terça-feira, 18 de setembro de 2012

Capacete Casco City - 1ª parte

Este ano tem sido bastante interessante... um ano onde estão ocorrendo diversas oportunidades de falar sobre bicicletas e produtos relacionados. Experimentar, avaliar, criticar e sugerir são atos válidos por aqueles que pensam em passar o conhecimento absorvido aos demais colegas. Este é um grande papel deste blog. Expor idéias, produtos e levantar considerações importantes sobre qualidade, seu funcionamento, desempenho, mas destacando a segurança. Quando entramos no tema segurança, não há um ciclista que esqueça que o capacete é o item mais importante. 
Um velho amigo dizia que este é o acessório mais importante para o uso da bicicleta, pois ele protege o "computador" do homem. Ele estava coberto de razão! Precisamos dar importância ao nosso corpo e às habilidades que ele nos oferece. Devemos pedalar sem colocar muitas restrições, mas devemos saber proteger o corpo... Nosso maior bem está dentro da cabeça. Tenho me voltado muito ao assunto capacete por esta oportunidade de abordagem e importância. Algumas marcas deixam a desejar. Alguns ficam frouxos na cabeça ou são difíceis de regular, outros machucam o queixo, e assim por diante descrevem-se defeitos e a insatisfação do ciclista, seja eventual ou atleta. Por isto, este acessório carrega tantas responsabilidades. Ele precisa ser confortável de uma forma a tornar-se "quase" imperceptível ao seu usuário, mas executar a tarefa de proteção no momento em que for necessário.Foi recentemente, precisamente na Bike Expo 2012, que conheci este modelo fabricado pela Mantua Sport, nomeado de Casco City. 
O grafismo em  cinza, preto e branco descreve um cenário urbano que sugere o nome "City". 

Recebi este exemplar das imagens diretamente do fabricante para realização da avaliação, e devo utilizá-lo nos próximos meses para poder concluí-la, utilizando como referência exemplares produzidos por outras grandes marcas, sempre considerando conforto e segurança.Muito embora o produto convença por sua ótima aparência, estarei focado na sua funcionalidade. Espero realmente não ter o sucesso do teste prático no que diz respeito a segurança, pois realmente não pretendo cair da bicicleta batendo a cabeça. 

De alguma maneira, pensarei em alternativas para avaliar se ele desprende-se da cabeça e desta forma compromete a segurança, mas pelo que já pude perceber, sua fixação é satisfatória. Me agradou muito a proteção que fica abaixo do queixo, onde o dispositivo de abertura fica isolado da pele, evitando qualquer desconforto. 
Para questões referentes ao conforto, também vale destacar a ventilação do acessório. O capacete é bastante arejado, mas será no uso que poderemos verificar se esta informação procede.

Ao que parece, as entradas de ar são muito bem posicionadas para arejar a face interna do capacete. Isto se traduz em conforto. Tais entradas parecem grandes, mas percebe-se que a cabeça está protegida para elementos externos. Nas entradas frontais baixas, percebe-se que há a instalação de telas, que se não for apenas estético, sugere que evita a entrada de insetos.Ao observar este "dispositivo" lembrei de uma abelha que certa vez entrou em meu capacete durante uma descida veloz. Por sorte, não fui ferroado, mas a abelha zumbia um bocado. Evidencia-se esta necessidade de pensar em  detalhes da interferência externa. Ninguém está livre de passar por isto, portanto a tela (proteção da entrada de ar) é muito bem vinda. 
Ainda na questão de conforto, cabe citar o botão giratório que permite ajustar o capacete. Este dispositivo é de fácil manuseio, mesmo que o ciclista esteja com ele na cabeça. Aliás, esta regulagem, como a de qualquer outro capacete de marca diferente, deve ser realizada desta forma...O pré ajuste é realizado através da cinta do sistema de abertura rápida, e o ajuste final deve ser feito pelo botão giratório. A ordem desta operação de ajuste é importante para que o usuário desfrute do conforto com a segurança. Mais uma vez, "conforto coexistindo com segurança".

Com relação à viseira do capacete, ela pode ser removida. Em grande parte dos modelos, nota-se um prejuízo na aparência com a retirada deste item, mas algumas pessoas alegam que o capacete fica mais atraente em alguns casos. Eu mesmo utilizo um capacete sem a viseira, e talvez isto seja tão pessoal mesmo quando estamos a falar de modalidades esportivas ou mobilidade em bicicleta.  Não há como avaliar um produto da segurança por sua estética, e sim pela finalidade e resultados que este possa ter. 
No caso de capacetes, esperamos sempre que todos fiquem sem saber como é o desempenho dos mesmos na acidental queda, pois não temos apenas a cabeça para proteger, também ombros, mãos, pernas, incluindo ainda o tronco do corpo humano, que possui tantas partes delicadas. No assunto segurança, esteja na bicicleta, no automóvel, ou até mesmo a pé, devemos ter todo cuidado com nossa integridade física, assim como com a de quem estiver próximo. A palavra é "antecipação" de possíveis acidentes... capacete significa prevenção!


Este veículo de comunicação tem uma finalidade superior, mesmo que a característica da informalidade se  apresente aqui, cabe a mim e a este espaço uma responsabilidade de orientar, advertir e ajudar. Pensando desta maneira, parece que temos atingido muitos ciclistas. Sempre que um leitor retorna, criticando ou sugerindo, percebemos que atingimos uma finalidade, a de criar reflexões. Em segurança, isto já é um grande artifício. Refletir segurança é prevenir com idéias, com atitudes! Dar exemplo como cidadão ciclista é apostar em um mundo muito melhor. O ciclista munido de capacete sugere o uso responsável da bicicleta. Penso assim, por isto nunca sou visto sem ele e sempre dou um puxão de orelha nos amigos que aparecem sem este importante item da segurança.

Roberto Furtado