quarta-feira, 8 de maio de 2013

Ciclovias sem continuidade...

Assunto é um clássico sobre as ciclovias... e claro que isto não exclusividade de um Porto não muito Alegre. As ciclovias sem continuidade, ou que não vão para lugar algum, não são novidade... estão sendo criadas em todo lugar. As ciclovias que chegam em um determinado lugar e terminam assim como esta, sobre a calçada, estão virando um hábito das prefeituras. É uma brincadeira irônica dizendo que estão fazendo algo pela mobilidade urbana, construindo as ciclovias. Infelizmente, os ciclistas não conseguem utilizar as mesmas na prática, ou são despejados em trechos críticos, junto de veículos e pedestres. Ciclista que anda na calçada passeio é um infrator, não é multado pq não tem placa, mas pode ter sua bike recolhida, dependendo da política da cidade. Pedestre que anda na ciclovia é um infrator, mas não acontece nada, em lugar algum... exceto quando são atropelados por um ciclista. Na via, ciclista que compete com automóveis em horário de pique, transforma-se em estatística. Se a ciclovia não chega ou não vai pra lugar algum, como a bicicleta vai ser viável para trabalhadores? De que adianta a disposição de um vivente que pega a bicicleta, se ele não tem segurança, não tem direitos, não é respeito nem mesmo pelos pedestres... adianta? Algo há de mudar, se não for nas leis que determinam as propostas de construção de ciclovias, então deve ser algo sobre a construção do respeito para o ciclista. Caso contrário, a mobilidade continuará sendo uma piadinha de mau gosto, de alto valor para os cofres públicos.