sábado, 20 de abril de 2013

A construção de uma estrada... amizades e histórias!

Hélio Vilela
Nesta sexta feira recebi a edição de abril da Revista Bicicleta. Li algumas matérias, inclusive as minhas, e entrei no "ciclo" de reflexões que agora alimenta a escrita. Percebo o que se tornara a Revista Bicicleta. Ela é um projeto idealizado pela ECCO Editora, mas mais do que um belo projeto e proposta, tornou-se uma ação conjunta de tantas personalidades exemplares. Fico muito orgulhoso de estar atuando junto e no meio de tanta gente legal e capacitada.
Olhei para minhas pegadas e vi uma estrada para trás, cuja a última curva oculta a origem. Conheci tanta gente boa e interessante nesta jornada... nem sei como citar a todos sem ser injusto, devido as qualidades de cada ser humano que envolve minha história. Ontem a noite, fui a uma Reunião da SAC, onde tenho prazer do convívio de pessoas que compartilho ações da bicicleta. Sou muito bem recebido na SAC, na Federação Gaúcha de Ciclismo, na Revista Bicicleta, nas ruas de minha cidade onde conheço gente de verdade. Nas páginas do Bikes do Andarilho, ficam histórias de downhill, de protestos, de maratonas, de passeios, de pistas, e ajuntamentos de ciclistas, as quais num futuro distante, estarão eternizadas pessoas de minha vivência. Anderson, Therbio, Álvaro, Pedro, Arnaldo, Claudia, Sirlei, Ricardo, Teresa, Cesar, Fabio, Sidnei, Everson, Henrique, Carlos, Raul, Ewerton, Luciano, Rafael, Zé e Terezinha  etc... nomes comuns, outros nem tanto, mas restrito em primeiro nome fica a imprecisão e a intimidade.
Um colega perguntou-me sobre o que eu pensava da vida, e eu disse que gostava muito do que eu teria me tornado. Eu não sou ninguém! Eu não sou ninguém além do que vivo! E o grande segredo disto é que me fusionei em meio as pessoas exatamente como Therbio faz, em exemplo de um trabalho de socialização. Nós, profissionais em qualquer área de atuação, antes de tudo, somos humanos! Os trabalhos têm importância social de amplo alcance, um abraço num colega tem outro efeito social. As minhas pegadas ficam para trás, algumas já foram apagadas pela chuva e pelo vento, mas existe uma marca que jamais será apagada. A minha presença na vida destas pessoas, e vice-versa, não pode ser esquecida ou apagada. Não há tempestade forte suficiente para apagar uma trajetória de amizade e coleguismo. Os lugares que conheci, as pessoas que lá estavam... eu aqui, sentado sobre minha cadeira preferida de escrever. A pitangueira companheira continua em frente a minha janela... a vida vai seguir o rumo mais um ano, novos amigos, amizades reforçadas no chão das pistas, em cidades do interior do meu Rio Grande do Sul, as vezes, quando dá sorte, em outros Estados do meu Brasil.  Hoje, acordei muito feliz em lembrar do rosto de cada um de vocês... obrigado! "Não está sozinho que pedala fisicamente só, pois no coração está preenchido o espaço da amizade! Roda pra frente..." 

Foto e Texto : Roberto Furtado