terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mobilidade urbana... bike para a finalidade!

kona.com
Este assunto é interminável... dá pra falar de tantas questões sobre mobilidade urbana (MU), que talvez até criemos polêmica sobre o próprio tema. Mobilidade urbana pode ser referente ao tipo de bicicleta, ou o meio que ela utilizada, ou a forma como ela é utilizada. Não dá pra focar mobilidade urbana como problema e solução, como se isto fosse um conceito de deslocamento urbano. A questão é que mobilidade urbana sobre uma bike de downhill fica meio esquisito, ou numa speed de carbono! Penso que mobilidade urbana combina o tipo de bicicleta ideal para agilidade de trânsito, reservando pontos a segurança, e incluindo o uso ou o trabalho que o ciclista fará desta bike. E é lógico que cada um tem sua preferência, e até acho que um trânsito hostil pede uma bike de Downhill, mas na prática do cotidiano, uma bike pesada, de alto valor, sem recursos para transportar um alforge ou pasta de trabalho, acaba deixando a desejar ou perdendo as vantagens que interessam e dizem respeito a MU. 
Cada uso, uma bike ideal... um projeto longtail (foto do alto) pode parecer muito interessante para alguns, mas já pensou andar num trambolho destes no centro de Porto Alegre, ou em outro meio fervilhante de pessoas? Talvez a bike da foto seguinte, esta que parece com muitas bikes retrô da década de 70-80... se percebe que a febre vintage acaba por icentivar fabricantes a produzirem modelos para atingir ciclistas variados. O fabricante corre atrás dos modelos mais procurados... e a bike em questão é de Cromoly! hum, nada mal! Contudo, mobilidade urbana depende do pavimento... e se não me engano, esta possui aros 700 com pneus 28. Que pena... 28 é medida de speed cansada! Com todo respeito, minha GT Rave usa pneus 28, e já se percebe a dificuldade em trafegar nas vias rápidas de Porto Alegre, o que dirá em ruas de calçamento de pedras (paralelepípedos). É muito difícil escolher a bike para mobilidade urbana, entre prós e contras, não conseguiremos achar um modelo ideal. Como escrevi ontem, uma fixa ganha em vantagens devido seu baixo custo e simplicidade, mas e nas lombas que evitaríamos. Neste caso, passa a ser um problema andar de fixa... mas e se o usuário escolher a bike ideal para ele, e no local de trabalho houver um lugarzinho para acomodar sua "magrelita", seria então perfeito! A escolha da bike ideal a mobilidade urbana acaba por fazer o vivente refletir no seu estilo de vida, onde deixar sua bike, se ocorrerão muitas lombas ou buracos, ou outro obstáculo pessoal para o ciclista sobrevivente desta selva de concreto. Pessoalmente, moro longe do centro, aproximadamente 15-16 km, no caminho tenho vias esburacadas, lombas íngrimes, e o entrada da minha casa ainda tem um problema de entrar e sair de bike. Sou praticamente obrigado a erguer a bike para entrar e sair... parte disto se atribui aos cães que temos, outra parte ao carro que deixa pouco espaço rente ao muro, e a falta de segurança que se apresenta em meu bairro (esta acho que é meio geral). De forma alguma eu desistiria de minhas 4 ou 5 bikes... porque amo pedalar, amo a proposta, e acredito que a mudança deve ocorrer para que eu viva como acredito, e não sou eu que devo mudar frente aos problemas. Agora a viabilidade é fatídica neste caso... e assim como eu, outros tem problemas ou condições próprias que irão definir a bike ideal para mobilidade urbana (MU).
Qual seria a bike perfeita para você?

Roberto Furtado