sábado, 26 de janeiro de 2013

Check List para cicloturismo - 1ª Parte

Em algum momento da vida, em rara oportunidades para a grande maioria dos ciclistas, surge uma intenção ou oportunidade de viajar. De bike, a pé, ou até mesmo de carro, exige uma lista de itens uteis para o aventureiro. É difícil saber o que cada um vai precisar na viagem, então fica evidente que a lista que faremos aqui será uma sugestão. Haverá, certamente, uma necessidade para cada tipo de aventureiro da bicicleta. Procurei na rede por um check list pronto, mas não encontrei, apenas alguns sugestões sobre itens necessários durante a viagem, descritos em relatos. Tem muita coisa quem muitos levam que para mim não tem a menor finalidade, exceto para casos especiais. Outros, ninguém descreve. Vi um relato de um ciclista que levou uma caixa de fósforos. Fiquei pensando pq não levou logo um isqueiro. Ali vi questões que poderiam ser debatidas. Fósforos em sua individualidade, unidade, são capazes de acender um fogareiro ou fogueira um cada vez. Tal como um fichas que serviam para telefonar, cada uma, uma ligação. O isqueiro é mais compacto que uma caixa de fósforos, acende mais vezes do que o conteúdo de uma caixinha. Também é mais difícil de acreditar que um isqueiro deixe de acender pq esta úmido. A caixa de fósforo é suscetível a chuva, o isqueiro parece ser mais adequado neste caso. A experiência de acampamentos de qualquer natureza sugere uma em duas ou três opções. As escolhas devem ter uma reflexão sobre utilidade, a exemplo da questão dos fósforos. As pessoas para as quais perguntei sobre um check list, ou não responderam (não sei pq), ou disseram que não faziam, ou afirmavam que seguiam passos do hábito. Como? Então não há risco de esquecer algo? Nas vezes em que fui acampar, lembro sempre de ter esquecido algo. A metodologia é necessária até quando se vai sem rumo na vida. Em algum momento, em algum lugar, você vai precisar de algo. Quando se esta longe de casa, ou/e longe da civilização, bem, isto pode ser um pequeno ou um grande problema. 
Estou montando um planejamento que serve para mim, e penso que colocando reflexões sobre esta questão, poderei ajudar a outros colegas. Aonde quer que eu vá, levo sempre um par de medicamentos dos quais eventualmente dependo. Devido a enxaqueca que muito raramente me assombra, levo sempre um medicamento receitado pelo neuro que diagnosticou o problema. Aliás, isto dá outro tema... a gente aborda logo adiante. Medicamento é um mal necessário para quem tem algum problema de saúde, e numa viagem será necessário portar. Quem vai visitar uma cidadezinha pequena, pode não encontrar o bendito, e quem vai a um lugar selvagem, muito menos!
Farei uma continuidade deste post, assim ele não fica extenso demais, e também permite reflexões próprias. É importante que este processo tenha amadurecimento, pois de outra forma parece impossível que uma viagem seja bem sucedida na base do improviso.