quarta-feira, 18 de junho de 2014

Na mobilidade e no exercício do trabalho... repórter ciclista!


Sempre me dedico as reflexões a todo momento, pois elas me levam ao futuro que pretendo chegar. Hoje, enquanto dirigia para ir ao centro, pois iria fotografar o caminho do gol, me deparei com um engarrafamento de proporções catastróficas. Avenidas Cavalhada, Nonoai, Teresópolis entupidas por condutores desesperados por chegar ao destino. Bom conhecedor de Porto Alegre, e isto sou graças a um antigo trabalho que já exerci, de entregador, escolhi ruas vazias por entre os bairros e fui me espreitando... até que cheguei na Orfanatrofio e consegui alcançar a casa dos meus pais em Teresópolis para abandonar o carro e virar o que realmente sou... um ciclista! Me organizei e me transformei no repórter fotográfico ciclista, me desloquei com grande facilidade até a Borges de Medeiros onde encontrei um público alegre que se deslocava aos poucos em direção ao Beira Rio. Conduzi meu destino na velha GT Corrado para o viaduto dos Açorianos. Onde encontrei o palhaço sobre uma grande bicicleta. Fantástica bicicleta gigante que deve gerar segurança para o ciclista e insegurança para os automóveis... talvez, não tenho certeza! 
A bicicleta me permitiu um trabalho ágil, onde eu certamente levava vantagem a todo instante... encontrei colegas jornalistas no trajeto, que certamente perceberam a vantagem em que eu me encontrava pela minha escolha de vida. A bicicleta é sabedoria... ela é ágil! Sobre ela, correndo, consigo uns 20-30 km/h, a pé... dificilmente uns 15 km/h. E nem considera o desgaste, pois fiz uns 16 km e estou inteiro! 
A torcida laranja, laranja mecânica é alegre, amigável, exemplar... como pode um país com restrição de "chão" ter tanta qualidade na formação de seus cidadãos em relação ao Brasil? Vos digo... "O Brasil tá com nada!" Na copa, certo de que não leva a taça... já a Holanda, não sei não. Acho que eles tem potencial... se for no campo também, justo! Porque é evidente que na formação dos seus cidadãos, já deram baile no Brasil. Que eventos como este sirvam para nos enriquecer, afinal, aprender, mesmo que envergonhados como nos sentimos devido ao que oferecemos aos turistas, ainda é um grande trunfo do saber. 
De bicicleta fui e voltei... trabalhei com dignidade, será que não podemos mudar isto com mais qualidade?
Me orgulho muito do que acabei me transformando... sou um repórter ciclista, um tipo raro, nem por isto melhor ou pior, apenas com uma característica muito própria.