segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mobilidade urbana nas rodas de uma fixa ou single...


Este assunto interessa a muitos, e me pergunto o título da postagem é bastante adequado a fusão de temas. Sei quanto alguns ficam curiosos sobre este assunto de mobilidade urbana e o estilo que descreve uma atividade de entregador, um boy biker! Estamos vivendo um momento que eu chamaria de "transição", como em uma colônia de roedores, estamos praticamente saindo pelo "ladrão". Para quem desconhece a expressão, ladrão é um escape de uma fossa, caixa dágua, ou outro reservatório que quando lotado, permite perder parte deste volume através de um pequeno cano, evitando o transbordamento. Bom, voltando ao assunto mobilidade urbana e saturação de pessoas nas grande cidades, este problema é sentido na pele de quem usa o trânsito de alguma forma. Como fugir disto? Ao meu ver, não há resposta... podemos transformar o trânsito, mas não fugir dele. E a resposta que este blog prega é o uso da bicicleta, seja da modalidade que for, pq nenhum veículo é menos egoísta do que a bicicleta. Se a bike tem marchas, ou é sem marchas, se possui um motor elétrico, ou se é de aro 20, ou 29 polegadas, isto pouco importa. No caos vivido na atualidade, qualquer forma de viver sobre rodas raiadas é uma forma justa de viver. Na Massa Crítica da última sexta feira, fiquei a ver como estão aumentando o número de fixas e singles aqui em Porto Alegre. Tem dias que reparo isto, seguido se vê uma passando na rua. Isto é um sinal de  que a globalização esta influenciando positivamente no mundo das bikes. Como se sabe, esta febre teve origem nos EUA, por entregadores. Bike courier, como também conhecida a atividade de entrega com uso da bicicleta. Os entregadores usam estas bikes com ausência de peças como cambios, freios, e outros componentes que acabavam tornando as bikes atrativas ao furto. Minimalista é o bike courier. Entregadores não escolhem locais de entrega, simplesmente o fazem... e com bikes discretas, a perda se minimizava, ou não ocorria. Claro que aqui no Brasil, os caras roubam o material alheio até para vender por sucata, e talvez isto faça alguma diferença somente em alguns locais.
A questão mais importante sobre uma fixa (fixed/fixie) ou uma single é se você esta preparado para ter uma. Alguns, entre uma transição e outra, optam por single, justamente para não perder o benefício do freehub, da roda livre. Acho muito complicado abrir mão da roda livre, pq esta foi a maior descoberta do mundo das bikes, e traz vantagens sobre as descidas e planos com vento a favor que seriam desperdiçados no lugar de um peão fixo.
Entre uma single e uma fixa, desvantagens para a single em decorrência de possuir freio e com isto ter mais um dispositivo que chame a atenção dos furtadores de plantão... acho que ainda seria uma opção coerente por possuir a roda livre, e freios. Segurar a bike na descida, ou escolher o trajeto sem descidas, acaba sendo uma desvantagem da qual eu não gostaria de vivenciar. Talvez esteja ficando velho e preguiçoso, ou apenas lembrando que o joelho já não é lá estas coisas. Não tenho dúvidas, que as fixas são muito mais bonitas, limpas, e causam um impacto que ciclistas curtem muito... acredito que o mesmo vivenciado pelos adoradores de carros tunados, sem qualquer ligação entre os fatos. O crescente número de fixas e singles, acaba demonstrando que esta ocorrendo uma popularização deste tipo de bicicleta, e fabricantes estão atentos a este público, fornecendo ao mercado materiais específicos, como cubos, pedevelas, guidãos, e perfumarias para embelezamento da magrela. Lembrando que bike bonita, bike candidata ao furto. Talvez, como Raul sempre me diga... menos é mais. 
E sobre mobilidade urbana, onde deixar a bike... isto ainda é um problema que o tempo dará jeito, e até lá, a melhor opção é uma fixa, seguido de uma single, discretas, é lógico! 
Isto tem me motivado, talvez eu faça um projeto single para ver como fica, e quais as verdadeiras impressões de uma guerreira para as ruas de Porto Alegre. 

Roberto Furtado