domingo, 11 de agosto de 2013

Crise econômica como incentivo a bicicleta...

Embora os esforços sejam contínuos e insistentes, que nos faz parecer extremistas, a bicicleta tem dificuldade em adentrar nas cidades grandes como veículo. Outro dia, conversando com um amigo que usa a bicicleta diariamente, fiquei sabendo de algo que já me parecia ser desta forma. Ele disse que esta onda de aceitação da bicicleta, que supostamente faz o ciclista ser respeitado nas vias, certamente sofre interferências de outras questões da sociedade. Onde há pressão de trabalho, crise econômica, chuva por dias seguidos, ou outras notícias desfavoráveis ao cotidiano das pessoas, os motoristas mostram-se facilmente afetados. Como se tivessem esquecido que sobre as bicicletas estão a conduzir seres humanos igualmente desenhados quanto a complexidade e frágil anatomia frente aos veículos ágeis e compostos pelo peso inúmeras vezes maior. Pensando que nesta influência do psicológico humano esta a possibilidade de mudança em imediato do convívio social, a tal crise econômica (que nunca foi embora como muitos insistem em pensar) pode ser uma oportunidade transformadora onde a gasolina gira em três reais, os carros em 2 a 5 dezenas de milhares de reais, impostos elevados, e a confirmação do caos econômico com o dólar em crescente valorização. É até engraçado pensarmos que o Brasil era a bola da vez... e eu sempre me perguntei por quanto tempo esta "mentira" seria sustentada. Obviamente o dinheiro público é tremendamente mal administrado, para concluir, basta comparar a gestão pública com a gestão privada. Funcionários públicos não tem a faca no pescoço pelo baixo rendimento, funcionários de instituições privadas caem a todo momento até mesmo por fatores externos e alheios a própria vontade e desempenho. Este é o alimento grande demais para que alguma garganta alguma possa engolir, direito ao nó do pescoço. Doa a quem doer, fatalidades econômicas acontecem... insatisfações também, assim vivem ciclistas urbanos, com sentimento de uma inexistente mudança. 
A esperança reside na crise... se inviabilizar o automóvel por motivos diversos, seja pelo caos dos combustíveis ou por um conjunto de fatores, a bicicleta ganhará espaço. A ineficiente prefeitura de Porto Alegre precisará aceitar as mudanças que o novo veículo deve trazer, e assim parar de brincar com o dinheiro que pertence a ninguém menos que o povo... a casa pode cair, Dilma, Tarso, Fortunati e toda corja de infiéis ao povo podem ser mera lembrança até o final do ano. Será? Que os dados sejam lançados em favor da bicicleta... e eu, que nunca fui extremista, penso nas condições com esperança, pq de boa vontade nada muda.