sexta-feira, 13 de junho de 2014

A bicicleta em movimento... e osso do ofício!

STX RC 28.6mm; foto: Roberto Furtado
O mundo se transforma rapidamente... ao piscar de olhos ele se apresenta de outras maneiras. Assim é a vida de todos e tudo... as culturas se adaptam, a bicicleta não é diferente. Quando comecei minha jornada na mídia da bicicleta, não sabia exatamente como ia desenhar este caminho. O que eu menos sabia, era saber! Comecei minha relação com a bicicleta de forma inocente, como muitos daqui. Eu andei pela primeira vez na bicicleta com a idade que não recordo, depois veio a primeira bicicleta sem rodinhas, na decáda de 80 eu voava na pracinha, na década de 90 eu voava nas ruas no que seriam poderíamos chamar de as primeiras mtb e depois em speeds. Eu olhava atentamente o contorno das peças campagnolo e shimano 105 que comprava com esforço da família, pq eu realmente adorava aquilo. Eu nem imaginava onde eu estaria, tampouco queria saber. Eu não sabia... eu nem sabia o que era saber! O vento leva tudo e todos para muitos lugares antes do fim da estrada. Eu acho formidável a história das pessoas, também das construções, das peças de bicicleta, dos animais e de tudo que passa de mão em mão se enriquecendo de palavras e pensamentos. Eu descobri o que era ser jornalista sozinho... ninguém me pegou pela mão para dizer, ninguém facilitou as coisas, ninguém me disse como eu acharia minha forma de compor fotografia. Composição fotográfica, saber desenhar, amar e viver são situações que vc sabe ou não sabe. Equivocado é aquele que promete ensinar a vida para uma pedra. Nós somos o que podemos ser... seremos aos poucos, talvez mais lentamente, mas seremos! As peças de bicicleta são peças que ganham movimento pelo homem, elas carregam história em três dimensões. A peça da fotografia é uma realidade, vc esta vendo. Casualmente, fiz a foto de uma peça nova com quase 20 anos, pq achei incrível que ela tenha sido preservada pelo acaso até o momento. É osso do seu ofício impedido, talvez estagnado de um direito funcional. Assim como pessoas, objetos, ferramentas e fotografias, todas são peças importantes de um sistema, como bicicletas em movimento descrevendo histórias. Não há o que fazer, apenas apreciar o momento... vai acontecer, presta um pouco de atenção, tudo esta em movimento, minimamente. Poesia é algo grudado em páginas, mas é algo estático somente a quem não têm a liberdade da compreensão. Um texto começou sem uma linha... as linhas surgiram, deram movimento, como agora... olha as reticências, para onde vão? Não sei, depende de ti de agora em diante...