quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Vento... pela bicicleta!

Hoje, lá fora, chove outra vez... Estranho como ficou o clima depois de tanta atitude em próprio benefício. Escolhemos dias e dias, durante muito tempo, a opção do conforto. Facilidades que resultam em um luxo que não abrimos mão, mas dele veio alguns problemas, pelo menos, aparentemente. Isto dizem especialistas sobre o clima. Destruímos o equilíbrio num tipo efeito borboleta, depois de muito investimento, acabamos por conhecer o clima que Lutzenberger previa. Alertava, em vão... acho que precisamos passar pelo erro resultante, e então daremos o valor as palavras, idéias, e problemas. Devemos aprender com os erros. E devemos valorizar os acertos. Em algum lugar, um dia, alguém disse o óbvio. A maior invenção do homem! Máquina de cortar vento! Foi certa vez com o surgimento da bicicleta, depois quando houve a crise do petróleo, depois vieram os tempos modernos... tipo revolução, superação, e caos. Hoje, nada tão diferente, bicicletas e carros... a bicicleta ganhou espaço, mas carros ganharam mais! Homens tem certeza de tudo, menos do que é realmente melhor para o planeta. Certeza de coisas que deveriam duvidar, tais como o tempo, clima, e comportamentos. Há rebeldia em tudo que há opressão, as vezes nem tanto assim... as vezes é só idealismo. No clima e nas ideologias, o homem continua se esmerando... inventa isto, inventa aquilo. Agora é tempo de idéias sustentáveis. Corta o Bambu da natureza pra fazer cercas, móveis, e outras maravilhas. Cortamos árvores para móveis, e hoje parece quase um absurdo, amanhã será a vez do Bamboo. Quantos anos leva para o bambu crescer? Só cinco anos! Achou pouco? O homem só tem 16 ciclos deste! Planta você e então corta! E o vento? O vento... vos digo que o vento é incrível! Ele se desloca, muda as temperaturas dos locais. Hoje faz calor, amanhã faz frio, depois o vento estará em outro lugar. O bamboo se inclina para as rajadas de vento desta data, pois aqui em Porto Alegre há um ciclo... mais ou menos assim: 1, 2, 3, 4, 5, 15 segundos de calmaria, e volta o vento fraco. Daqui a pouco dá outra rajada de vento forte, levanta todas as folhas secas do lugar. Troca tudo... na próxima rajada chegam novas folhas, e aquelas que estavam aqui, foram para algum infinito. Outro dia, um biker passou por mim e fez vento... foi uma casquinha. Foi quase uma foto macro! Tenho certeza de que ele sabia o que fazia, tamanha precisão. Outro vento, outro motivo... eis que o vento é realmente um deus. Éolos não pode se esconder por tanto tempo, por causa do desejo por assobiar, vai e vem, representado pelo clima modificado, mas acima de tudo pela maior invenção do homem. A bicicleta cruzou os tempos, mais do que a poluição. Agora o homem tem novas idéias, mas pouco a pouco se convence de que existe apenas uma máquina perfeita para cortar ventos. Esta máquina é a bicicleta, filha de Éolos! Sugestão soprada ao ouvido de um mortal... "foi Éolos que quis" que nós voássemos sobre bicicletas. Não acha? Deixa quieto, aproveita para escutar o som do vento...

Roberto Furtado