parece tão simples... não beba ao volante, não desempenhe alta velocidade perto de pedestres ou ciclistas, não se exceda! Será que é papo de maluco? Parece... pois isto não entra na cabeça das pessoas. 
Nós perdemos nesta noite... um ciclista da longa distância. Fazia ele e outros grandes aventureiros da longa jornada, o trajeto de um brevet de 300 km, da Sociedade Audax de Ciclismo. Um maluco motorista, ao que parece, muito louco e talvez alterado por alguma substância, atingiu o ciclista, fatalmente, faleceu no local. Segundo relatos... tal motorista teria realizado a proeza de investir contra os ciclistas na estrada. Não sei ao certo o que aconteceu pq não estava lá, mas foi o que entendi. Com o acidente, ao conhecimento da organização, a prova em andamento foi imediatamente cancelada. Toda estrutura e pessoal, bem como os ciclistas, se retiraram da localidade. Fiquei sabendo apenas pela manhã, mas o acidente ocorreu na madrugada. Ali se adiaram sonhos de superação... e encerraram o sonho de uma família. Sobre o motorista... bem, ele fugiu! Não teve responsabilidade para conduzir o automóvel, menos ainda para assumir o que fez. Se vão identificar, acredito que sim... mas fico pensando quanto adianta isto agora. Pessoas ali perderam alguém... e agora?
Eu fui até o PC onde se concentrava toda galera envolvida... trouxe de lá, comigo, um ciclista + 7 bicicletas. E no caminho... só pensava que alguém não voltaria pra casa. Foi o dia em que nós voltamos pra casa... menos um!

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Dor e cor...

No pico de downhill, Granja Armadilhas, Itapuã, Viamão, RS. Foto: Eduardo Aigner

          Deitei cedo, mas perdi o sono. Basta uma fração de dor para me tirar da sonolência... Minha dor é velha conhecida, havia me abandonado, mas reapareceu de hora pra outra. Desconfio dos meus excessos... mas viver é se exceder, e quem não se excede, não supera. E foi me excedendo que superei tudo... Bom, né? A luxação feia que fiz no ombro é a causadora de minha dor... com total rompimento dos ligamentos da clavícula. A lamentável tipo 03 que me tirou da estrada até hoje... penso em voltar a pedalar longa distância, mas não em provas. A origem da postagem é esta... sou um otimista, agora, e sei que isto vai passar logo logo, mas é uma dor bem chata. Da qual pensei que não mais lembraria... Depois da queda de 2011, levantei a máquina e lentes pesadas, por milhares de vezes. Arrisco, umas 500 mil imagens... de bike, de eventos corporativos, sociais, esportivos, da repetição, incansável! Eu adoro esta palavra... incansável, pois assim me sinto para a fotografia. Evidentemente, minha doce ilusão!
Certa vez, muitos anos atrás, lá por 2003, escrevi um texto que se perdeu no tempo, chamava-se dor e cor... e tinha uma frase que dizia algo assim: "Dor para lembrar do que gostamos, cor para viver o que amamos com intensidade!"
        Bem, este é bem mais que meu diário de bordo, pois aí esta... diário, de quem? De um andarilho... é isto que sou, serei, amém! Estou com dor hoje, mas há tempos eu não sabia o que era isto... acho que estou ficando comodista, devido a proximidade dos meus 41 anos de estrada humana. Será? Bem... como for, eu escrevi um livro, quase pronto para ser publicado, eu achei meu ofício e importância, eu plantei algumas árvores, eu pesquei e expliquei o motivo! Na verdade faltou o filho... mas eu acho que pensando bem, filho é uma obra de valor inestimável que vc deixa ao mundo, pois ele pode ser uma semente boa, ou uma centena de livros que mudarão a humanidade. Acho que fiz algumas coisas boas... não tantas como deveria, menos ainda quanto eu gostaria, mas já tá marcado meu mundo... amo meus amigos, amo minha família e eu tenho mais uns 40-50 anos pela frente, se tudo der for apenas sorte. Se tu leu, que bom... talvez eu tenha feito mais do que externar, talvez eu tenha fagulhado a lenha do teu coração, e agora, você vi ser o incêndio que é o filho que não tive. ;) Eu nasci católico e gremista, me transformei em um incrédulo do futebol e de Deus, e acabei nas mãos do universo, compreendendo que tudo é exatamente como deveria. E eu provo isto para meus amores, todos os dias. Aloha, acredite no amor, na mudança, no universo. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Preparativos para a Rota dos Faróis - Alforges

Imagem retirada do site do fabricante, referente ao par de alforges Ciclotour 70L. 
          O planejamento é uma necessidade em todas as etapas... é a etapa das etapas no que diz respeito ao roteiro de viagem. O aventureiro vai se deparar com particularidades específicas a cada passo da montagem da bicicleta e ao menos para mim, fica cada vez mais claro que este é um momento que demanda muita atenção e reflexão. Ninguém quer se perder ou ter uma viagem encurtada, ou simplesmente ter que quebrar a cabeça durante a aventura devido ao mau planejamento. Por isto, planejamento é tudo! E aqui começo mostrando o planejamento deste projeto, cujo o resultado será o roteiro, com nome de Rota dos Faróis. 

A bagagem... Curtlo Ciclotour 70L

                A bicicleta escolhida foi a longtail, da Art Trike, pois ela ficou em teste por longa data e se mostrou muito eficiente para percorrer muitos quilômetros com conforto, embora seja uma bicicleta naturalmente mais pesada. Se por um lado estamos falando de uma bicicleta mais pesada, por outro sabemos que se trata de uma bicicleta extremamente forte e com área de bagageiro integrada e capaz de carregar não apenas um alforge de cada lado. A dimensão do bagageiro da longtail permite carregar dois alforges de cada lado, ou ainda, grande quantidade de equipamentos extras bem distribuídos, sem que seja necessário colocar o peso acima da linha superior do bagageiro. Esta distribuição permite um melhor equilíbrio para a bicicleta, que se torna muito mais perceptível por parte do ciclista depois que ele estiver cansado de percorrer longas distâncias. Neste caso, falamos de uma qualidade muito importante para o veículo escolhido para uma aventura como esta. Depois de usar a longtail por vários meses, posso dizer que não vejo outra bicicleta tão especial para este tipo de utilização... e acredito que na medida em que as pessoas conheçam este conceito, ele se tornará mais popular. Posteriormente falarei mais sobre as características e vantagens desta bicicleta. Falarei de como vou carregar minhas roupas e alguns utensílios leves. Fiz uma pesquisa rápida no Brasil e acredito que estes alforges da Curtlo, sejam um dos mais populares em termos de disponibilidade no mercado, confiabilidade e praticidade. E este é um assunto que precisamos ter cuidado.., Em primeiro momento, me parece que estes alforges da Curtlo, modelo Ciclotour 70L, sejam extremamente práticos e bem construídos. O valor deles gira em torno de 800 reais numa pesquisa rápida, mas acredito que estejamos falando de um produto que vale cada centavo. Não gostaria de ter que improvisar capa de chuva para que minhas roupas ficassem secas, tampouco experimentar que o alforge descosturasse ou quebrasse um zíper pelo caminho. Eu tomei alguns cuidados ao pensar nos alforges, e quando cheguei a Rodociclo Bike Shop para escolher os mesmos, já sabia no que deveria ficar atento. Os alforges utilizam um excelente sistema de zíper, da marca YKK, que é a maior fabricante do mundo neste meio dos dispositivos de abertura. Me parecem que são de aço inox, inclusive, mas não achei uma informação sobre isto. Minha suspeita pelo material é grande pela aparência dos puxadores, pois tenho muita familiaridade com aços, especialmente do tipo inox. Se não forem de aço inox, ficarei surpreso, pois o acabamento destes é realmente muito bom. Este é um dos pontos que me chamou a atenção, pois a Rota dos Faróis é um trajeto costeiro, neste caso pela faixa de areia de praia, onde a maresia é bastante agressiva aos metais. Além desta notável qualidade do sistema de zíper dos alforges, outros dispositivos e acessos me parecem excelentes. Inclusive, uma das unidades do par de alforges, possui alças do tipo mochila, possibilitando que, em caso de um algum momento seja preciso deixar a bicicleta em algum lugar, se possa levar os itens mais pessoais consigo. No exemplo de levar a bicicleta no bagageiro de um ônibus, avião, ou trem, o aventureiro tem com ele um dos lados do alforge, facilmente transportável como mochila e contendo itens que ele prefere manter ao alcance da mão. Pense itens pessoais, inclusive medicamentos, tablet e uma infinidade de itens devido ao grande volume da bolsa específica. 
Estou certo de que em outras oportunidades, falarei sobre os alforges, mas por hora tenho ótimas impressões sobre isto. Gostaria de deixar claro que a escolha do alforge e estas abordagens são bem pessoais. As fiz com base nas minhas experiências e conhecimento, estou realizando uma observação crítica muito cuidadosa para que seja referência aos demais colegas que pretendem viajar.

Mais informações do projeto neste link:

http://www.bikesdoandarilho.com/2017/01/rota-dos-farois-um-roteiro-incrivel.html


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Audax 200 km + Desafio 125 km... pela Rota do Sol com a Sociedade Audax de Ciclismo 02.03.2017






Fotos: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo
          Uma coleção de imagens tão grande deveria descrever perfeitamente um dia de tanto pedal, mas a verdade que nenhum video ou coleção fotográfica poderia passar a real sensação de passar o dia pedalando por um cenário tão bonito. Para mim, este é o brevet mais bonito de todos... 
Tivemos muito ciclistas iniciantes na estrada e posso dizer que muitos precisam rever seus cuidados sobre a forma de pedalar pela estrada. Fazer duplas, trios ou mesmo quartetos lado a lado deve soar como imprudência aos experientes e também aos familiares dos ciclistas que faziam este tipo de tráfego. Confesso que me assustei muito com a desatenção de alguns... mas que fique registrado e quem fez, sabe que o fez. E se eu não fizesse o puxão de orelha estaria sendo tão imprudente quanto... A gente entende pq ciclistas experientes de longa distância pedalam sozinhos... há motivos de sobra, e se eles não dizem nada aos demais é pq possuem receio de não serem levados a sério. A gente vê de longe quem esta acostumado, quem esta preocupado e pedalando de forma responsável. 
No mais, a prova estava linda... o cenário é realmente incrível como pode ser visto um pouquinho nas imagens. Espero por mais dias assim... e com prudência. 
Forte abraço... e longa estrada. Fico por aqui... 

Imagens do Audax 200 + Desafio 125 da Sociedade Audax de Ciclismo - SAC (02.03.2017)

sábado, 1 de abril de 2017

Massa Crítica é feita de gente... MC 31.03.2017








Fotos: Roberto Furtado
               Fiquei aqui borbulhando em pensamentos... acho que foi quando a amiga Fayga me perguntou se estava tudo bem que me dei conta que entro em um transe reflexivo sobre as coisas que presencio. E eu vi muita coisa... eu me apaixonei pelos sorrisos, pelo ideal, pelos olhares decididos, cautelosos e silenciosos. Eu adoro isto... esta gente que pulsa, que vai pra rua pra ser manifesto e alegria ao mesmo tempo. Confesso que me apaixono fácil por coisas boas... 
Eu não sei bem onde tudo isto vai parar... e nem sei se estou com este foco, me vejo no presente, lutando por um amanhã depois de hoje. Dois dias depois é tempo demais para vivermos e pensarmos. E eu quero que as coisas mudem para amanhã, não dois dias depois. Sou imediatista demais para pensar em depois de amanhã, quero agora. E o que quero é esta liberdade que sentimos nesta sexta a noite... para hoje, para amanhã, e depois de amanhã a gente vai querer também, mas aí a gente vai se preocupar depois. Uma parece se constrói pensando no agora... Tava muito bom ontem a noite. Espero por mais dias assim, seria sonhar muito? Bom... eu tenho muitos pensamentos sobre ontem, mas eu vou me conter aqui e deixar vcs com as imagens, e aí cada um pensa o que quiser, pois não adianta eu sugerir, nem outro impor, o tempo de cada um oportuniza as próprias reflexões. 
Até a próxima...