segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Refletindo sobre ação de massa de cidadãos...

A pressão de uma massa para ocorrência de mudanças necessárias é um fator essencial para alterações e transformações na forma de pensar da sociedade. Precisamos de melhorias no trânsito para viver com mais qualidade e não resta dúvidas de que existe algo para ser regulado... este algo é o uso do automóvel.
Acho que todas as pessoas querem as tais melhorias de trânsito, algumas acreditam que de qualquer maneira se consegue as melhorias, sejamos vistos como bons ou com outros olhares, mas alguns não se importam como serão vistos. Na verdade, como somos vistos ou avaliados pouco importa, pois com o passar do tempo as mudanças emplacam e as ações são esquecidas. Mais ou menos... talvez não seja bem assim! Para um percentual do grupo que teme ou rejeita participar pq discorda das ações de uma minoria, isto pode ser a diferença entre receber o apoio ou a rejeição da sociedade que assiste alguma classe em sua reivindicação. Não há como julgar quem quer ou não quer participar se a palavra que corre mais solta nos grupos extremistas é a democracia. E é um direito do cidadão pensar ou refletir como se sentira quando estiver fusionado ao volume. Sempre que somos parte de um volume passamos a aceitar os adjetivos de grupo... e infelizmente, de forma completamente democrática, não se sentem em equilíbrio total com o volume. 
Tenho também meus princípios, ideais, etc que vão muito além do que pensam as pessoas, retratam o que sinto e que tenho de consciência (ônus e bônus de culpa ou aceitação). Isto prejudica alguém? parece que não... pq ser julgado ou criticado. A opção de trabalho, de vida, de luta, de princípios morais é uma escolha... agrade ou não, se trata de livre arbítrio. As pessoas não entendem o que é livre arbítrio... é o direito de escolha! Simples assim... escolhi atravessar a rua para comprar o pão da padaria do lado oposto, mesmo que houvesse outra no mesmo lado da rua. A escolha é nossa! Agora, de uma forma bem democrática, eu e muitos outros se sentem no direito e até mesmo no dever de discordar e de concordar. Não há desconhecimento e descontentamento total sobre a massa, há diferenças pessoais (eu as julgo saudáveis) que descrevem a individualidade de cada um. Esta individualidade permite os mesmos objetivos, outros caminhos, mesmos sonhos, embora muitos entendam que as escolhas devam ser as mesmas para interação de um grupo... o que não é verídico e tampouco funcional em termos de democracia. Estas discussões são saudáveis, construtivas, e permitem que façamos o possível para compreender o que passa na cabeça alheia. Hoje, tenho raiva do trânsito, por estresses que ele me causa, por mortes que ouço e observo, mas ainda sim me permito o uso do veículo como meio de transporte, necessário, tão vital como qualquer ação de ir ao supermercado, já que não planto um pé de alface, não terei opção do que comer nas refeições. Somos prisioneiros de um sistema... para nos libertar completamente deste, precisaremos do "êxodo urbano". De outra forma não seria viável mudar tudo que precisamos... somos uma doença ao planeta. Vamos nos auto consumir até que o limite seja imposto pelo espaço, ar ou alimento. Dentre estas relações, estão inúmeros maus hábitos, incluindo os individualistas, o carro, o julgamento de quem faz o que, os extremismos de ambos os lados. Aliás, esta é uma frase tão comum a forma de pensar das pessoas... "o extremismo mata a liberdade!" Notável aos carros que consumiram as ruas e resistem em as deixar, aos anticarros que esquecem que não há sociedade sem os tais veículos. Nem táxis, nem ambulâncias, nem policias, nem coleta de lixo, distribuição de alimentos nas redes de mercados, tampouco medicamentos, etc. É tudo tão complicado quando o assunto é ideal combinado a decisão das pessoas. Agora o que mais assusta é a falsa noção de democracia que se vive... onde vandalismo é democracia e exposição de um ideia contrária é oposição desmerecedora de atenção. "E viva o eu que sei!"
Quinta feira eu vou participar da bicicletada contra o assassinato ao plano cicloviário de Porto Alegre... o que a prefeitura quer para o plano cicloviário é imoral! Agora, não jogarei nenhuma pedra... eu acredito na bicicleta e na máquina fotográfica como armas da paz. Nesta combinação não deve estar presente nenhuma intenção violenta, pois a ação de um unifica o valor de um grupo, aceitamos ou não, esta é a realidade. Para vencer a prefeitura precisamos de superioridade... aliás, esta prefeitura já perdeu, apenas ainda não sabe.