segunda-feira, 21 de abril de 2014

Ciclos de imaginação e a bicicleta de Porto Alegre

Avenida e bairro Teresópolis, 2013. Roberto Furtado.com
Ciclos de imaginação

É curioso que de tempos em tempos eu esteja em plena motivação, e em momentos opostos esteja desanimado. Talvez isto seja muito mais natural do que imagino, porém, me incomoda tal situação. Ao mesmo tempo que isto provoca uma insatisfação, já percebi que isto é uma grande ferramenta... ela me permite voltar sempre com toda força! Assim como uma torneira aberta que apenas escorre água, e neste caso a água é a criatividade ou imaginação, ela seria um fluxo constante de ideais e reflexões construtivas. Contudo, no caso deste andarilho, ocorre uma oscilação de fluxo que pode ser comparada a uma inexistência ou inatividade (ou mesmo uma redução) de postagens que motivam ciclistas e a mim mesmo. Não significa que a torneira esta fechada... ela apenas esta enchendo um balde! Quando chega ao volume total se obriga a transbordar... e quais as diferenças disto? Bem, acho que outras pessoas podem ver da mesma forma. O impacto de uma torneira que escorre sempre sem alteração de fluxo é realmente interessante, denota uma qualidade interessante sobre o ponto de vista do leitor que busca informação, contudo existe uma questão ainda a refletir. Se uma torneira alimenta uma mente, como será um balde despejado de uma única vez? Qual criará maior impacto? Cessando totalmente o fluxo causamos um momento de atenção em quem estiver acompanhando uma ideia, quando você despeja um balde esta trazendo um novo chamado de atenção! Qual cria maior impacto? Fiz uma relação de reflexão pensando que isto seria uma boa forma para explicar as oscilações... fui indagado por esta situação de variável atividade, portanto expliquei da maneira que pude. Espero que vc entenda e se identifique desta mesma forma... ou pelo menos visualize este mecanismo do qual não consigo fugir. E espero que isto não incomode muito a quem curte acompanhar, pq diferente de outros canais, sou sozinho nesta caminhada fotojornalística. Alguns canais possuem 3 ou 4 redatores... o que sempre permite grande atividade e ideais muito distintos. 

Bicicleta de Porto Alegre

Hoje pela manhã acordei pensando sobre a bicicleta... não é novidade, mas a reflexão tinha um caráter social sobre o aspecto evolutivo. Nós, apaixonados pela bicicleta, temos a situação da mesma tão banalizada que não compreendemos exatamente o que ela representa. Quando saí de casa, munido do volante do automóvel, visualizei um ciclista que fazia uma curva e desempenhava grande velocidade. Fiquei acompanhando a trajetória do ciclista que estava em uma speed (road bike) e percebi que ele deveria estar a mais de 40 km/h...  e que deveria estar em um ritmo médio pelo menos há alguns minutos. Naquela estranha máquina 100% desprendida de tecnologia de combustível, um homem normal despenhava um velocidade justa e honesta para a mobilidade dos grandes centros. Certamente ele levaria, se livre de impedimentos de trânsito, não mais que 20-25 minutos para chegar ao centro de Porto Alegre. Se estivesse a pé, este período poderia ser multiplicado talvez por oito. Depende de cada um e do tipo de terreno, mas evidentemente o destaque esta para a bicicleta que nada mais é do que uma eficiente ferramenta multiplicadora de desempenho da energia humana. Isto todos nós já sabíamos... mas ao que parece esquecemos diariamente pela banalização, pelos medos, dificuldades, e outras variáveis do cotidiano desta cidade. Porto Alegre, ao longo dos anos, foi transformada em uma cidade violenta, mal projetada e sem qualquer estrutura positiva para seus cidadãos. As vezes fico me perguntando... de onde viria tanto orgulho descrito em tantos depoimentos? Certamente de reflexões e questões do passado... não há quase nada para se orgulhar no momento. Ser pedestre ou ciclista por aqui é um ato de coragem... mas tá valendo para muitas cidades do brasil. A gestão ruim, o jeitinho brasileiro de pensar da máquina pública que oferece a estrutura e o exemplo, e outros maus comportamentos construídos dia após dia estão fazendo das cidades brasileiras belos exemplos negativos da mobilidade. Agora resta saber... e eu me pergunto, até quando?