sábado, 3 de março de 2012

Baixa de guerra no mundo da bicicleta... Juliana Dias!

Fotografia Band: Diogo Moreira / Futura Press
Não há tempo... não há como voltar atrás nem mesmo por um segundo. Evitar o ocorrido é agora um desejo do presente, mas torna-se um desejo inconcebível. O homem perdeu o foco nas prioridades da vida. O tempo é mais importante do que a vida! Não há tempo nem para o presente, o que dirá para o passado. Remediar é impossível. As ruas do Brasil e do Mundo viram palco de guerra, no lugar de tiros, freiadas bruscas que não evitam o resultado trágico. Buzinaços para ganhar a razão, quando deveriam ser realizados para evitar catástrofes. Juliana Dias é mais um vítima do "acaso" onde todos gostariam de mudar o espaço temporal, mas todos os dias acordam sem colocar em prática uma fração das palvras ditas quando estão sensibilizadas com o "inevitável"! Juliana dias era ativista do meio ambiente, entre seu arsenal estavam atos de plantio de cerejeiras, uma bicicleta para ideais de mobilidade urbana, sua nobre formação de biologia e sabe lá quais armas esta menina possuiria. Menina muito amada, notável através de blogs, redes sociais, amigos a amavam. Há revolta, haverá saudade, não haverá solução... Na guerra em favor da paz, ciclistas em baixa de guerra são migalhas que causam um impacto momentâneo, depois são esquecidos, depois novamente lembrados em semelhante baixa de guerra. Para que a mídia não específica explora as pessoas, ou a tragédia, se não consegue mudar nem sequer uma fração dos comportamentos? A mídia e oportunistas aparecerão! Continuará sendo a tal direção defensiva uma teoria que jamais será provada em prática. Motoristas são flagrados tão distraídos, irritados, violentos que é possível que nem estejam mais pensando em seus atos. O vazio que deixa uma ciclista que plantava árvores é o silêncio que deveria permanecer para sempre nas vidas daqueles que jamais pensam em mudar e causaram tragédias em vidas alheias. No asfalto da Avª Paulista, no dia 02 de Março, ficou Juliana Dias eternizada pelas fotos de centenas, talvez milhares de brasileiros, num horror para a família e amigos. Possivelmente fosse irmã de alguém, talvez esposa ou namorada, com centeza amiga e filha. Perda irreparável para pessoas do convívio, para o ativismo da paz. Uma bandeira preta não resolve, não ameniza, não evitará novas histórias... mas causará impacto nas vidas daqueles capazes de refletir. Lamentavelmente, como na guerra de tiros e bombas, morrem sempre aqueles que se encontram no campo aberto. Soldados são atingidos no campo aberto, heróis sem medalha, história nas lembranças dos colegas e amigos. Antes que alguem conclua que a bicicleta fez isto por Juliana, pense que os comodistas são aqueles que jamais subirão em uma bicicleta... e que acreditar na bicicleta como opção de mobilidade urbana é uma questão de consideração com a sociedade e com o meio ambiente. O comodismo é sempre um adjetivo egoísta! Lamento não ter conhecido Juliana, guerreira da paz!

Roberto Furtado