quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ontem vi algo que não gostei... e ouvi algo de igual proporção! EPTC é para que?


Enquanto voltava da faculdade, de carro pela Avenida Farrapos, presenciei um motorista (veículo Grand Vitara) fazendo um zig e zag trocando de pista de cá pra lá sem dar sinal e em distâncias menores que as regulamentares. As manobras bruscas poderiam ser classificadas como direção perigosa... o movimento era grande, o local completamente inadequado para aquele tipo de comportamento (acho que não existe local para isto). Penso que carros são meios de deslocamento, e na medida do limite são apenas mais confortáveis. Ser mais veloz fica por conta da irresponsabilidade de cada um. Não podemos atribuir menos ou mais culpa para quem tem veículo mais potente, mas a velocidade e a aceleração podem sim caracterizar um ato perigoso e irresponsável. O motorista continuou por toda extensão da Avenida com aquele comportamento. Quando ele ia chegando perto do centro (umas 3 quadras da Santo Antônio), ele troca de pista mais uma vez. Só que desta vez havia um motociclista naquela pista... que por sua vez vinha em velocidade que impedia a entrada do Grand Vitara. Foi então que deu a "merda" toda... Vi de longe e não deu pra ter precisão de onde o motociclista bateu primeiro, se foi na caminhonete, ou na mureta externa do corredor do ônibus, ou se simplesmente frenou bruscamente perdendo o controle e batendo aqui e ali, até que foi ao chão deslizando e batendo-se. O resumo foi a fuga do veículo causador do acidente (ou completo desconhecimento deste). Naquela tentativa de anotar a placa do veículo irresponsável, nem parei para ajudar o motociclista, mas vi que as pessoas pararam os carros, também  pedestres corriam na direção do acidentado. Vi que o motociclista não se mexia, e na queda havia perdido o sapato e o capacete, e parecia no mínimo inconsciente. Atrás do veículo, paramos numa sinaleira, peguei a placa, e o carro tinha vidros bem escuros (não dava pra ver o condutor). Com os dados anotados em um papel, encostei o carro e liguei para o EPTC,  onde uma atendente ouviu-me e disse que não era papel deles anotar a placa do veículo, ou coletar a informação para adicionar aos agentes que logo compareceriam no local. Dizia ela que o "EPTC não tem poder de polícia" e que poderia anotar dados somente dos veículos de transporte coletivo. Mostrei minha indignação e ela continuava afirmando que não era papel da EPTC. Solicitei o superior que me atendeu da mesma forma, querendo me fazer de idiota pq seria eu desconhecedor dos limites de trabalho da EPTC. Me diga você se tenho que saber quais são os limites de trabalho de um orgão tão ridículo como este! Tenho? Contestei a informação do superior da atendente, até que resolvi perguntar a ele: Se a instituição de fiscalização de trânsito não serve para anotar a placa de um motorista em fuga, serve para que? Claro que ele ficou irritadinho... agradeci e desliguei. Liguei para o 190 (brigada militar) onde fui muito bem atendido e os dados foram anotados. Cheguei em casa, contei para minhã mãe, pois ela trabalha na polícia civil e talvez tivesse algo para me dizer. Ela ligou na mesma hora para o EPTC, afirmando que obrigação do orgão anotar toda informação que possa levar adiante qualquer possibilidade de investigação que apure as responsabilidades. Não vem nem ao caso se esta certo ou não em termos legais... achei imoral, despropositada, e mesquinha a atitude da Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre. Poderia ter sido um fato com qualquer cidadão, onde alguém que tem uma informação importante poderia ajudar num acidente. Dirigir feito louco pela cidade, causar um acidente, e o fiscalizador não querer saber a placa deste cara... é no mínimo um piadinha de muito mau gosto! Senhores fiscais... estão descontentes com seus salários ou com a atividade? Procurem outra coisa... é fácil de resolver, e prudente! A sociedade agradece!

Roberto Furtado