sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Lá fora chove e aqui dentro a Nostalgia!

Outro dia chovendo... mais um dia olhando para a TV ou para o computador. Era para ser uma semana especial, sem muito o que fazer. Cidade vazia, feriados que garantem carros nas estrada, e um raro momento da selva de pedra nomeada de Porto Alegre. Dias consecutivos de chuva, tempo feio, céu cinza aveludado sem nitidez. A máquina de um fotógrafo suspira, não há nada para registrar. Não há cores, nem uma boa luz, não há mágica, nem sorrisos. Não há nada! O fim do mundo chegou em forma de decepção para alguém que gosta de duas distintas ciências da engenharia, rodas raiadas e impressão da luz sobre o fragmento do tempo. Bicicletas e fotográficas se parecem, se distanciam na comparação. Bicicletas fazem sorrisos e recordações dentro da mente. Máquinas fotográficas fazem sorrisos e recordações em papel. A lembrança é arquivada de forma diferente, talvez nenhuma delas supere a outra. Hoje, chove outra vez. Eu aqui, dedilhando teclas de plástico, esperançoso pelo manhã. Desejo subir na bicicleta, nem calor demais, nem chuva! Registros, estes é o que sei fazer... cada momento um tipo, um estilo, um foco. Cada clique, uma pequena fração do tempo que congelo, brinco de deus. Quando não posso, me deprimo, lamento. Nas ruas, a chuva pinta a cidade de cinza, rouba o amarelo do sol, e eu como um pequeno animal, me entoco. Me acovardo, me desespero, ansioso pelo Deus amarelo. Se há heroísmo em cada profissão, talvez seja a oportunidade de redatores escreverem sobre sentimentos em dias de chuva. Se há sentimento, há esperança, pois é na variação das condições que novas idéias surgem. Sigamos, com chuva ou com vento, façamos planos. Esbocemos nossos sentimentos, nossas angústias diante a selva de pedra, agora pintada de cinza por um alguém que não vemos. Quando eu era criança, em dias de chuva, via desenhos na televisão, ouvia histórias, brincava com playmobil. Agora, adulto, ainda anseio por um cessar chuva, mas os brinquedos são outros. Brinquedos que não posso usar, pq a chuva veio e não vai. Nostalgia é um sentimento. De resgate, perda, passado... as referências são aquelas que temos, lembramos. Nostalgia é uma força estranha de valorizar o que já não é presente. É uma tentativa de valorizar o que se perdeu, pode ser o lamento dos tempos, dos ventos, a virtude que sopra em cataventos como a transformação da energia. Do vento a eletricidade... do lamento a esperança! 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Em tempos de renascer bicicletas... A história de mais uma Caloi Cruiser!

Qualquer entusiasta da bicicleta que se aventura em reconstrução descobre que é grande a dificuldade de trazer de volta uma bicicleta. Os desafios são sempre muito parecidos... não se encontra peças ao gosto, as vezes é a pintura que não é de qualidade ou tem custo elevado, e assim vai. Começando pelo quadro e partindo do zero, inicia-se um processo que ao meu entendimento é o pior de todos. O garimpo! Garimpar um quadro com valor adequado ao bolso, ou com possibilidades de ficar bonito (sem que esteja cariado, amassado, rachado, etc) é uma tarefa que exige paciência. E tem ficado cada vez mais difícil, pq ao que parece, muitos despertaram para a aventura reconstrutiva. Surgem muitos interessados, mas o frames viáveis não são tantos assim, ficando a escassez de prova para esta tarefa árdua da reconstrução. Raramente você encontra um bom projeto sem ajuda de amigos, sem esperar muito tempo. Inclusive pq atentos estão sempre garimpando por nós, para nos vender, e obviamente colocar uma margem em cima. O mundo é dos espertos, até mesmo na reconstrução de bicicletas. Não há como fugir disto, não há como frenar este processo evolutivo old school.
 Estamos em tempos de reconstrução, e nada fará  este "mercado" mudar, exceto se ocorrer o desinteresse. Depois de um ou dois projetos e sucesso realizados na Adventure Bike Shop, aos quais pude acompanhar, vi surgir uma avalanche de projetos similares. Na Adventure foram cerca de 10 projetos de reconstrução onde foram adicionados os cubos de marchas internas da Shimano, modelo Nexus inter 3. Este cubo de marchas esta revolucionando o mercado da reconstrução. Especialmente pq muitas das bicicletas são para passeio. O Bikes do Andarilho acabou sendo marcado por esta característica da reconstrução, de modo que muitos entusiastas passam por aqui. Visitantes de todo lugar do Brasil, outros 10% são dos Estados Unidos, uma fração equivalente compartilhada por cerca de 8 países da Europa, incluíndo obviamente, Portugal. O interessante disto é que existem outros ciclistas da reconstrução espalhados.
 Não é exclusivo do Brasil, óbvio que não! Também não é de hoje, mas é na atualidade que o Brasil desperta para esta atividade. Um hobby de duplo sentido, com a fase divertida de recuperar algo, e depois com outra fase que descreve-se pelo uso. Claro que algumas pessoas fizeram disto uma opção de uma segunda renda. Se há que compre, então também é importante destacar que nem todo mundo tem paciência ou tempo, ou vê diversão neste processo que envolve reconstruir. Prefere comprar de quem o fez, isto não é tão raro ocorrer. Nesta caminhada que pode ser acompanhada pela páginas deste blog, muitos dos ciclistas que se identificam, por vezes entram em contato.  Alguns buscam informações, outros, cumplicidade, assuntos off line, e até alguém para compartilhar o hobby. Infelizmente não consigo dar atenção a todos. Sempre posso, faço! Outras vezes, levo tempos até retornar, deixando para momentos mais apropriados. A bicicleta das imagens é um projeto de um leitor aqui do Blog. Ele tem divulgado e acompanhado o blog a algum tempo. Sendo este um grande entusiasta da bicicleta, resolvi compartilhar aqui as informações que ele passou. Reconstruiu este projeto que era sonho de presente de natal ainda quando era criança. Note que os aros são anodizados, como os que costumavam aparecer nos modelos de melhor qualidade da época. Então, segue o breve depoimento do colega. As imagens foram produzidas por ele, e gentilmente cedidas.  

"Sou Leonardo Perdigão, tenho 33 anos e sou de Juiz de Fora - MG. Nos anos 80, o meu sonho era ganhar uma Caloi Cruiser de Natal, porém os tempos eram difíceis e isto não foi possível àquela época. Desde então iniciei uma busca em oficinas de bicicletas no intuito de encontrar uma Cruiser, e encontrei em novembro deste ano. Comprei à por R$60,00 reais em um estado bem ruim de conservação. Daí então, iniciei um processo de reforma por completo, aproveitando somente o quadro, o garfo e as rodas. Adaptei 06 marchas (Shimano), e pintei em amarelo fluorescente, obtendo como resultado final A CALOI CRUISER DOS MEUS SONHOS! "

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz Natal da Adventure... e um 2013 sensacional!


A imagem dispensa comentários... A gente escolha apoiar empresas que fazem a diferença. Agradeço de coração pelo apoio que a Adventure tem me oferecido. Quem apoia uma idéia, uma iniciativa que tenta cativar pessoas, gera um mundo melhor. A mensagem é da Adventure, esta na fachada da loja. Quem quiser   ir lá conferir, manda um alô pro Ricardo, para o Garça e para o Marcelo, e não esquece de dizer que foi o Andarilho quem deu a dica. Agradeço a muito pelo apoio, principalmente pelo auxílio nas reconstruções. 
Um abraço a todos, e um um 2013 de tirar o chapéu!

domingo, 23 de dezembro de 2012

O fim do mundo chegou e você nem percebeu!

As especulações, suposições e diferentes interpretações sobre a não continuidade do calendário Maia fizeram no mundo todo um grande número de vítimas. Todos que acharam que o mundo acabaria, "acabaram" por se frustrar. Também houve em todo tipo de discrédulo um sentimento de reafirmação das coisas que este não acredita e que o torna convincente de que estaria correto novamente. De fato, de certa maneira estavam corretos, de outra forma, igualmente equivocados. O mundo não acabou em 21.12.2012,  mas acabou antes mesmo. O que vemos hoje é justamente o que sobrou dele, cuja degradação começou por volta de 1940, quando Hitler colocava seus planos em prática, e mostrava o lado mais sombrio e nefasto do homem. Muitos procuram por um Deus, Zeus, e fogem do Diabo como se estes fossem quem determina a continuidade do Universo, em especial da Terra, no entanto é bastante lógico para alguns que o temido Demônio e o Deus amado existem dentro de cada ser humano. O homem em sua história cometeu barbáries contra seus semelhantes, contra outras espécies e contra si mesmo de formas estranhas em toda etapa de existência. Único animal capaz de matar por esporte, destruiu comunidades e povos pacíficos, extinguiu espécies no mundo todo, e hoje manipula o bem e o mal ao seu interesse econômico ou simples desejo de gerar o sofrimento. A sociedade entra em um túnel cujo o fim não é a luz, tampouco o paraíso ou o tal outro lado, mas sim a sepultura coletiva. Assim como os dinossauros, a curtos passos e a longa data de dedicação, estamos condenados a ter o mesmo destino. A fossilização! Sim, seremos história de como viver e morrer em um planeta que nunca foi tão consumido. Nem os gigantes dinossauros eram tão extrativistas como nós! Eles atacavam uns aos outros, consumiam tudo sobre a face da terra, mas tiveram uma era muito mais longa que a espécie humana. Teoricamente foram banidos por um asteróide, talvez para que o destino abrisse a oportunidade de evoluirmos. Seríamos capazes de confrontar um tiranossauro rex com lanças e pedras do tamanho de uma bola de tênis? Talvez, Deus ou o Demônio gostasse de ver o mundo como um aquário, onde a interatividade os tirasse da monotonia, e entre eles haviam apostas em meio a cerveja e fichinhas de um cassino. Talvez não sejam o mau e o bem, um contra o outro, apenas grêmio e inter, onde um agora ganha, amanhã o outro. Aliás, coisa ridícula times de futebol onde os jogadores trocam de camisa conforme o salário... Os torcedores, viciados e crentes no que é certo como destino, atribuem a felicidade de acordo com a vitória e derrota. O dia seguinte é uma chance de "atochar" o torcedor do time oposto. Se der para brigar, melhor ainda, assim externam suas angústias, raivas e ansiedades. Legalizaram uma forma de bullying, que divertido!  Mais estranho ainda são os que vão a igreja, mas que cometem atrocidades diariamente, buscando o perdão aos domingos. Porque simplesmente não levam uma vida decente, e então deixam de ir a igreja. Não haverá punição de forma alguma, seja do reino de Deus ou do homem, a consciência tranquila será uma garantia de uma vida boa.
Em meio a suposições, perguntas, medos e respostas em branco, surgem outras questões. O mundo melhorou? Para quem? Você esta realmente feliz agora, mesmo sabendo que lá fora em algum lugar ocorre o sofrimento de algum outro ser vivo... como? Isto é ser alienado, desprendido, desinteressado, egoísta? Este que vos escreve talvez seja outro hipócrita! Quem esta certo? Os pastores que enchem os bolsos de dinheiro, as religiões que condenam a opção alheia. Criticar a forma de viver sem um Deus, mas sem prejudicar alguém torna você alguém melhor que os outros? Podemos ver que não há muitas respostas, mas há muitas perguntas. O mundo deveria acabar da noite para o dia em 2012? O calendário Maia ficou sem continuidade pq quem o fez já não existe mais, destruído por seu semelhante... o homem destruiu a possibilidade do calendário prosseguir, justamente quando encerrou uma comunidade pacífica que vivia em isolamento. Sabedoria não é afirmar que o mundo acabou quando o calendário encerrou, mas sim reconhecer que o calendário acabou pq destruímos uns aos outros pela conquista do poder, desejo de vencer, bola na rede do gol. Bolsa família? Dignidade indigna de um povo tolo que acredita em ar condicionado, bens de consumo, luxo, mulheres bonitas e números na conta bancária. Bem vindo ao fim do mundo, ele esta olhando para você! 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ainda não é 2013, mas... roda pra frente!

 Pessoal, aqui sempre tem muito o que dizer, fazer, lembrar, fotos pra tratar, criticar e levantar a bandeira. Bandeira? Sim, a bandeira da bicicleta! Enquanto o ano novo não chega, a gente vai elaborando e tocando pra frente a grande bicicleta da vida. A palavra é a de sempre... energia! Bikes do Andarilho é sempre um dos preferidos pq as pilhas são das boas. Quem ajuda são vocês! 
Agora chegou mais um momento de elaborar e tocar uma reconstrução. Talvez vire assunto da nossa querida Revista Bicicleta. Nada certo ainda... Fazia hora que eu queria inventar algo com este tal de Shimano Nexus. A bicicleta é um mistério... um segredinho vai bem, aguça a curiosidade, incentiva a criatividade. Posso dizer que será um projeto para mobilidade, justamente dentro da proposta de um Shimano Nexus de 3 velocidades. Busquei esta jóia na Adventure Bike Shop, meus apoiadores ali pertinho do Planetário e do MC Donalds da Ipiranga. O clima é favorável a bike, em tempos de conceito de nexus. Antes de usar, já agradeço aos rapazes, em especial ao amigo Ricardo que tem me ajudado muito. Agora é resolver tudo que estiver ligado ao frame (quadro), entregar tudo ao Tchaka, outro amigo que me ajuda pra carambola, e roda pra frente!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Os meninos são bárbaros!

A condição de fotógrafo oferece uma "cadeira" especial de observador. A banalização da figura que ali se encontra, dia após dia registrando os momentos dos atletas nas pistas, torna o profissional quase invisível para o público e indiferente para o competidor. Neste momento aparecem vantagens que raramente são vividas por aqueles que se tornam fotógrafos ou observadores eventuais. Flagrar cenas incríveis, momentos do "sangue nos olhos", é uma tarefa que exige paciência. Como em uma pescaria... você coloca a linha na água, e espera, espera, espera, até que acontece! Entre o peixe grande e o atleta que oferece um momento especial para a eternização há uma única diferença. A garra por demonstrar superioridade. Tem muito tempo que cuido o esporte com os olhos de um observador sedento, e algumas vezes me surpreendi. Foram tombos espetaculares, vitórias incríveis, e manobras audaciosas. Em todos os casos, podemos dizer que houve gana, sede de superação, sangue nos olhos, ou faca nos dentes. Vence aquele que consegue fazer um máximo que inibe todo trabalho do concorrente. Nas pistas, uma fina linha divide o sentimento de amizade e a garra por vencer a qualquer outro. Saber onde fica esta linha requer muita sensibilidade, algo que no downhill se percebe com clareza. Ocorre com eficiência! A mero exemplo do DH, os rapazes radicalizam. Alguns pensam no tempo, outros fazem mais bonito, alguns são perfeitos para transpor obstáculos, mas nem tão rápidos. Vencedor é aquele que junta tudo que resulta no menor tempo, consome os metros com o tal sangue nos olhos, imbatível, invencível pela própria natureza. O gosto na boca é um mistério, deve ser de sangue! Cara de mau, dentes apertados, olhos cheios dágua pelo vento e trepidação. Os punhos, dormentes! É o excesso que impede a circulação do sangue... afrouxar? Nem pensar, derrete este pneu, soca a suspa, desliza nas pedras e troncos. Definitivamente, poucos entendem, poucos enxergam... eu estive lá muitas vezes. Vi que a vitória é dos bárbaros. São meninos quando desmontados das bicicletas, rudes, violentos, sangrentos sobre os cavalos da tecnologia. Os meninos... são bárbaros! Acontece no esporte uma transformação, os meninos são bárbaros! 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

The last race of the year... a final do Meio Fundo 2012!

Acabou 2012 para o ciclismo gaúcho! Este é o pensamento que veio a cabeça com o encerramento da premiação realizada em Caxias do Sul neste último Domingo. Dava um nó na garganta saber que a prova encerrou e levou com ela tudo que não se realizou, também tudo que aconteceu de bom. A timidez de um fotógrafo que fica atrás da câmera é amenizada com o desvio da atenção. Em páginas, muitas asneiras e verdades ditas. Em tom de seriedade, brinco. Com esta última prova, completei exatamente 40 álbuns realizados em parceria com a Federação Gaúcha de Ciclismo. O ano foi embora, e desta vez participei de quase tudo que pude, exceto por vezes quando havia outro trabalho em outro lugar. Escolher sempre foi preciso, embora a paixão pela fotografia nas pistas, sejam elas do asfalto ou terra, ficava sempre a obrigação onde se pagava mais. As contas não nos escolhem pelo amor que temos, mas sim pelo que assumimos. Coisas da vida de um profissional. O ano foi difícil... corrido! Estive onde pude ir, e fotografei o que pude. Escrevi sobre muitas coisas, e certamente que me emocionei como um velho que vê poesia no movimento. Congelei muitos ciclistas, da Resistência, Meio Fundo, Audax, Passeio, Downhill, Maratona, e Cross Country. Neste momento, a palavra é um nó na garganta e lágrimas nos olhos. Cansei... final de ano, esforço para levantar a bandeira em que acredito. Fiz muito mais do que muitos, muito mais que a maioria. Reclamei, protestei, argumentei! Abracei o mundo em que vivo, com os braços, com as pernas, com todo custo que pude assumir. Sabe qual é a recompensa que ganhei? A melhor de todas... fui elogiado por colegas, por ciclistas, por amigos! Meus sinceros agradecimentos a todos que participaram e promoveram as oportunidades deste grande show que é o ciclismo. O álbum será publicado em breve, possuirá cerca de 450 imagens. O Meio fundo descreve uma parte bonita dos esportes da bicicleta, onde cada gota de suor é um sacrifício, e no fim vira um troféu que se coloca em cima de uma prateleira para recordar. Na recordação estão dezenas de amigos e muitas histórias. Não somos nada sem o colega ao lado! Apostar na amizade é uma medalha viva que garante um sorriso. Acreditemos nisto para 2013. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Relatório Bikes do Andarilho 2012

Este post tem funções diversas... com ele, pretendo me desculpar por algumas ausências, mas também lançar alguns desafios. Este ano de 2012 foi muito bom para o Bikes do Andarilho. Foi um ano que tornou o blog mais conhecido. Conseguimos médias de acessos que raros blogs conseguem. É muito difícil se manter na web com boa visitação, especialmente em meses frios, que resultam em uma menor procura pelo assunto bicicleta. Felizmente, aqui não houve um declínio tão grande nos acessos. Raras vezes estivemos com menos de 15.000 acessos no contador dos últimos 30 dias. Este que se localiza a esquerda do blog. Para trazer assuntos ao adoradores da magrela, estive em muitos lugares. Perdi as contas dos Domingos que não tive, me parece que passei a marca de 70 eventos da bicicleta em dois anos. O que não surpreende, pq cada dia ocorrem mais eventos! Se há uma oportunidade, lá estou. Fotos, comentários, comparações ou até mesmo reflexões sobre o cotidiano. Considero importante salientar problemas sociais que possam envolver a bicicleta, mas obviamente não posso ser tão conhecedor de tantos assuntos. Vou até onde acho que devo, e dali não passo. Este 2012 foi interessante em termos de feira, tivemos duas! A Bike Expo 2012 e a Brasil Cycle Fair, sendo a primeira a pioneira, e a segunda um lançamento bem sucedido. Ambas importantes! Estivemos lá, fui com a Revista Bicicleta, conheci representantes, comerciantes, fabricantes, importadores, colegas de imprensa e todo tipo de profissional ligado a bicicleta. São Paulo é grande demais, pequena se comparada as possibilidades da bicicleta! Porto Alegre, cidade que vivo, pode ser muito menor que São Paulo, mas nem por isto é menor em termos de cultura e acontecimentos sobre a magrela. Aliás, eu diria que o Rio Grande do Sul é bastante eclético no assunto bicicleta. Aqui temos grande quantidade de cicloativistas, onde parte destes se representa através da Massa Crítica, também bomba o Downhill, e não esqueçamos do Audax, pq vimos as provas com grande número de participantes vindos de outros Estados com provas de 200 a 1000 km. Neste bloguito, tento reunir todas as informações que acho possível, registro com os olhos de espectador, através da máquina do tempo que carrego. A Canon 7D tem sido minha parceira aonde quer que eu esteja, mas fiz videos com uma camcorder de ombro. Seria possível fazer mais? Sim, tenho certeza que isto não foi tanto. Poderia ter sido 3 vezes mais! Se o ano esta encerrando, penso que 2013 será uma nova oportunidade. Logo mais, farei um post com título de Projetos 2013, e que deixará o leitor surpreso. Estou fazendo grandes sacrifícios para que você tenha informação e entretenimento. Quanto lhe custa isto? Nada! O canal de entretenimento é uma ferramente para eu divulgar meu trabalho, exercitar a escrita, e promover melhorias ao ambiente que vivemos. Espero de coração que isto realmente aconteça. Não é falta de modéstia, para mim é esperança plantada a cada dia que escrevo. Sonho de verdade com um mundo livre para a bicicleta. Acho que a competição alimenta mobilidade, assim como a mobilidade urbana alimenta a superação pessoal, que por sua vez alimenta mentes sadias. Estou aqui, realizando sacrifícios pessoais pq acredito nisto. E só o que lhe peço é para me ajudar. Como? Divulgue o blog, compartilhe o que achar válido, e não esqueça de visitar este espaço. Apenas para tornar conhecidos os números, segue:

Total de visualizações : 332.127
Total de visitantes: 173.297
Mês mais acessado - Março de 2012: 20.242

Obrigado

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Reflexões de fim de ano... só pra não perder o hábito!

Caros amigos, leitores, seguidores, colegas, ciclistas ou sonhadores. Sempre há por onde começar. Muitas vezes nos deparamos em momentos de reflexão, receio, ansiedade, e até esperança. Isto é o que o sistema faz com a gente. Criamos expectativas sobre a vida, sobre o trabalho, e sobre o clima. Neste último, acabamos de perceber que para qualquer dos três ou outros existentes não há como colocarmos tanta certeza. As variáveis da ciência matemática não serve para complexas razões de terceiros que regem nosso mundo e nossas aspirações. Acho que Deus, ou Zeus, Alah, ou qualquer outro nome dado a um criador, tenta nos orientar sobre a face da terra, muitas vezes em vão. Cometemos erros, ou cometem erros com a gente. Algumas pessoas acham engraçado quando digo que me sinto mais experiente com 36 anos, achando que 3 dúzias de anos de vida não representam tanto assim. Gosto de lembrar que o tempo é o mesmo para todos, mas as vivências não. Alguns sabem o que acarreta o erro, outros continuam arriscando no erro, outros nem tentam mais errar. Tento acertar, muitas vezes, erro! Nos meus erros, posso dizer que fracassei em amores, amizades, nas carreiras anteriores, em trabalhos e principalmente nos estudos. Levei comigo cada minuto perdido, marcado pelo erro, também pelo acerto. Nas amizades que perdi, lamentei. Nas amizades que guardei, relembro o sorriso do amigo. Aprendi tanto nos últimos dois anos, reflexões sobre os 34 anteriores, obviamente. Ainda vejo muitas pessoas errando, pessoas bem sucedidas... pessoas que tem um amor e um bom trabalho, mas poucas amizades verdadeiras, ou simplesmente valores menores que a conta bancária. Não será Deus, nem Zeus, muito menos eu, este alguém a julgar. Apenas, reflito em voz alta. Para todo ser humano haverá uma trajetória, nesta, estará alto ou baixo. Talvez tão alto quanto o bondinho, talvez goste de ver as pessoas ao pé da estrutura. Tanto faz, se há ou não humildade, quem perde é justamente quem não a tem! Como? Simples... você que é um cara legal, gosta de pessoas arrogantes? Você acha que as pessoas se aproximam uma das outras em mundos assim pq não há interesse, apenas amizade? Simples assim...
Gostaria de deixar esta oportunidade de reflexão para quem quiser. Sem compromisso, sem concordância, sem intenções! Deixo aqui, um céu azul, um alguém nas alturas que viaja sozinho por uma fina linha que por vezes se rompe. A fragilidade dos elos da corrente da afetividade é minimizada com comportamentos que geram confiança, construída com amizade, saúde, e bons atos. Palavras, ditas ou escritas, são avaliáveis. As não ditas, não dizem nada... apenas garantem um vazio, do qual fazem parte os insalubres gananciosos. Faça de 2013 um ano para valer a pena... valer a pena não é trocar de carro! É fazer um amigo passeando de bicicleta, ou simplesmente provando para ti mesmo que a vida saudável garante não a sonhada longevidade, mas uma qualidade que somente os bons administradores do corpo conseguem. Fiquem em paz neste final de ano, cuidem com o trânsito (esta louco outra vez), e criem planos baseados em crescimento interior. O resto, a gente colhe...  abraços do Andarilho. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

As imagens da Maratona de Itaara 2012

Imagens da Maratona de Itaara 2012
Um grande espetáculo da bicicleta off road, não há dúvidas. A maratona de Itaara foi um evento especial com direito a um cenário único, clima agradável para pedalar, e decisões sobre o campeonato Gaúcho de Maratona. Uma prova bem organizada, com várias opções para acomodação dos atletas e familiares em ambiente acolhedor. A dificuldade da prova é a distância que se encontra a cidade da capital Gaúcha, mas um colega definiu muito bem a questão. "Para uns longe nesta oportunidade, em nova oportunidade, a distância inverte!" Descrevendo que para muitos dos atletas de Santa Maria, Candelária, Sobradinho e outras cidades próximos, a distância era pequena. Para quem saia de Porto Alegre, uns 340 km de estrada. Até que não é tanto se pensarmos no grande evento, na oportunidade de reencontrar colegas, amigos, nestas relações humanos que se formam e firmam em cada evento. Itaara surpreende, mata nativa, de cenários belos, um ambiente para renovar as energias. O final do campeonato gaúcho de Maratona mostrou quem se dedicou mais, seja no quesito organização, treino, ou estratégia. O esporte é assim, exige planos. E falando em planos, chegamos ao fim do ano também para a turma do Cross Country e Maratona. Na semana passada foi o Downhill, na anterior foi final do campeonato de resistência, e por último encerra o Meio Fundo em Caxias do Sul. Agora é planejar 2013, esperar para ver como se define a FGC, e torcer para que toda família da bicicleta tenha um novo ano de saúde, paz, e realizações, repleto de esporte e alegrias.
As imagens da prova estão linkadas na legenda da imagem que descreve o evento. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

As imagens do Downhill de Galópolis

Coleção de Fotos do Downhill de Galópolis
Caros DHzeiros, Downhillheiros, ou como queiram ser chamados estes meninos voadores. Abaixo da imagem esta o link para o álbum com pouco mais de 600 imagens. Espero que este álbum possa ilustrar um pouquinho das alegrias vividas por todos nós na terra do nunca, onde somos todos crianças.  A imagem que representa este post descreve o ilustre e habilidoso Matheus Pires, conhecido como Xuxu, ou neste momento... Papai Noel. Espero que o final de ano reserve muitas coisas boas para todos. Recuperação para aqueles que se lesionaram, muita saúde, paz, realizações, amor, sonhos e a vitalidade de sempre. Nos despedimos do Campeonato Gaúcho de Downhill 2012 com muitas lembranças boas. Que assim sempre seja! Um abraço de Andarilho.

A final do Gauchão de Downhill em Galópolis!

Como começar uma postagem sobre uma prova especial? Gostaria de ter resposta para tudo e obviamente nenhum de nós tem respostas para os acontecimentos de um grande evento. Sábado pela manhã me organizei para sair e rumar a Galópolis. Na saída de Porto Alegre, chovia! Liguei para o pessoal da FGC e disse: "Com chuva não dá pra fazer fotografia!" Abortei a missão de ir sábado, e voltei para casa, esperançoso que o Domingo seria seco.
Acordei Domingo, ás 5:30 da manhã. Zonso, louco de sono. Chamei num cereal com leite, peguei minha mochila de guerra e fui para a prova. Antes das 8 horas estava chegando. Para quem acha que levei muito tempo, penso que as estradas são para deslocamento, não pistas de corrida. Cem por hora já é muito, e faz estrago irreparável. Esta frase pertence a coleção das reflexões de final de ano, certo? 
Muita neblina em Galópolis! Quem olhava para o céu imaginava mais chuva, mas de forma alguma. Era só neblina, e pela manhã mesmo, apesar de pequena quantidade de luz no mato do morro, fui as fotos. Não gosto de fazer foto no escuro, fotógrafo nenhum gosta... o limite do material aparece, e daí a gente até entende pq precisaria de uns 30-40 mil reais para fazer uma cobertura de fotos com mais nitidez e sem ruído. "Temos o que temos, e com tal faremos!" Outra reflexão de final de ano? Sim, sempre é preciso aproveitar para levantar questões sobre o que somos, o que temos, e o que podemos fazer. Aliás, a experiência de fazer e tentar novamente é algo notável no downhill. Fato que levou muitos a tombos, e novamente as tentativas. Alguns poucos pilotos foram obrigados a deixar a prova por lesões. Daniel foi um dos sustos. Caiu feio, e foi para o hospital. O pai de Daniel passou algumas informações de que ele não havia fraturado nada. Esperamos que ele se recupere logo. O esporte tem disto... não aceita erros, descuidos, e muitas vezes reserva uma escorregada que não era previsível. Faz parte, e precisamos entender quando nos arriscamos. Os meninos voam sem asas!
Maicon Zottis venceu a última etapa do campeonato, mas Lucas Bertol ficou com o campeonato garantido  pela segunda posição desta prova. A categoria Elite não é nenhuma surpresa para os espectadores frequentes, estes meninos que voam, tem mostrado que vieram para ficar, para ganhar! Neste próximo ano teremos um novo "lote" de campeões para enriquecer o concorrido pódio. A ADHV foi a equipe vencedora! Camptrail em segundo lugar, e terceiro lugar com a ACINP. Parabenizamos os ciclistas, colegas, familiares por este grande 2012. 
Com relação as imagens, estou montando o álbum em meio a outras tarefas. Deu bom volume de imagens. Farei nova postagem para disponibilizar o álbum. 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Massa Crítica... elegante! E reflexões...

Imagens da Massa Elegante
 A Massa Crítica esta mudando... acho que evoluiu muito. O comportamento das pessoas esta se modificando, esta ficando de um grupo. As pessoas não estão mais pensando nelas somente, isto é muito bom! Ontem, durante uma saída de casa, ao retornar resolvi passar ali neste maior dos encontros de bikers que ocorre aqui na cidade de concreto dos gaúchos. Bikes diferentes, bikes antigas, ciclistas diferentes, ciclistas bem contemporâneos, ciclistas reunidos para divertimento e protesto. Existe a necessidade de pregar o conceito bicicleta na mobilidade, e esta é realmente uma grande oportunidade. Lamento que muitos ainda desconheçam a força e o real motivo de estarem ali, e com isto colocam a distância muitos dos ciclistas potencialmente urbanos que poderiam participar. Por outro lado, precisamos entender que é importante que as pessoas participem. E desde que algumas pessoas deixem de querer parecer que são líderes, ou relevantes e "pesadas" dentro do grupo, tudo será perfeito em favor da mobilidade. A insistência em permanecer no trânsito é uma ação que cria reflexões, as vezes negativamente, mas não podemos controlar o que pensam as pessoas, principalmente motoristas irritados. E muitos dos irritados, estão nesta condição por excessivos veículos no trânsito, do qual, fazem parte, sem dúvidas. 
A mudança nos comportamentos e na forma de ver as coisas é inevitável, ficando a pergunta para "quando"! Quando as pessoas pensarão uma nas outras, como em uma grande comunidade? Não há resposta ou possibilidade de precisar o tempo, mas as mudanças são gradualmente visíveis. Ou não seriam centenas e centenas de ciclistas em crescente número nas ruas de um Porto não muito Alegre? Temos que acreditar, e fazer! Os carros são necessários demais no cotidiano de muitos, e disto ninguém deveria duvidar, mas será que eles são necessários a todos? Cada um sabe o que quer para sua vida, e a decisão deve ser motivada e desenvolvida pelo próprio indivíduo. Se espera que esta explosão de imagens, ciclistas, e campainhas da última sexta feira possa gerar reflexões. Povo que pensa, cresce! Não é preciso instrução para entender muitas coisas! É preciso refletir! Ou não sabemos do que gostamos? Se sabemos o que machuca, ofende, o resulta em algo, podemos refletir. 
Esta Massa Crítica foi um tanto quanto "Elegante", flores, vestimentas com gravatas, vestidos, adereços e coloridos. Isto causa uma impacto mais forte que palavras... imagens!  As imagens, escolhi por um bom motivo, sempre. Imagem é tudo! Não?
As imagens descrevem e eternizam este momento. Onde o dia termina mais tarde, a luz é viável para uma fotografia as 19 horas. Isto, é um diferencial da estação. Uma garota pintando uma camiseta no chão do largo. A palavra é movimento... A massa é um movimento. Movimento de pessoas sobre bicicletas com a intenção de perpetuar direitos, de pedalar, de se como se movimentar. E afinal, não são tantas as imposições do mundo sobre os homens. Pagamos impostos sem querer, reagimos de acordo com regras, decidem por nós. E o que temos de direitos? Não temos segurança em meio a impunidade, não conseguimos pedalar como gostaríamos. Seria um exagero dizer isto? Enquanto não tenho certeza através do olhos de alguns, continuo na minha caminhada de andarilho refletindo sobre as coisas do mundo. Principalmente das coisas que não entendo. Coisas sobre a maldade, sobre os excessos de um governo que não dá coisa nenhuma... nem mesmo educação para um povo. Os governantes do PT que todo mundo achava que fariam coisas, nunca sabem de nada sobre corrupção de seus partidários. Todo mundo vivendo na terra de dorothy, pinóquio e sherek, mas mesmo assim, houve condenação. Talvez agora digam que foi armação, prenderam coitadinhos que enriquecem de forma a defender o povo. Estranho! E o que isto tem haver com bicicleta? Parece óbvio que a Massa é um movimento de libertação, ainda muito modesto, mas quem sabe se muitas mentes consigam a libertação, nem que seja delas mesmo! Parabenizo os ciclistas por insistir neste movimento, mesmo com tanta crítica. Aliás, crítica é exposição! Até logo mais... 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O crescente interesse pela bicicleta... todo mundo de olho!

O ano de 2012 marcou muitas conquistas para a bicicleta. Se fez "barulho" exigindo que ela fosse algo mais importante como proposta de mobilidade, também como ferramenta esportiva. No asfalto entre carros, nas pistas de barro, rampas de madeira, e estrada de areia, a bicicleta desempenhou um papel que deixa bastante claro. A bicicleta é indispensável ao homem, tanto para deslocamento, como para entretenimento. A estrada que levará a bicicleta ao espaço que realmente cabe a ela, ainda é muito longa, mas uma viagem começada, já é uma viagem com direitos impostos. Seria muito bom para todos nós se a bicicleta fosse respeitada. Os maus hábitos de pedestres e motoristas atormentam o direito do ciclista, mas nem por isto deixaremos de tentar, de impor, de destacar nossos ideais. É importante que todo ciclista tenha a elegância de demonstrar os acertos, seu direito, seu posicionamento. Não é recomendável, e não é nada construtivo, abordagens cujo carregamento é antipático, agressivo, mesmo quando for para rebater. Nós devemos dar o exemplo. A verdade é que este processo já foi iniciado, e não tem mais volta. A aceitação da bicicleta será uma obrigação moral, não devemos temer, e tampouco duvidar disto. O grande desafio para 2013 é continuar plantando a bicicleta como se fez em 2012. Convencer as pessoas de que usar a bicicleta pode ser instrutivo, seja para se tornar um ciclista, ou para compreender o que passa o ciclista do cotidiano. As grandes empresas buscam a bicicleta como forma de exposição, mesmo que seja ainda uma iniciativa modesta. É preciso provar que a bicicleta é bem vista, e neste processo, a educação dos ciclistas fará toda diferença. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O calendário esportivo 2012 se encerrando...

Bom dia a todos... começar com bom dia, pq hoje a notícia é boa e triste. Boa porque o calendário de provas foi recheado, teve de tudo! Das pistas de DH, Four Cross, XC, Meio Fundo, Resistência, Audax 200, 300, 400, 600 e até um 1000 km pra não deixar ninguém esquecer como é ser mais forte que o tempo e o vento. A parte ruim que me refiro é o término... esta acabando. Saber que conhecemos pessoas legais de todo lugar do Brasil, algumas de fora, e que agora tudo é lembrança. Fica a ansiedade para como será 2013, em palpite, acho que será excepcional. O mundo não vai acabar dia 21 de Dezembro, vai dar tudo certo! Mesmo assim, aproveitando o momento de reflexão, comecemos por novas e melhores ações. As boas práticas alimentadas, as nem tão boas substituídas por melhores. Não custa tentar, todos ganhamos.
Neste final de semana teremos Downhill de Galópolis, a tão esperada última etapa, com direito a aquela alegria de sempre, nos bordos da pista e no acampamento em torno. Gurizada alegre, coisa que vale a pena. Se não são estes que tem chance de fazer um mundo melhor, então quem são? Sábado dia 1º estarei lá para ver como será... eternizar. No outro final de semana, 08 e 09 de Dezembro, devo ir a Itaara, ainda a confirmar, para a ver a Maratona de MTB. E no outro, dia 16, é a vez do meio fundo, última prova de 2012 da Federação Gaúcha de Ciclismo, para ver a grande festa do encerramento do ciclismo. Por hora, convido a todos para prestigiar o Downhill de Galópolis, pois o evento vai bombar. É o último do ano, grande pista, meninos que voam... que mais precisa? 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

As imagens do Campeonato Gaúcho de Resistência

Imagens da prova em Vacaria
A 6ª etapa do campeonato gaúcho de Resistência aconteceu em Vacaria (RS), e teve participação de ciclistas do RS e SC. No sábado, durante a prova de estrada, houve garoa fina, com direito a uma pequena queda de temperatura, que foi também desafio para os atletas que pedalaram 60 ou 120 km, de acordo com a categoria. Para garantir a segurança dos atletas houve participação dos batedores da Polícia Rodoviária Federal, também dos colaboradores da FGC e dos carros de apoio das equipes. A estrada era bastante interessante para a prova, possuindo pouco movimento, e com esta condição de acompanhamento. O cenário é muito bonito, e por entres os campos se observava o cultivo de maçã. A ACIVA de Vacaria, juntamente com a Secretaria de Esportes de Vacaria, oportunizaram a realização do evento. Estão de parabéns, por parte destes, tudo foi muito bem elaborado e organizado. O campeonato gaúcho de Resistência ficou com a ACIVAS, mais uma vez. Parabenizamos as equipes, também os ciclistas, colaboradores, incluindo o Staff, que sempre montam a estrutura com excelência. Agora nos resta o reencontro no 16 de Dezembro quando ocorre a última etapa do campeonato gaúcho de meio fundo, em Caxias do Sul. Todos lá, para mais uma grande festa. As imagens da prova estão no link abaixo da ilustração. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Reflexões do final de ano...

O ano realmente esta terminando... ao que parece, tudo vai muito melhor do que muitos diziam. Por outro lado, há tanto o que mudar. A insegurança no trânsito é uma questão a ser pensada, a ser modificada. Na última quarta feira, retornava do meu momento de acampamento quando cheguei a Porto Alegre, tarde da noite, e os carros nas ruas voavam. Tinha pressa de chegar em casa, mas minha velocidade na Avenida Teresópolis era de 60 km, algo que julgo muito rápido para vias urbanas. O mais interessante é que fui ultrapassado por diversos veículos enquanto realizava este trajeto de retorno. Praticamente, era eu o único motorista andando "devagar" nas ruas. Não importava ano e estado do automóvel, ao passar por mim, era sempre muito rápido. A gente fica observando estas questões como um extraterrestre, pq nos vemos sozinhos, falando em um idioma que muitos parecem não entender. E se naquele momento um pedestre atravessasse a rua? Como seria possível parar o automóvel se estavam estes a supostos 80 ou 90 km/h. Era realmente necessária aquela velocidade? Parece que as pessoas perderam algo que é tão vital quanto o hábito de se alimentar... zelar pelo próprio corpo. Se as pessoas agem desta forma, como será possível que elas convivam em sociedade, zelando pela integridade física dos demais cidadãos. Na sinaleira, automóvel ao lado, uma família inteira... deveria ter umas 7 pessoas dentro do carro. Vi que havia crianças no compartimento daquela caminhonete Ipanema. Ninguém pensa, mas o risco da roleta russa mora diariamente nas ruas do trânsito caótico de Porto Alegre, também de outras grandes cidades. Já nem falo das finas que nós ciclistas levamos quando pedalamos pelas ruas... parece que esta muito pior nos últimos dias. Enquanto isto, os ciclistas regem o próprio ritmo, como em um pedal com subida. O corpo administra a velocidade que julga viável ao homem. A bicicleta, mesmo quando em provas, oferece um grande desempenho, mas muito abaixo do risco de realizar dezenas de vítimas em única vez. A imagem é meramente ilustrativa, sem relação com o texto, apenas achei interessante pq ela demonstra o esforço do ciclista para subir uma grande ladeira. Ao fundo, muita vida, céu, e sol... cenário ideal. E meu acampamento, foi soilitário, mas divertido, mas um dia para lembrar. 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Revista Bicicleta 022 e o Bikes do Andarilho



Esta revista tem sido de grande alegria para mim. Através dela tenho reforçado as questões da bicicleta, também o exercício da fotografia e alguns valores as quais atribuo a estas duas artes que me identifico. O material da revista é 100% original, autêntico. Quem participa de alguma etapa do processo construtivo desta revista compreende bem o que é feito por um ideal. Quem lê este canal de informação deve entender isto como uma forma divertida de agregar informação. A Revista é especializada em bicicleta, em qualquer das suas relações... sejam sociais ou da natureza das pistas. A gente gosta mesmo é de estar junto, fazer a cobertura do evento ou da situação, eternizar, criticar e construir, ou apenas respirar bicicleta. Não tenho outro apelo a fazer, exceto para que você reflita sobre bicicleta, sobre tudo que ela representa em termos de benefício. A bicicleta melhora as pessoas! A Revista e o blog... são ferramentas! Nesta edição, contribuí com a Brasil Cycle Fair, com o Downhill Urbano do Vinho, e com a reconstrução de uma old school 90's. Espero que vocês gostem... 

domingo, 18 de novembro de 2012

O sonho de cada um...

Muitas vezes nos surpreendemos quando perguntamos a alguém qual seu sonho. Sonhar é algo fantasioso, ás vezes distante da realidade, mas que tenta unir o desejo com a esta realidade. Nas respostas de cada um, sempre uma surpresa... não falo destes que dizem que gostariam de ganhar na loteria, pq isto é apenas ganância. Não há qualquer motivo verdadeiro para alguém desejar a loteria e enriquecer. Seria um motivo totalmente futil, embora muitas vezes todos nós pensemos que isto seria a solução de muitos dos problemas aos quais somos submetidos diariamente. Contudo, poderia realizar um conjunto de perguntas para induzir nesta reflexão, assim: Você pode curar uma doença apenas com dinheiro? Você pode comprar amor? Você pode obter as respostas sobre a existência, inclusive sobre as razões de um Deus? É possível gerar a paz mundial com a estabilidade econômica no planeta? Tantas perguntas deixam a gente confuso... para cada um haverá uma resposta, mas é nos sonhos que percebemos que pode haver um motivo para nos mantermos equilibrados e sadios. O sonho é o algo que alimenta a alma. Saber que um dia você terá uma família, uma bicicleta do jeito que espera, talvez uma casa melhor (perto do trabalho ou com oficina para sua bicicleta). Ou poderia viver o sonho diariamente, sempre reencontrando os amigos e familiares, voando de bike pelas ruas, pelas ladeiras do downhill, pelas estradas que certamente levam você a algum lugar. Certamente, todo caminho levará você a um lugar, talvez dois. Um deles é um estado de espírito, onde talvez ele se pareça com um sonho, ou um mar de reflexões que fará você uma pessoa melhor. Aliás, ontem na presença de dois colegas bikers, perguntei a eles se eles não achavam que a bicicleta melhora as pessoas. Tenho esta convicção... até mesmo os piores, melhoram! A bicicleta é uma máquina de fazer o bem... ela transforma o mundo! A bicicleta é uma ferramenta de sonhar. O sonho de cada um, bom... acho que é o feijão com arroz da sociedade, mas a bicicleta pode harmonizar os povos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

KHS de Cr-Mo True Temper - remontagem


Na escolha dos projetos de remontagem de uma bicicleta vale quase tudo... acho que só não vale destruir um quadro de boa procedência para para inventar moda. Destruir uma projeto do passado é passar uma borracha na história, e isto descreve um desapego ao que tem valor para os entusiastas da bicicleta. Isto é algo que tenho pensado, quando vejo quadros de boa qualidade sendo cortados. Claro que cada um sabe o que faz de algo que possui, mas eu mesmo já fiz sacrifícios para salvar quadros que poucos fariam. É importante preservar a história, ou deixar que ela vá adiante nas mãos de um terceiro. Outro ciclista poderá ver adiante, e isto favorecerá o retorno de um projeto quase extinto as ruas de uma cidade. E tem algo mais bonito do que a caracterização de um frame de um fabricante. O quadro deste post é evidente, este projeto pertence a KHS, muitos ciclistas da década de 90 conhecem este  design. Este projeto era um sonho antigo.
O sonho antigo de possuir uma KHS com o seat tube adiantado e "moldado" no formato da roda traseira era algo que muitos de nós, quando adolescentes da década de 90, não tínhamos a grana para comprar esta maravilha de trazer sorriso. Sem lamentação, lembro bem... era um sonho pra mim. Hoje, infelizmente se torna impraticável a restauração dela... nem mesmo o garfo original este quadro possuía. Então arrumei este garfinho de Cr-Mo, da Spinner, que era algo bem comum no final da década de 90. Aliás, que elegante este garfo. Fiquei a pensar como trazer esta beldade de rodas para a realidade urbana, mostrando que ela é alguém do passado, mas com todo jeito para devorar o asfalto. Não poderia ser diferente, ela precisaria ter um jeito da tendência. A tendência da mobilidade urbana sobre uma speed. Uma road bike com desenho agressivo, guidão confortável, rodas fortes e maçanetas de freio que se adaptam em ferraduras de road, também projetadas para serem aplicáveis em v-brake, cantilever, e qualquer outra finalidade. 
 No projeto, utilizei materiais do fundo do baú... sim, aquelas peças guardadas, algumas fruto de garimpo, outras simplesmente substituídas e guardas. Quem gosta de bike mesmo, sempre acaba comprando muito mais do que deveria se tratando de bicicleta. Aqui, volta e meia dava discussão... "pra que tanto cacareco de bicicleta?" Dava vontade de dizer qualquer cosia, pq raramente alguém entendia... até de acumulador já fui chamado. Imagina um acumulador que tem uma história com mais de 50 bicicletas resgatadas? Só que as bikes, as peças, acabam voltando para o mercado. Eu guardo, pq preciso para retomar um projeto. A exemplo de uma TREK 470 que levei 2 anos para recuperar. Não é fácil! Contudo, se fosse fácil muitos fariam, é o "osso do ofício!" Este, você vai ter que roer... ou nem se meta a fazer. Voltando... mas se eu tinha algumas peças em casa, outras não. Este foi o caso para corrente, cassete de 8V, cambio traseiro, coroas novas para o pedevela, movimento central e cubos. A relação ficou inteiramente nova, sem detalhes. Coroas novas são importantes para preservar o cassete e a corrente. 
O pedevela... pedi aos rapazes da Adventure bike shop para levarem a pintura. Estava feio... e a pintura preta, nova, ficaria de acordo, pois destacaria as coroas de em cor prata. Mesa curtinha, espiga alta, guidão "amorcegado", deu um toque e conforto. Personalidade para a bicicleta, e quem teve oportunidade de olhar de perto, concordou. 
Andei um pouco nesta magrela e a sensação é ótima. É uma bicicleta confortável, ágil, e tem um desempenho muito bom com pouco esforço. Já que meu preparo anda péssimo (hehehe), então é possível que eu use-a por uns dias, e assim possa não só aproveitar, como tirar mais algumas conclusões. Meus agradecimentos ao Tchaka, por toda paciência, montagem e regulagem. Agradeço ao a Adventure por descolar este quadro, pelo cambio dianteiro e pela pintura do pedevela, também pela atenção de sempre, apoio. Estes, tem me dado a oportundiade de reconstruir, de ver reconstrução, de ter assunto para o blog, e de poder levar a todos os amigos algo diferente e motivador sobre o mundo da bicicleta. Nem só de provas vive este blog, nem só de mobilidade urbana, nem de reconstrução, tampouco de pautas para a querida Revista Bicicleta. Todos estes apoios juntos acabam viabilizando manter este espaço, divertido e informando a todos. Recentemente o blog passou dos 300.000 acessos totais, então isto é mérito de todos. Não faria nada sozinho, muito obrigado. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O poder da reconstrução... Caloi Ceci 80's revitalizada!

Em uma nova oportunidade de acompanhar os rapazes da Adventure Bike Shop, fui de encontro a conclusão da velha Caloi Ceci da década de 80. O resultado final foi algo muito agradável aos olhos... ficou de bom gosto. Nota-se que ela é uma bicicleta "reciclada", pois algumas partes dos tubos estão um pouco "cariados", mas nada que comprometa o uso ou a felicidade do seu proprietário em pedalar. Aliás, com o cubo nexus de 3 velocidades, deve ter ficado muito boa para usar no dia a dia. A mobilidade urbana aguarda esta velha guerreira. 
A combinação de cores café e creme, misturando o modernos componentes como o selim retrô e o próprio shimano nexus, trouxe uma nostalgia de épocas que talvez sejam até anteriores aos anos 80, porém com a modernidade. O resultado é este que aparece nas imagens. Ainda com bagageiro, paralamas, posição confortável e pneus finos para deslocamento urbano. Quem olhou a magrela de perto, adorou. É o tipo de brinquedo / veículo perfeito para rodar pela cidade, levar o cotidiano mais leve, sem chamar muita atenção. A bicicleta é discreta, mas elegante. Talvez seja mais ao estilo cycle chic... talvez seja só mais um sonho realizado. Não importa muito como devemos enquadrar esta beleza de aço. Importa é que ela é uma bicicleta capaz de transportar seu proprietário por muitos quilômetros com alegria. O brilho de uma bicicleta é algo que somente um ciclista pode entender, especialmente se tratando de bikes old school. 

Downhill de Três Coroas - Imagens da 9ª Etapa

Falar do Downhill é sempre muito fácil... é um espetáculo que agrada a todos. Não é preciso ser um expert para ver meninos voadores, e entender que aquilo ali é difícil, arriscado e que desperta euforia em qualquer um.
A prova de downhill foi regada a surpresas. Durante a prova ocorreram dois momentos interessantes. Um foi a prisão de uma dupla que estavam em uma motocicleta. Quando abordados, fugiram, passaram pelo meio da prova, e os espectadores assistiram aquilo como se fizesse parte do show. Foi possível assistir a perseguição até onde a vista alcançava, e na curva veio a surpresa. Um policial militar desceu da viatura e foi atrás do caroneiro da motocicleta que fugiu pelo mato. O motociclista fujão subiu e ficou preso no mesmo patamar dos pilotos do DH, porém não havia como saltar. E agora? O piloteiro da "motoca foragida" resolveu descer o barranco, como é possível ver na coleção de imagens da prova. Ao descer, caiu, juntou a moto e continuou tentando, ao fim, enrolou-se numa cerquinha de arame. Neste momento veio o policial militar que imobilizou e algemou o "meliante"! Com a prisão, o público foi ao delírio! 
Outro infeliz incidente ocorreu próximo do fim da prova, um dos rapazes da elite parece ter colidido com o fiscal de prova Sérgio. Sérgio foi socorrido, mas não tivemos mais notícias dele. Pela manhã tentei ligar para a FGC, mas ninguém atendeu. Esperamos que nosso querido colega esteja bem. Exceto por este acidente, a prova foi muito divertida. Os meninos voadores deixam um rastro de seguidores, admiradores... simplicidade, profissionalismo, técnica e muita simpatia é o segredo. 
A junção do Cross Country e do Downhill, também com as demais modalidades do Desafios da Natureza, certamente promoveu um raro momento do ciclismo gaúcho e brasileiro. Para a turma do DH, contagem regressiva para o dia 02 de Dezembro, em Galópolis. Contamos com a participação de todos para mais uma grande festa da modalidade que mais cresce no Brasil. 

Cross Country de Três Coroas - Imagens da 6ª Etapa

Demorou um pouco... mas são muitas as imagens, e não tenho apenas esta tarefa para realizar. Justifico e me desculpo, pq realmente, é uma trabalheira. Uma trabalheira boa, pq a gente vê os sorrisos, os compartilhamentos dos entusiastas no facebook, e muitos comentários. A imagem é exatamente isto, uma forma de ver o mundo, de recordar... colocar na gaveta para lembrar em anos, meses. Tudo é válido na corrida para ser feliz. Todas as imagens estão no álbum, linkado ao fim da mensagem. Tentei não descartar nada, mesmo as parecidas estão aqui. Espero que esta última etapa do campeonato gaúcho de Cross Country seja um excelente motivo para que 2013 seja como este ano ou melhor. Se há necessidades para mudanças, que elas ocorram... Nossas vidas devem ser regidas por fortes relações da família, do esporte, do trabalho, e de tudo que possa sempre nos colocar no caminho do correto, do bem. De coração, um excelente final de ano para estes atletas e familiares, aproveitem para comparecer na Maratona no dia 9 de Dezembro, pois esta será a última oportunidade do reencontro em 2012. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Cross Country e Downhill em Três Coroas - Desafios da Natureza 2012

Neste final de semana aconteceu algo bastante incomum... raramente vemos o Downhill e o Cross Country de mãos dadas e acontecendo em mesmo data. Felizmente, a Prefeitura de Três Coroas e a Federação Gaúcha de Ciclismo conseguiram promover duas modalidades do MTB em mesmo dia. O Cross Country aconteceu na primeira metade do dia, e o Downhill na segunda metade. Em ambas as provas tivemos fortes emoções. No Cross, na prova feminina, tivemos a participação de Luana Machado que volta gradualmente e em ritmo forte depois da gravidez. Antes da chegada, com a garantida segunda colocação, Luana correu para o bordo da pista e pegou filho nos braços para cruzar a linha de chegada. Foi muito emocionante ver esta atleta e mamãe chegando com o pequeno nos braços. A primeira colocação ficou com a extraordinária atleta Luisa Saft que vem do ciclismo abrangendo o MTB Cross Country e Maratona. Se ela continuar, será a indicação para o próximo ano. O masculino tem forte representação dos tradicionais atletas da Elite. O Cross Country começa a se despedir do ano de 2012, mas estes atletas serão vistos ainda em Itaara no dia 9 de Dezembro.
O Downhill como sempre foi emocionante, rápido, perfeito! A pista de Três coroas possibilita assistir da estrada e ali se aglomera o público. O salto principal ocorre por cima da estrada, os atletas saltam a uma altura superior a de um ônibus. Quem esteve lá, viu! Agora nos resta aguardar a próxima prova que ocorre em Galópolis no dia 1 de Dezembro. O campeonato vai seguindo muito bem disputado pelos pilotos que são pura amizade nas pistas e nos bordos... Fora das pistas tudo é pura diversão, conversas, trocas de idéias e o downhill gaúcho vai mostrando que é forte no Brasil. Aqui, no RS, estão nascendo grandes campeões. Os fortes, os velozes, os frequentes no pódio, raramente mudam. Indício de que a técnica, experiência e superioridade tem nome... Maicon Zottis, Lucas Bertol, Gabriel Lanfredi, William Bortolozzo, Daniel Cenci. Poderia citar outros tantos, mas nem sempre é possível. 
Aos curiosos, foram realizadas aproximadamente 800 imagens do Downhill e do Cross Country, estamos organizando material, tratando, e subindo para um álbum aos poucos. Agradeço a compreensão de todos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A bicicleta não é competição...

Não é com tanta raridade que se escuta que a bicicleta é competição, tampouco que ela é verdadeira quando quando utilizada para mobilidade urbana. Na verdade, acho que todos os conceitos estão incorretos quando impostos como certos. A bicicleta pode ser vista no seu ápice esportivo nas provas de downhill, ou dirt, ou quem sabe em um alley cat. Ou será que não há nada de radical em pedalar 1000 km em tempo estabelecido, como em um audax. Quem poderá dizer que levar a bicicleta ao extremo, sob qualquer condição e modalidade, será certo ou errado? Seria uma forma de pensar em bicicleta que não combina com ela. A bicicleta combina com a liberdade de pensamento. Ela atravessou os tempos, as condições climáticas, guerras, crises econômicas, também superou a banalização do da mobilidade urbana que a gasolina, diesel e álcool proporcionam. Se nos domingos tem todo radicalismo do esporte em algum lugar na versão de provas de ciclismo em qualquer modalidade, na semana se percebe a mobilidade urbana circulando em um crescente público que insiste em enfrentar o trânsito. Sim, a bicicleta não abaixa a cabeça em sua condição de simplicidade, ela briga por este espaço como opção de veículo. como dizer que o mundo é perfeito por possuir cores, se no preto e branco há tanta riqueza de profundidade e movimento. A fotografia prova que em qualquer fim, possui seu valor... na bicicleta, também ocorre isto. E como garantir que isto ou aquilo fará todos felizes. Não há como determinar o que faz do colega ao lado um vivente mais feliz, exceto se você permitir que ele possa se expressar através do que ele deseja. Expressão é um "movimento" que descreve a linguagem do pensamento, na bicicleta, o zigue-zague, pulo, ou simples vento no rosto, transforma o mundo no olhar daquele que executa a manobra. Seja complexa, ou simples, ela descreve a liberdade de sermos todos iguais, todos sonhadores, ciclistas! Se a bicicleta é verdade, parece que ela tem muitas verdades... nos olhos de um ciclista do DH, velocidade descendente entre obstáculos. Para um entusiasta da mobilidade, o simples ato de trafegar diariamente traz outras sensações de prazer e satisfação. Para quem fotografa, escreve, ou pensa sobre a bicicleta, novas oportunidades ligadas a esta grande engenharia... é a forma de expressar sensibilidade ligada a magrela sobre rodas. Sejam quais forem os motivos, intenções, sonhos... todos são ciclistas verdadeiros, onde a esperança é por uma estranha forma composta de rodas, e nela são aplicados todos os sentimentos que nos fazem viver, dia após dia. Seria justo dizer quando, onde, como alguém pode pedalar? Perguntas geram conclusões, e conclusões geram um mundo melhor! Talvez nem sempre, mas que esta é uma máquina de gerar reflexões, disto, não tenho dúvidas... e você?

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Downhill e Cross Country de Três Coroas - 10 e 11 de Novembro

No próximo final de semana, dias 10 e 11 de novembro teremos outro grande espetáculo do MTB em Três Coroas. Desafios da natureza é o tema, e as modalidades da bicicleta são Downhill e Cross Country. Um grande palco para os entusiastas de ambas modalidades. No downhill de Três Coroas tem o tradicional salto sobre a estrada, conforme a foto ao lado. No Cross Country os ciclistas pedalam entre uma mata nativa fechada, em em certo ponto costeiam o rio. O lugar é muito bonito, possui uma boa estrutura, e certamente terá grande público. As provas correspondem a 9ª etapa do Campeonato Gaúcho de Downhill e 6ª etapa do Campeonato Gaúcho de Cross Country. Para espectadores que puderem comparecer apenas em um dos dias, a dica é o domingo, pois as oficiais são todas no segundo dia. Haverá premiação para os 5 primeiros colocados da Elite. No Downhill as inscrições encerram no sábado pela manhã, e no Cross pelo Domingo primeira hora de abertura da secretaria local. 

sábado, 3 de novembro de 2012

Polêmico bicicletário na feira do livro... e imagens!

coleção de fotos do passeio
Receio que toda vez que o assunto é bicicleta em Porto Alegre, esteja mais uma vez a cidade completamente despreparada para receber esta fantástica ideia da mobilidade urbana. Não deveria ser a feira do livro uma "incentivadora" da bicicleta?
Se houve bicicletários ineficientes e inseguros, podemos dizer que algo foi feito sem pensar. Não combina muito com uma feira do livro tal acontecimento. Tentei enfiar a roda da frente entre as grandes, não deu.. de ré não entrava por causa do bagageiro. Tive que apoiar de lado mesmo... A grade cavalete utilizada como bicicletário era completamente instável, e deveria no mínio ser preso em algo para não cair. Já pensou  se ao prender a grande na bicicleta, o ciclista a derruba a mesma sobre o pé de um pedestre? hehehe Já ser dar outra polêmica... aí, neste caso, alguém ia tentar remediar, pq aqui em  Porto Alegre só se faz aquilo que vira gritaria ou assunto de jornal. 

A feira do Livro de Porto Alegre - edição 2012

Intenso movimento
 Bom, acredito que de alguma forma todos nós podemos e devemos participar de um evento que favoreça Porto Alegre, ou mesmo a necessária cultura. De acordo com uma fonte segura, esta é a maior feira do livro da América Latina.  Convidei o ciclista Raul Grossi para me acompanhar nesta visita a praça da Alfândega, local que sedia a feira. Raul é também entusiasta da bicicleta e um expert no assunto aços e suas combinações. Nestes passeios sem hora para chegar, devido ao feriado e grande dia ensolarado, as conversas são sempre muito produtivas. O que é poder conversar com um amigo? É uma oportunidade de trocar idéias! O tempo oferece isto as pessoas. A oportunidade de debater e refletir. A feira do livro é um excelente motivo para sair de casa, convidar um amigo para conhecer a cidade, debater problemas e soluções. Entende-se que a feira tem uma importância extraordinária, move uma economia muito própria, e dela surgem novos pensamentos. No entanto, nota-se que não é dado o verdadeiro valor a ela. Para mim, seria necessário cair de cabeça neste mundo. Ou que este não fosse temporário, estivesse em algum lugar de forma permanente com um grande centro cultural, sempre aberto aos interessados. Com infraestrutura própria, capaz de oferecer gastronomia, lazer e um ambiente tal e qual uma biblioteca. Parece um devaneio isto? Sonhar com um ambiente adequado para a cultura, para que as mentes fossem alimentadas de forma constante, saudável, e produtiva. Um ambiente com finalidades culturais, talvez para artistas, palestrantes, movimentos em favor da cultura, etc. Estou sendo "irrealista"? O que se viu lá foi um grande momento, onde pessoas circulavam por lá... Talvez no momento de maior movimento no 2 de Novembro tenham estado 5000 pessoas, talvez pouco mais. Logo adiante, no anfiteatro Pôr do Sol, em um culto religioso estavam presentes 90.000 pessoas. Qual a relação disto na balança das importâncias, da construção de um país? Veja que não questiono a religião, mas sim o peso destas circunstâncias na vida do brasileiro. Como desejar que um povo cresça sem que ele esteja atento a leitura. Ser capaz de criticar e avaliar, consiste em ser um formador de opinião. Para formarmos um "formador" de opinião, devemos quebrar a barreira da ingenuidade do conhecimento, onde tudo se relaciona com a palavra, o tempo, e o vento. A história das pessoas, de um povo, de um país, tudo isto passa na grande feira do livro. É preciso estar lá para viver isto? Não... mas é preciso que a leitura passe em algum momento na vida de todo cidadão. Isto é um direito!

Peixes no arroio Ipiranga...

  Durante um passeio no feriado na tranquila Porto Alegre, passamos pelo arroio Ipiranga e pudemos ver a agitação de um cardume de tilápias (Oreochromis niloticus). Era possível verificar que os peixes se aglomeravam em pontos diferentes, encardumados! Me perguntei pq elas se reuniam em local tão raso... talvez fizesse parte do ciclo reprodutivo, talvez busca por segurança contra peixes maiores. Sim, soube que populares andaram pescando também bagres africanos na boca deste arroio. Será? Seja como for esta é uma curiosa situação que os gaúchos não imaginavam ver. Tilápias no Dilúvio... E observando por alguns minutos, percebi que elas espreitavam em meio ao lixo. Muitos dos objetos eram possíveis de serem identificados, tais como uma cadeira, tecidos, plásticos, etc. Havia a presença de muitas tartarugas também. Talvez o arroio não esteja tão morto como muitos pensam. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O tamanho da roda... 26", 700C, 29", e agora 27,5"!

Este post estava sendo esperado por vários... recebi até mensagens por emails a respeito desta questão das rodas maiores que surgem no mercado.  Considero uma situação de risco algumas  afirmações ditas na feira e por alguns ciclistas. Uma delas é "A roda 27,5" já existia na versão das bicicletas antigas!" Outra, isto é apenas jogada de marketing, não haverá benefícios expressivos!" Ou ainda, "a roda 27,5" vai matar a existência da roda 26" com o passar do tempo!" Acredito que todas elas sejam equivocadas. A roda 27,5" ou 650B é uma nova opção ao mercado. Com uma nova opção, haverá novas formas de utilizar a relação de marchas das bicicletas, ou ainda, algumas pessoas conseguirão se identificar com uma roda mais ágil que a 29", porém com mais benefícios do que a tradicional 26". Não acredito que o formato mais difundido do mundo, a tal 26", perca sua importância no mercado. Ela proporcionou o crescimento do MTB, acompanhou a evolução de todos os sistema de combinação de marchas, independente da aplicação.  Houve um tempo em que muitos acharam que 29" era uma jogada de marketing, e a opção se mostrou inteligente, viável, e com sua finalidade de acordo com o condutor. Agora estamos observando a chegada de algo novo. Outra opção! Nesta, ocorrerão novas conclusões. Algo preocupante é a insistente afirmação de que a roda 27.5" seja a mesma roda das cargueiras, bicicletas de trabalho, as tais barra circular, barra forte, e importadas que utilizam peneus 26 x 1 1.5/8 e semelhantes medidas que se assentam no tradicional aro.  Contudo, não devemos esquecer, que o aro 700 possui a mesma medida em diâmetro que a roda 29". O aro tem mesma medida em diâmetro, mudando em largura para comportar pneus maiores.  Com a roda 27,5 acontece algo parecido. E não esquecemos também a pouco difundida roda de bikes de estrada com medida 650C.  É uma salada de números em formas distintas de se medir a roda. Por um momento, se mede pelo aro, outro pelo pneu, sistema métrico, polegada, etc. É uma grande confusão que o mercado esta recebendo, alimentado pela industria que deveria ter esta preocupação de fazer o consumidor entender o que ocorre. Contudo, até mesmo os vendedores e representantes estão se equivocando ao explicar. Esta faltando treinamento... Algumas marcas na feira, se defendiam pela inexistência da proposta com uma resposta que obviamente não convencia: "Não temos pq a marca não acredita que esta opção irá colar!" Você acredita mesmo nisto? Esta aí a tal 29" pra dizer que os números de vendas são extremamente expressivos. Em uma Maratona de MTB aqui no RS, quem parava para observar, percebia que a quantidade de rodas 29" era idêntica a quantidade de opções em 26".  E agora? Será que o fato da opção 27,5" estar entre ambas, não sugere que ela entrará no mercado para tapar uma lacuna que estava esquecida? Se me lembro bem, havia pelo menos 5 marcas diferentes com a opção 650B ou 27.5". Quem duvida que isto tende a evoluir para o próximo ano?

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Crise no mundo old school... garimpo em declínio?

Estou numa difícil tarefa de localizar alguns materiais para confeccionar uma história de reconstrução. 
Claro que é possível encontrar materiais antigos, bicicletas antigas, mas a questão é a dificuldade de cruzar todas as questões e conseguir produzir uma história com elas, sem gastar demais. Você acha uma boa bicicleta, mas o valor pedido esta alto... Assim: supondo que você encontre uma bicicleta interessante, com 30 anos por 600 reais. Com ela, há peças valiosas para reconstruir, mas não há todas. Se vais partir para uma restauração, juntando o valor pedido + peças antigas encontradas na rede + serviços, teremos alguma coisa tipo 2500 reais. Ora, não estou dizendo que tal produto não vale, mas para muitos casos fica inviável. Um valor elevado assim fica muito próximo de outros ideais. Se vamos investir 2500,00 em uma bicicleta simples, então devemos optar por investir isto numa opção da década de 90... e confesso que até se perde o brilho por restaurar. Entre comprar uma fixie pronta por 1500,00 e quem sabe até instalar um nexus de 3 velocidades nela, chegando a 1800,00 reais; ou investirmos 2500,00 em uma bicicleta simples dos anos 80 ou 70, acabaremos optando pelo projeto de menor valor. Neste caso, perderemos o importante desafio de dirigir um projeto revitalizador de bicicleta. Ficaremos no feijão com arroz de todos... nada de novo no velho, nada de especial, apenas mais uma bicicleta.
Tenho recebido muitos emails pedido dicas, orientações e locais para garimpo. Confesso que não há mais o que ser garimpado, virou uma febre, não se encontra nada novo. Tudo igual, ralinho, escasso, fim do túnel em garimpo. Continuarei tentando, mas que a coisa tá difícil, isto não resta dúvidas. É a crise do old school...