terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um tributo ao prazer de pedalar

Cesar Dosso
Muitos dizem que a bicicleta é a maquina mais perfeita criada pelo homem. Eu diria que sua inspiração é divina.  Ela reflete o homem e seu tempo, uma vez que evolui junto com seu criador. É uma ferramenta completa, simples e multifuncional. Imagine um mecanismo que serve para transportes, exercícios, integração com o meio ambiente... fazer amigos! Tudo junto, além de te dar um prazer único.
É nesse momento que tudo faz sentido, a bike é um projetor da alma humana. Considerando que tudo que fazemos nela ganha uma maior amplitude, percebemos o quanto temos potencial para crescer, como parte da natureza.  Enquanto pedalamos o horizonte muda no tempo certo, nem tão rápido quanto de carro, nem tão lento quanto caminhando. 
Pedalar é viajar usando o coração como motor. É usar o sentimento como guia, também é sentir-se parte da engrenagem.  
Embora pedalar seja em muitos casos um ato solitário, quem o faz não se sente dessa maneira.
Eis um dos mistérios mais incríveis, seria como se a bicicleta fosse um elemento vivo, um bom conselheiro, um amigo fiel. Aquele que inspira a ir além, a se superar sempre, a te ensinar que humildade rima com felicidade.
O que dizer de um veículo que ao mesmo tempo que funciona faz seu motor ficar mais potente e econômico? Que nos torna minimalistas, descobrindo que para ser feliz e sentir prazer não precisamos de muita coisa. 
Essa simplicidade aparente que envolve o ato de pedalar faz da bicicleta querida por todos. Nela não existem diferenças de classe, credo, cultura... todos são ciclistas. Poucas alegrias no mundo humano se comparam à uma boa pedalada com quem a gente gosta.
Para quem nunca andou de bicicleta eu descrevo a experiência como libertadora, é como reaprender a caminhar... é a sensação consciente de se atirar rumo ao abismo e voar. É sentir-se jovem de espírito e ter a certeza que a humanidade vale à pena. Pedalar por pedalar, eis o segredo.

Texto: Cesar Dosso