segunda-feira, 13 de outubro de 2014

As pegadas de um fotojornalista da bicicleta...

Eu, meus pés e minhas aspirações, em Garibaldi, 2014.
No meio da estrada tinha um lugar vazio...era um ótimo lugar para descansar as pernas e observar os ciclistas que se aproximavam. Senti várias vezes o sol queimar o topo da cabeça, mas isto é coisa que não me incomoda mais. Me desconcentra um pouco os borrachudos, insistentes, que voavam em torno do rosto e ouvidos. O repelente resolveu o problema... evidente! Eu fiquei ali pensando na prova, no movimento dos ciclistas e no esforço que eles fazem para se fazerem presentes. Aliás, esforço que todos nós fazemos... sempre, inclusive quem trabalha nas demais provas, pq uma modalidade acontece uma vez por mês, se tanto, mas no restante do mês tem outras provas rolando. Ano passado eu me vi em situações complicadas para prosseguir, entre a cruz e a espada, ou melhor, entre meus sonhos e a realidade. Aos poucos eu fui insistindo, dando murro em ponta de faca, eternizando a luz de cada segundo de algumas pessoas. Eu gosto de ver a estrada pq ela me faz perceber até onde já fui... se valeu? Valeu, nunca tive tantos amigos, tanta satisfação pessoal! O barato de tudo, depois de anos fazendo a mesma coisa é perceber que vc deixou uma marca, que jamais poderá ser apagada... e nela estará um pouquinho do seu próprio coração e a recordação das famílias. Valeu muito chegar até aqui... não é o dinheiro, tampouco outras conquistas supostas por aqueles que olham de fora. O que valeu mesmo é saber que deixei uma pequena marca boa, alimentei bons hábitos e preguei os princípios da bicicleta. Eu soltei fotos ao vento... e fotos ao vento, jamais serão esquecidas. Um abraço...