terça-feira, 2 de outubro de 2012

A bicicleta liberta...

A arquiteta Carla Lacerda desloca-se pela cidade
As discussões são sempre as mesmas, os horrores de trânsito também... a mobilidade urbana é assunto da ficção, pertence a um ideal incompreendido. 
O futuro deste presente é cada vez mais persuasivo, mas mesmo assim continuamos cultivando os mesmos problemas no cotidiano. A bicicleta tem um poder que muitos desconhecem. Somente aquele que um dia esquecer o relógio por uma hora, e experimentar a velocidade saudável de uma bicicleta poderá compreender os valores que ela oculta. Como fazer mais pessoas usarem a bicicleta? Não existem muitas formas para convencer alguém que a tal mobilidade sobre a bicicleta tem suas qualidades indispensáveis. O trânsito que prejudica o fluxo das vias também é o mesmo agente que coloca medo nas pessoas que poderiam usar a bicicleta como veículo. A mobilidade urbana é um problema seríssimo aqui na capital Gaúcha, assim como em outras grandes cidades onde a teimosia prospera. O caos é visto de uma poltrona do interior dos veículos, assento cada vez mais confortável. Claro, você vai ficar horas ali para se deslocar de casa para o trabalho. De bike seria 35 minutos, em um automóvel, horário de pico, 1 hora para fazer 8 km. Agora tem eleição, vota neste, vota naquele... joão não sei das quantas vai acabar com o problema. Ou surge um que vai fazer um trem bala para ligar os extremos da cidade, ou será um túnel mágico por onde passarão carros na velocidade da luz. Balelada pura... sem dó, sem piedade! Uns dão de relho no partido oposto, cheios de visão e interesse econômico, mas no final são hipócritas que garantem o próprio luxo. Seria muito bom se a bendita bicicleta fosse veículo obrigatório dos vereadores para dias de sol. Assim, eles lembrariam e conheceriam os problemas da sociedade, vistos do ângulo mais importante... aquele que gera saúde pelo exercício moderado e saudável, economizaria vagas das áreas de estacionamento pago (cofrinho da prefeitura), e seria quase que certo que um grande exemplo fosse dado a sociedade. A bicicleta, definitivamente, liberta!

Roberto Furtado