segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Giant Prodigy - Parte 02




          Uma bike muito ligeira... sim, dinâmica como poucas que já vi. Segura, quase que no formato de uma mtb, porém quase tão ágil como uma speed vintage. Agilidade é uma virtude do projeto... um desenho muito interessante, adiantamento de eixos, proporções, conceitos da velocidade. Há poucos que compreendem o que traz tais vantagens, mas quase todos percebem isto ao rodar sobre um bom projeto. Me pergunto em que lugar do passado deixaram estas ambições, de paixão sobre a velocidade, com amor pelo que se faz... acho que as cifras mudaram as mentes. Felizmente, sei que pertenço, junto de alguns, a outro formato de ciclista. Somos movidos por paixão... sem maldade, mas as curvas das antigas são mais belas e atraentes do que as novas, questão de gosto, já dizia um amigo que comia apenas quindim como sobremesa. Coisas tão pessoais quanto a escolha de um calçado...

Os sinais do tempo...
       
            Sim, ela tinha muitos... e como não ter? Atravessou os anos, e as crianças que nasceram junto dela, certamente são adultos jovens, talvez sejam até pais. O tempo passa para tudo, pq não para ela? O aço antes protegido pela tinta, agora demonstra não apenas a cor original de parafusos... mas também apresenta o marrom da ferrugem. "Somos aço... portanto enferrujamos!" Do Cr-Mo de pequenos parafusos aos tubos nobres, talvez de pregos simples... ferrugem é uma característica como são as rugas para os humanos! Limpa... passa uma palha de aço e depois passa óleo nas partes escondidas. Nas partes aparentes vc apenas encera, pois já ajuda na conservação e não mancha as roupas. Não dá pra ter tudo... a elasticidade do aço traz junto o que podemos chamar de deterioração para o oxigênio, que junto de outros elementos remove o formato conhecido da bicicleta até a sua extinção. Evidente que isto leva muitos anos... talvez, se bem cuidada, mais que duas ou três gerações de homens, tal e qual uma espada. Aliás, onde foram parar as espadas do passado? Gosto de pensar que elas viraram bicicletas... eis uma delas aqui em fotografias.

Aplicação prática
       Não sei muito o que dizer sobre esta bicicleta... Acho que estou tão encantado por ela quanto fiquei pela Giant Sedona, também da década de 90. Ao que parece sou um incondicional adorador de um passado, na prática, não de teoria, pq me sinto muito confortável sobre estas velharias que o homem insiste em recusar. Estranho é perceber que nos países desenvolvidos há ainda, ou melhor, novamente, muita aplicação prática do velho cromoly. Sinal de que ou somos tão loucos e em bom número que merecemos atenção, ou o material é realmente viável em termos de tecnologia para bicicletas. Estou gostando muito desta bicicleta... se alguém me perguntar se deve comprar uma se por acaso tropeçar em alguma por aí... não vou nem perder tempo explicando! Vou dizer: "Se vc não comprar, eu compro!"

Aos poucos formarei novas observações sobre esta maravilha...