segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

As imagens do ciclismo - 1ª etapa do super campeonato 2014

Imagens do super campeonato de ciclismo 2014 - fotojornalista Roberto Furtado / FGC
A primeira etapa do super campeonato gaúcho de ciclismo, promovido pela FGC, teve início em novo padrão. A fusão dos campeonatos anteriores de meio fundo e resistência oferece um clima mais acirrado entre os competidores e promove a presença dos atletas nas provas. A briga por pontos garante esta presença. E os ânimos foram comprovadores neste novo regulamento. A prova aconteceu no sábado, 25 de janeiro, regado a chuviscos e pista molhada. Algumas categorias foram favorecidas pelo clima, outras passaram algum trabalho, quando se percebeu alguns tombos. Apenas um tombo exigiu remoção para o hospital, os demais foram atendidos e liberados no local. O ciclismo é um esporte de ação da velocidade, possui riscos, e deste risco que surge a emoção. Curvas e arrancadas em pista molhada, sobre pneus finos, pode resultar na queda. É o osso do ofício... Mesmo assim, como não apreciar, como não correr? O esporte estava bonito demais... O pelotão volumoso de ciclistas assobiava e gerava vento, o ruído dos pneus, correntes, trocas de marchas parecia uma música! Este é o brilho do esporte... 
As imagens estão no link abaixo da ilustração da postagem. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sony HDR-AS15... algumas considerações!

Desde que comprei a câmera de ação em questão que tento exercitar o hábito de uso. Gostei muito do material, embora possa apresentar algumas insatisfações a respeito... eu pesquisei alguma coisa de problema que tive com ela, mas não encontrei nada. Sendo assim presumi que é um problema do meu item. Assim vou listar o que não gostei, farei apontamentos de vantagens e desvantagens, e neste colocarei já o que entendi como um suposto problema. 

Vantagens:

1 - material leve e pequeno;
2 - boa qualidade de video e fotografia (dentro da proposta); 
3 - caixa estanque de qualidade -  facilidade de abertura sem prejuízo a segurança;
4 - recurso de objetiva angular que permite captura de imagens em interiores ou de muita proximidade sem perda de assunto;
5 - durabilidade da bateria muito satisfatória;
6 - suportes (dois) para fixação eficientes e fáceis de prender;
7 - trava de acionamento do botão externo da caixa estanque (evita acionamento on/off acidental);

Desvantagens:

1- falta de acesso aos recursos através da caixa estanque (não dá pra mudar de modo após fechar);
2- ausência de um suporte que permita modificar ângulos de captura;
3- erro de conexão* do cartão micro SD durante alguns momentos de ação; 

O item 3 da lista de desvantagens me preocupa. Durante as gravações de uma seção de ações de surf, percebi que a câmera estava se recusando a armazenar o material produzido. Este problema foi percebido quando acionava o botão on/off da caia estanque, e quando a câmera não começava a gravar eu já percebi que ocorrida algum erro justamente no sistema do cartão. Eu não consegui atribuir um defeito, pois quando cheguei em casa, removi o cartão e inseri novamente, voltando ao normal o funcionamento. Infelizmente deixei de gravar dois takes muito legais de uma dia muito bom de surf que fiz em SC, peguei duas onda muita legais que certamente dariam um bom material.
Já ouvi histórias semelhantes de usuários de gopro, problemas de leitura de cartão, mas também creio que seja um problema de cartão de memória. Tenho esta suspeita que o problema seja com o cartão... então estou providenciando um novo cartão de memórias para poder avaliar se o problema possa ser talvez um defeito do próprio cartão. Se alguém possuir esta câmera que quiser partilhar de algum problema semelhante ou recurso diferente, por favor, escreva para betofurtado@gmail.com

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Ciclocross... falta de componentes no Brasil!

Estou trabalhando devagar no projeto TREK 370... tenho alguns planos e surpresas para este modelo, mas estou me deparando com problemas grandes para ele. O maior problema que um aventureiro da reconstrução pode se deparar é a falta de peças ou alta de valores. Pesquisei... pesquisei, e me encontrei preso no espaço de trabalho inflexível. Não desconsidero um perfil de produto por um valor X, mas no quesito em questão estou encontrando uma alta de preços que é difícil de absorver em projetos com recursos limitados. Como não quer parecer aquele que reclama do valor de forma gratuita, estou compartilhando do problema com o leitor. Os pneus, componentes que definem importantemente o perfil da bicicleta, estão custando algo em torno de 450 reais no par. Sim, os pneus que normalmente custam a metade do valor ou até mesmo menos nas opções de 29" ou 26", quando encontrados em medidas tipo 700 x 35 (que já não era bem o que eu queria em termos de tamanho), estão em valores que dificultam o uso. Muitos podem pensar que este não é um valor tão elevado, mas não podemos esquecer que dentre as modalidades que mais apresentam perdas de pneus por cortes, esta justamente o CX, ou ciclocross, como vulgarmente é chamado. Como é possível estimular uma modalidade tão restrita com valores de mercado tão elevados? Seria mesmo, apenas imposto que eleva o valor dos produtos, ou ocorre também o abuso por escassez? Pq um produto no exterior custa 28 dólares e aqui no Brasil o mesmo produto esta por 220-240 reais? Não me parece apenas imposto... ou seria o imposto tão elevado, obrigações trabalhistas tão pesadas que o valor final do produto esta ao topo! Então além de ser um material incomum, ainda falamos de um produto que recebe árduos impostos e/ou quem sabe até mesmo um pequeno abuso de valor devido a dificuldade de disponibilidade. Pequenos detalhes formam um abismo que separa o Brasil de muitos países, e que de alguma forma degradam  o sentimento de patriotismo, afinal, como amar pai que é mau padastro? Perguntas que giram e ressurgem em cada projeto reconstrutivo. Até quando estaremos tão mal suportados pelos governos?
A foto do post não pertence ao projeto em questão, mas foi usada para representar a falta de peças. 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Perfil... Alex Magnum, da Vélo Courier!

 Este é um espaço destinado a valorização e conhecimento do perfil de um ciclista. Ciclistas são ciclistas... A figuração conceitual que a bicicleta e seu usuário transmitem são insuficientes para descrever o valor humano e social que há nas histórias. As histórias são variadas como são os rostos. Somos todos diferentes! O valor esta exatamente nas diferenças, neste enriquecido calor humano capaz de gerar opiniões diferentes. Se as pessoas são assim... também se cria um diferencial quando se soma a famosa bicicleta! Novas experiências, oportunidades e histórias únicas formam este universo ciclístico. O perfil é uma oportunidade de aproximar e de demonstrar o que são os ciclistas. Seja cada um como for, todos são únicos, insubstituíveis, valorosos. As histórias são únicas, as amizades também... e o crescimento que cada um pode trazer para a bicicleta na sociedade é a força que um dia vai nos colocar em um patamar de muitas vantagens para a humanidade. A bicicleta veio para ficar... estas pessoas vieram para mostrar porquê a bicicleta é necessária: Este é Alex, um mensageiro, um entregador, um bike courier! Com três perguntas básicas apresentamos este ciclista de Porto Alegre. 

- quem é este ciclista?
Me chamo Alex Magnum, tenho 21 anos, habito o trânsito de Porto Alegre tanto a trabalho quanto a lazer. Creio que possa me considerar um atleta urbano, quais as conquistas não vão muito além do simples ato de ir e voltar intacto. Pedalo todos os dias cerca de 50km.

- como começou na bicicleta?
Comecei a pedalar devido a convites de um amigo e, um dia saindo da aula, a Massa não me permitiu subir no ônibus - vi um cara vestido de bailarina e resolvi ir correndo junto o resto do percurso pra não ficar tão inerte. Logo após comecei a pedalar um tanto quanto bruscamente, percorrendo de 15 a 30km para visitar um amigo distante e também para ir ao trabalho, que era na Sertório (moro na Tristeza), então aprendi na melhor teoria - a prática.

- acredita que a bicicleta pode mudar o mundo? Como?
A bicicleta já mudou o mundo, agora está mudando as pessoas. Eu não estive lá, mas creio que o mundo mudou quando descobriu que duas rodas era a solução para um deslocamento eficiente.
Pedalar é um ato político, é influenciar diretamente nas mudanças no lugar onde se vive e quer viver. Movimente-se, pois o único defeito da fala é que ela não passa de ondas sonoras dispersas pelo ar, já o movimento - o movimento é a transcrição visual e física de que é possível realizar o inimaginável. Uma cidade e um trânsito mais humanos dependem só de nós. Pequenas atitudes resultam em grandes mudanças. Seja a mudança.

Alex exerce a atividade de courier por meio da bicicleta. Realiza diversas tarefas envolvendo transporte em locais diversos e que cruzam a cidade em um único dia. Ele e outros brilhantes ciclistas por vocação enfrentam o trânsito diariamente. Acreditam na função, nos princípios naturalistas e esperam o trânsito evolua para uma aceitação prática do ciclistas nas ruas, de acordo com as promessas do CTB (código de trânsito brasileiro). A bandeira que Alex levanta é da paz! Para saber mais sobre os serviços prestados por Alex e seus colegas, acesse a página oficial do nosso aventureiro do cotidiano: velocourier.com
Não esqueça o leitor que há uma questão importante quando for comparar motociclistas entregadores aos ciclistas entregadores. Ciclistas são silenciosos, não poluentes, raramente se envolvem em acidentes, garantindo a integridade do bem de entrega. Avalie as diferenças, avalie o mundo como esta e pense se esta não é uma grande iniciativa que promove a paz no trânsito e outros benefícios a sociedade. A responsabilidade é um grande atributo da Vélo Courier! - "Alex, estamos contigo!"

Comunicado - comunicação oficial da FGC


Bom dia pessoal!
Na data de hoje, 20 de Janeiro, aconteceu uma publicação no grupo fechado do campeonato gaúcho de Cross Country e Marathon, onde o usuário se diz fotógrafo oficial da FGC. O link possuía imagens com a logo da FGC. O usuário em questão não possui autorização para divulgar imagens como sendo da FGC, portanto, desconsiderem qualquer afirmativa como oficial. O único profissional que possui vínculo oficial e autorizado para esta finalidade é esse que vos escreve e que assina as fotos com Bikes do Andarilho, como aparece na imagem desta postagem. Também há liberdade de utilização de logo quando a FGC autorizar. Outros veículos de comunicação e profissionais podem fotografar as provas? Sim, total liberdade, desde que sejam respeitados os direitos dos atletas, a instituição e os demais profissionais envolvidos. Os profissionais da mídia devem se apresentar anteriormente as provas informando destino das imagens produzidas. Não é permitido o uso de logo ou divulgação de oficial sem devida autorização! Esta decisão de informar foi tomada com base no conhecimento do ocorrido e autorização do presidente Marcos Lorenz. 
Obrigado

Roberto Furtado

domingo, 19 de janeiro de 2014

Maratona de MTB de Barra do Ribeiro 2014... as imagens!


As imagens da maratona de MTB de Barra do Ribeiro descrevem mais um ano de atividade. É um trabalho de continuidade que valoriza a bicicleta esportiva do RS. Estamos colocando, juntos, a bicicleta gaúcha no mapa em patamar de qualidade internacional! Ainda não sei informar as pautas que teremos para este ano, mas as provas mais importantes estarão aqui. Talvez feiras, talvez curiosidades variadas... alguma coisa diferente haverá, isto é bem provável. 
Sobre a prova... bem a prova foi dura, evidentemente pelo calor, embora a estrada não estivesse ruim. Em relação ao ano passado me pareceu que o chão batido favoreceu o ciclista, mas apenas aos olhos de um espectador interessado. Ciclistas de modalidades ROAD utilizaram a prova para treinar, o que pode ser uma boa observação sobre o pódio não ser exatamente como descrito através das imagens e com os resultados informados pela FGC. Devemos aguardar a prova de Nova Petrópolis para criar uma nova impressão de como poderá ser o ano do mtb. Muitos elogiaram a organização, outros estavam felizes pelo reencontro. O mtb é isto aí... amizade e coleguismo, inclusive na competição. E que venha a próxima... 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A bicicleta que resistiu ao tempo... veja uma Sundown Rain Drop!


 Me lembro bem na década de 90 que apenas algumas bicicletas me chamavam a atenção. Eram sempre as grande marcas, pois era evidente a diferença de construção mecânica de tais bicicletas. As bicicletas boas eram caras... não era pra todo mundo uma bicicleta de qualidade, assim como na atualidade também não, infelizmente. E na verdade sempre vai ser possível fazer algo mais aprimorado com a elevação do valor final de uma bicicleta. 
 No fim da década de ouro para a bicicleta apareciam as Sundown de diferentes níveis e acabamentos. Ela jamais chegou aos pés de uma GT da década de ouro, tampouco próximo de uma Trek, Specialized, Diamond Back, etc... A Sundown era concebida para um público com menor poder aquisitivo, era muito fácil de ver isto. Qualquer ciclista entusiasta saberia disto, bastando avaliar bem a construção dos tubos e soldas, assim como as terminações. 
 Mesmo que fosse elaborada para um publico menos exigente ou de menos recursos, ainda se tratava de um produto de boa qualidade. Ela vinha com componentes que deixam até as nacionais para trás neste segmento. Estamos falando de um Rain Drop, modelo da marca Sundown que literalmente invadiu o mercado... vendida em magazines e supermercados a valores que giravam abaixo dos antigos 300 reais. Encontravam-se em promoções por 199 reais, ás vezes, menos!
 Câmbio shimano... dianteiro e traseiro, também trocadores! Conjuntinho simples de 18V, como esta que ainda traz a informação no adesivo original. Aliás, pouco importa se é 21V ou 18V, naquele tempo as bicicletas em sua maioria eram de 21 velocidades quando possuiam grupos de boa qualidade, e algumas possuíam Shimano de 24V, nem tão comum ainda. As passadas eram ressaltadas nos projetos por componentes de qualidade.
Bicicletas de boa construção "tinham" que vir com grupos shimano. Então, que tivesse... Shimano SIS, especialmente elaborado para bicicletas simples de qualidade. Não dava problema no cotidiano, mas era preciso saber usar... mais que na atualidade. Hoje em dia tem que ser um zero a esquerda pra estragar uma regulagem de grupo atual da qualidade, mas acontece... vejo sempre, as pencas! Aliás, quem não vê as bikes com correntes "cruzadas" em passeios?
Pequenos detalhes da Rain Drop descrevem seu patamar construtivo... era simples? Sim, era! Uma simplicidade suficiente para permitir o condutor pedalar com qualidade. Simplicidade funcional... este seria o termo! Aço carbono, hi-tensile? Talvez... diz um adesivo que há no frame que é butted especial... será? Pode ser... O alinhamento é bom, a pintura também tem boa qualidade, afinal, vc esta olhando para uma bicicleta com aproximadamente 15 anos. Veja então que o pedal ainda é original... vc sabe de que marca é? Welgo... ora, quando se percebe que pequenos detalhes foram atendidos com capricho mínimo, conclui-se que a preocupação era atender ao público com qualidade. Um valor de acordo com o mercado, qualidade mínima, pedalada prazerosa! Isto não tem preço... ou melhor, têm! Ao longo do tempo ela não somente se pagou, como também tornou-se uma economia para seu proprietário... se ele vender uma bicicleta destas hoje, pelo preço que for, baixo ou alto, terá recuperado uma parte do valor gasto depois de aproveitado o "patrimônio" durante muitos anos de uso. Não tenha medo de comprar uma bicicleta de qualidade mínima... ela trará alegrias a curto, também a longo prazo! Ela foi feita pra durar... 
Agradecimentos ao Ricardo da Adventure Bike Shop pelo fornecimento do material para teste e fotografia. 

Maratona de MTB da Barra do Ribeiro 2014... domingo!

XCM da Barra 2013. fotojornalista: Roberto Furtado
Bom, felizmente chegou a hora... eu já estava ansioso, aguardando a primeira prova do ano. Chegamos ao momento! Neste domingo teremos a primeira prova de XCM de 2014. A promessa é de calor, mas como andou chovendo, talvez a pista não esteja tão empoeirada, para felicidade dos atletas e deste que vos escreve... poucos imaginam pq o pó atrapalha tanto. Para isto é preciso vivenciar... As imagens sempre ficam prejudicadas com poeira, inclusive o material fotográfico, mesmo sendo vedado para poeira. 
Os favoritos para a prova não são novidade para este ano, mas acho que seria prudente deixar o tempo descrever o acontecimento. Tem ciclista pedalando forte, vislumbrando pódio com unhas e dentes. Então é melhor esperar... Muitas vezes apostei na promessa, mas em prova tudo pode. 
Este espaço é da crítica esportiva da bicicleta... não um simples noticiário, que fica claro. O perfil informal e crítico é um espaço onde o autor se permite descrever a situação com os próprios olhos e perspectivas. No downhill a gente teve um probleminha de entendimento sobre esta forma de escrever, mas aqui também é um livro aberto para falar destes problemas que ocorrem no cotidiano. Que não se repita... agradeço, os colegas da bicicleta também, afinal, estamos sozinhos cobrindo tudo da bicicleta... se ninguém faz, todo mundo reclama. Se alguém faz, algum descontente também reclama... coisas da vida. Vamos a prova que é o que interessa... te vejo nos bordas da pista! Pau na corrente... o pó é mero acaso! 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Engarrafamento... "ah, se fosse de bicicleta!"


Fui visitar meu amigo de infância em SC... tirei três dias pra fazer isto. Na ida a tranqueira não foi grande, nem tão demorada, mas na volta foi uma pequena tormenta...
As obras do canal laranjeiras em Laguna não andam tão rápido quanto todos gostariam... são anos de histórias de tranqueira engarrafada e buzinas. Hoje, parece que os motoristas não buzinam mais, pois se acostumaram. Levamos mais ou menos 90 minutos para fazer 4 km do trajeto até a ponte que atravessa o canal. Foram 90 minutos perdidos de nossas vidas... dava até para praticar esporte neste tempo, dava pra fazer trabalho de casa, tema de colégio, consertar algo quebrado, trocar todas as lâmpadas de casa. Dava pra fazer muita coisa com este tempo... dava pra gastar a gasolina do engarrafamento em algo mais divertido. Já pensou quantos litros de combustível todos estes veículos gastaram juntos neste regime estacionário e de muitas partidas? Com este combustível gasto dava pra alimentar uma criança por vários dias... talvez anos! 
Enquanto eu esperava a fila andar, passaram ciclistas no mesmo sentido. Eles trafegavam em baixa velocidade, mas sem parar. Evidente que chegaram no destino muito tempo antes de mim. Me pergunto o que faz um morador da região pegar o carro pra enfrentar esta novela... eu fazia uma viagem com mais de 500 km, jamais poderia fazer neste período de tempo uma viagem de bicicleta com tal distância, mas moradores locais gastando o precioso espaço temporal com este trajetinho inútil por meio de um automóvel?!! É um caso para estudar... Se fosse de bicicleta, não levaria 20 minutos. Dos 70 minutos restantes dava pra cozinhar, ir ao mercado, farmácia, etc... Até quando as pessoas vão continuar pensando pequeno? Até quando os governos farão o cidadão de bobo? As perguntas são sempre as mesmas? Será que vai mudar? Enquanto isto, posso pensar apenas: "ah, se fosse de bicicleta!"

domingo, 12 de janeiro de 2014

As bicicletas de New York... TREK 400


Passados alguns meses e é difícil lembrar de New York sem pensar nas bicicletas e nos ciclistas que vi por lá. Quando reviro as imagens estocadas, relembro tudo que vivi lá... as bikes que vi, abandonadas ou estacionadas, bicicletas pilotadas por transeuntes apressados ou em passeio. Das coisas mais fantásticas que posso lembrar é dos "espécimes" que vi lá... eram exemplares em singular existência com a cidade de Nova Iorque. Acorrentadas em pseudos bicicletários no espaço temporal que as afastava dos seus proprietários. Lindas bicicletas como já citei em outros posts... aqui, prova viva de uma TREK 400, velha guerreira da década de 80, suponho. Note que ela aparenta muita originalidade, embora seja agora uma incógnita do que ela realmente seria. Exceto se houver uma boa pesquisa, jamais saberemos se ela nasceu assim. De uma coisa podemos ter certeza... ela esta aí, em uma rua que lembro bem, "desembocava" de frente para o Central Park. Assim como ela, outras tantas espalhadas embelezando as ruas de uma grande cidade. Lavadas muitas vezes pela poeira e pela chuva, apresentam sinais do tempo... quando de qualidade como uma TREK, resistem ao esforço climático de extingui-las. Não se importa o proprietário... talvez ele pense que ela deva ser exatamente o que é! Uma guerreira que enfrenta a contagem dos anos que impusemos a nossas vidas, sem que seja perdido ou esquecido o real propósito a que fora designada. Ela nasceu para transportar... seu proprietário é um felizardo! 

sábado, 11 de janeiro de 2014

As rodas... montadas!


As rodas para aplicar na Trek 370 estão montadas... nas imagens, destaquei a presença dos niples apresentados anteriormente. Se estes niples fossem aplicados em aros modernos, certamente seriam vistos como uma montagem requintada moderna. Montados sobre aros de estilo old school, certamente vintage, podemos verificar que a montagem é moderna sobre peças novas. Não me parece que isto transformou velho em novo, ou antigo em moderno, não exatamente. Não acho que houve uma colisão temporal de componentes, pois acho que já havia visto na década de 90 niples coloridos, assim como blocagens, cubos, aros, etc. Me parece que elevou o nível do conjunto de rodas, sem que parecesse algo tão moderno que não pudesse ser aplicado em um frame com 18 anos. Eu gostaria de estimular mais pessoas a este tipo de projeto, embora esteja acontecendo já aqui no Brasil, mais ainda no exterior. Cerca de 10% de nossa visitação é oriunda dos EUA, outros 10 % de outros lugares do mundo, e o restante é do Brasil. Aqui nesta jornada está sendo reforçado o velho, o novo e até mesmo o exclusivo. Outros sites estão surgindo, alguns bem interessantes, outros precisando de algum tempero que certamente vai aparecer com o tempo, não em todos, mas em alguns. 
As rodas... bem, acho que as rodas ficaram muito bonitas, fortes e adequadas ao projeto que estou fazendo. Elas vão direcionar bem o lado que quero evidenciar deste projeto. Algumas pessoas pensarão que se trata de um projeto de ciclocross, outras até chamarão de híbrida (ow, já falei disto), e no fim perceberão que é "apenas" uma road de calçados grandes. Pode tornar-se sim uma bike de ciclocross, e afinal, o que diferencia uma bike assim do que estou fazendo? Eu diria que alguns detalhes como o tipo de pneu.
Agradecimentos ao Tchaka pela montagem e ao Ricardo da Adventure pelo fornecimento dos niples.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Pré Calendário da FGC 2014

O pré calendário da Federação Gaúcha de Ciclismo para o ano de 2014 esta no site da FGC. Vale lembrar que as datas e locais podem ser alterados de acordo com a necessidade das prefeituras e da própria FGC. Em 2013 algumas provas foram canceladas, outras tiveram data alterada, ou até mesmo a localidade foi trocada devido a condições climáticas, falta de recurso, etc. Este ano esperamos que não ocorram imprevistos, mas sabemos que isto nem sempre é possível... afinal, imprevisto é imprevisto. 
O calendário publicado é uma maneira de ajudar aos atletas na organização dos eventos, preparo para provas, etc. E me parece que embora seja uma boa política de dar clareza ao cronograma da FGC, pode ser um problema quando o calendário não pode ser seguido a risca. Neste caso entra a compreensão de todos... não podemos esquecer que a FGC organiza eventos diversos, não apenas a modalidade em que o atleta participa. Falamos de downhill, cross 4X, cross country, meio fundo, resistência e maratona de mtb. Abaixo segue o pré calendário... sempre sujeito a alterações: 

PRÉ CALENDÁRIO 2014 / PRÉ CALENDARIO 2014
POR SE TRATAR DE UM PRÉ- CALENDÁRIO PODE HAVER MUDANÇAS DE DATAS E LOCAIS A PEDIDO DE ALGUMAS PREFEITURAS OU ORGANIZADOR
PRÉ CALENDÁRIO 2014
DATANOME PROVACIDADEMODALIDADE
19 DE JANEIROVOLTA DA COSTA DOCE 100KMBARRA DO RIBEIROMARATONAXCM1
25 DE JANEIROCICLISMO DE SAPIRANGASAPIRANGAMEIO FUNDOMF1
9 DE FEVEREIRO1ª ETAPA DE MARATONNOVA PETRÓPOLISMARATONAXCM2
15 E 16 FEVEREIRODOWNHILL NINHO DAS AGUIASNOVA PETRÓPOLISDOWNHILLDH1
22 E 23 FEVEREIROVOLTA DE RIO GRANDERIO GRANDECICLISMO/ESTR.CRONO.RES1
15 E 16 MARÇORANKING BRASILEIRO COPA BRASIL DE DOWNHILLFELIZDOWNHILLDH2
23 DE MARÇOCICLISMO DE CAMPO BOMCAMPO BOMCICLISMOMF3
30 DE MARÇORANKING BRASILEIRO CROSS COUNTRYRECANTO MAESTROCROSS COUNTRYXC1
6 DE ABRILSUPER MOUNTAIN BIKECANDELÁRIAMARATONAXCM3
12 E 13 DE ABRILDOWNHILL DE PINTO BANDEIRAPINTO BANDEIRADOWNHILLDH3
26 DE ABRILEXPOBENTO OU VOLTA INTERNACIONAL RSBENTO GONÇALVESRESISTÊNCIARES2
27 DE ABRILSUPER MOUNTAIN BIKESÃO MARCOSMARATONAXCM4
4 DE MAIOGIRO DE COTIPORÃCOTIPORÃCROSS COUNTRYXC2
17 E 18 DE MAIODH DE NOVA PRATANOVA PRATADOWNHILLDH4
24 E 25 DE MAIOVOLTA DE GUAPORÉ RANKING BRASILEIRO MASTERGUAPORÉRESISTÊNCIARES3
8 DE JUNHOUP HILL DO SUPER CAMPEONATOSAPIRANGAMARATONAXCM5
21 E 22 DE JUNHODOWNHILL DO FERRABRAZSAPIRANGADOWNHILLDH5
29 DE JUNHOCICLISMO DE TARUMÃVIAMÃOMEIO FUNDOMF4
6 DE JULHOSUPER MOUNTAIN BIKE DE ROLANTEROLANTEMARATONAXCM6
13 DE JULHOCICLISMO DE SÃO LEOPOLDOSÃO LEOPOLDOMEIO FUNDOMF5
19 E 20 DE JULHODOWNHILL DE TAQUARATAQUARADOWNHILLDH6
2 E 3 DE AGOSTORANKING BRASILEIRO DH URBANOBENTO GONÇALVESDH URBANODHU1
17 DE AGOSTOVOLTA DE FARROUPILHAFARROUPILHA/NOVA ROMARESISTÊNCIARES4
24 DE AGOSTOSUPER MOUNTAIN BIKECANELACROSS COUNTRYXC3
13 E 14 SETEMBROVOLTA UNIMED RANKING MÁSTERSANTA CRUZRESISTÊNCIARES5
20 E 21 DE SETEMBROURBANO DE CARLOS BARBOSACARLOS BARBOSADOWNHILL URBANODHU2
27 E 28 DE SETEMBRODESAFIO DA NATUREZATRÊS COROASRANKING CROSS/DHXC4/DH7
5 DE OUTUBROGIRO DA CHAMPANHAGARIBALDIMARATONAXCM7
18 E 19 OUTUBRODOWNHILL CARLOS BARBOSACARLOS BARBOSADOWNHILLDH8
26 DE OUTUBROCICLISMO UCSBENTO GONÇALVESMEIO FUNDOMF6
9 DE NOVEMBROSUPER MOUNTAIN BIKESÃO MARCOSCROSS COUNTRYXC4
22 E 23 DE NOVEMBRORANKING BRASILEIRO DOWNHILL DO VINHOBENTO GONÇALVESDOWN HILLDH9
30 DE NOVEMBROCICLISMOA DEFINIRA DEFINIR
7 DE DEZEMBRODOWN HILLGALÓPOLISDOWNHILLDH10
13 14 DE DEZEMBROFINAL SUPER MOUNTAIN BIKEITAARAMARATONAXCM8
21 DE DEZEMBROFINAL CICLISMOCANOASMEIO FUNDOMF7

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

As rodas...


Ontem, passei no Tchaka e deixei aos cuidados um par de aros, um par de cubos e quase 7 dezenas de niples e raios. Os aros são coisa muito simples, clássicos, novos para Roads de pneus largos, em cor de alumínio, foscos, parede simples com reforço nos cantos. Os raios são DT Swiss! Os cubos RSX são aqueles clássicos que se parecem com os Exage e com toda geração do início da década de 90, porém com freehub para 8 ou 9 velocidades, originais, nunca abertos, poucos quilômetros e em minhas mãos desde novos. Eu pensei muito antes de resolver colocar niples coloridos em uma montagem que deveria ser apenas clássica, mas acho que um toque simplista contemporâneo vai muito bem. Destaca o capricho e a real qualidade dos raios, também quebra o visual, já que a bike será preta. Esta vai ser uma bike muito especial... ela vai preencher uma lacuna não vista entre estas postagens. A TREK 370 será uma road de "pés" grandes... por assim dizer, uma Road robusta!

sábado, 4 de janeiro de 2014

TREK 370 sport series 95's - parte 01 (aquisição)

fotografia: pedalrevolutionblog.wordpress.com
Bem... esta postagem foi motivada pela aquisição de uma bicicleta que para mim é importante marco da década de 90. Quando eu era apenas um menino, adolescente, despertei para um estilo de bicicleta que até hoje me tira o ar... As road bikes da década de 90 são impressionantemente bonitas. Um fenômeno que aconteceu neste período fez delas elegantes como sempre foram, com tecnologia robusta e funcional e com os atributos de um acabamento que é bem evidente deste período. Aliás, neste segmento ciclístico, considero a fase mais perfeita da harmonia de design das road bikes. Nas MTBs isto não me parece ser bem desta forma, pq o conceito das "mountain" mudou muito. Hoje vemos algumas road fabricadas exatamente como a 15 ou 20 anos atrás, comprovadamente na Interbike 2013, mas as mtb não são mais as mesmas, e me parece que os atuais modelos fabricados em Cr-Mo (que são uma minoria), superam as da década de 90. Digo isto pq quando vi a KHS Dragon 29" fabricada em Cr-Mo Reynolds, percebi que esta representante citada é uma obra de arte, supera sim a grande maioria da década de ouro, como gosto de citar a última década do século 20. Se as MTBs resistentes do século 21 estão em vantagem, por outro lado as road bikes deste século não parecem superar as obras de arte da década de 90. Para os recém chegados neste blog, vale lembrar que aqui falamos de bicicletas fabricadas em Cr-Mo, sem desmerecer o propósito atual do alumínio, carbono, titânio e outros materiais tidos como tecnológicos atuais. Obviamente isto é o parecer crítico e pessoal de um entusiasta que tem próprios motivos... começam pela paixão ao material (Cr-Mo), vão em direção a perfeição do acabamento da proposta, e terminam nas vantagens oferecidas aos ciclistas que tem outras propostas de vida quanto ao uso de bicicletas. Nem todo mundo esta preocupado em chegar primeiro ou ter uma bicicleta de 30.000 reais, mesmo que a questão não seja o valor relacionado. 
Recentemente, um amigo publicou na lista de classificados do POA Bikers, uma bicicleta que sempre me atraiu muito. Em 1995, quando eu era aquele guri a caminho da maturidade, descobri a paixão pela velocidade e pela arte ciclística. Naquele tempo as lojas eram bem mais modestas, embora existisse muito material de alto nível, como as TREK 5500, fabricadas em carbono, vistas na revenda oficial de Porto Alegre. Embora muitos ciclistas tinham interesse verdadeiro por tecnologia e pelas altas cifras que ela sempre representou, eu já era diferente... eu sonhava com uma TREK 370 ou uma TREK 470, esta segunda já foi reconstruída aqui no Bikes do Andarilho. Ambas eram fabricadas em aço nobre, do hi-tensile ao Cr-Mo, dependendo do modelo, ano, e parte do frame. Naquele tempo cheguei a encomendar a TREK 470, somente o frame, pois na loja havia somente bikes montadas, mas veio errado, e eu topei a aquisição de um TREK 2000. O modelo 2000 era fabricado em aluminio EASTON, totalmente colado, sem soldas. Era um primor tecnológico que eu desconsidero na atualidade, mas na época fui convencido de que era uma grande coisa. De fato, era... até hoje é uma grande bicicleta, mas é um projeto que não preenche minhas expectativas ciclísticas. Os princípios e perfil de um ciclista evidenciam-se por suas escolhas... cada qual, com as suas, afinal, o mundo é livre (ou deveria ser). Quando o mecânico do Dudu Bike, Nathan Keiler anunciou a bicicleta, tive uma pontinha de esperança, mas na data eu não havia nenhum $$$$$ no bolso. Então, os dias passaram e felizmente consegui recursos para uma proposta. Talvez por ser amigo de Nathan, por ser apoiado pela loja Dudu Bike, rolou uma proposta que foi aceita. Fui buscar o quadro e garfo com o amigo, vislumbrando a montagem ainda como ela vinha na época. Quais peças vinham nela? Vc esta sentado? Então, conto com detalhes. A TREK 370 era a road bike mais simples da marca e que era trazida ao Brasil. Ela era destinada a um público exigente de acabamento e qualidade, como sempre foi a marca em questão, mas com a simplicidade que pudesse tornar viável sua aquisição. Ela custava mais ou menos o dobro de uma Caloi 12 (super italy)... elas custavam muito diferente por motivos muito óbvios para mim. A Caloi era 12 velocidades, cubo de rosca, quadro desalhinhado e componentes, evidentemente, inferiores. A TREK 370 sport possuía relação de 14 velocidades. O grupo da 370 era o modelo Shimano Exage, o mais simples da linha Road daqueles tempos. Mesmo sendo simples este grupo, a qualidade era muito grande... havia uma preocupação que inexiste hoje, sobre durabilidade, alguns conceitos que foram alterados e adaptados. Temos exemplares rodando até hoje nas ruas! O primeiro cubo de qualidade da shimano deve ter sido este projeto que originou toda linha da shimano e que se popularizou no exage.Os tempos mudaram e as propostas também! Os grupos da shimano possuem qualidade? Sim, claro... muita qualidade, estão excelentes, são ágeis, funcionais, têm um show de tecnologia que até hoje os deixa na frente no mercado. A Shimano não tem concorrente, que fique claro! Ninguém consegue produzir com preço, qualidade e abrangência como a shimano. Contudo, os componentes de 20 anos atrás tem atributos que foram abandonados por tendências mundiais. Os trocadores de marchas da TREK 370 eram daqueles de downtube... que os competidores da atualidade não usam em hipótese alguma, exceto por saudosismo. A verdade é que os trocadores de downtube são parte importante da história das Road Bikes. Isto é inegável, e o fato de que dificilmente desregulavam, também! O fixador do cabo no cambio traseiro possuia uma mola de amortecimento do excesso de esforço, isto permitia que o cabo não ultrapassasse o ponto determinado e garantindo a regulagem por muito mais tempo. Além do mais, menos conduíte, menos desgastes que também exigiam compensação, mesmo que fosse pelo ajuste fino do cabo. Afinal... pq alguém compraria uma velharia destas? Bom, acho que se vc chegou até aqui neste texto, então esta tão curioso quanto eu para ver como pode ficar um projeto reconstrutivo desta magnitude. Sabe qual é a sorte? A sorte é encontrar uma joia destas ainda com pintura original, mesmo que bem danificada. Não há amassamentos, trincas, tampouco empenamentos. E ainda tem gente que pergunta qual a vantagem deste tipo de bicicleta... não seja insensível! Alguns dos quadros de carbono com 2 ou 3 anos de idade não existem mais. hehehe
O que vejo de diferente neste projeto em relação as demais frames de Road da década de 90. Eu diria que o grande diferencial deste modelo é o design combinado com o grande espaço para as rodas, que pode fazer deste projeto um modelo de touring ou ciclocross, onde pneus e aros largos como de uma "híbrida" podem ser aplicáveis. Talvez até mesmo um 700 x 35 u 38C, acredita? Então aguarda, pq isto vai ser caso de Revista, de Bikes do Andarilho, de assunto em muita roda de entusiasta. Aqui nasce uma "randoneira", uma máquina de consumir quilômetros. Se ficar confortável, pode ser a bicicleta que me coloque de volta na estrada da longa distância. Acompanha aí... 

Em tempo... O modelo que aparece na foto é 370 Fast Track, pq tinha uma configuração um pouquinho diferente da 370 Sport. Não me pergunte qual a diferença, mas vou descobrir.