sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Gary Fisher hoo koo e koo... old school! Mais uma...











De início, gostaria de salientar que demorei muito para montar esta bicicleta. Entre uma decisão, e uma alteração de planos, houve intenção de remontar fielmente como na época. Contudo, não deu! Se tratando de uma "old school", ou como queiram nomear os demais admiradores da década de 90, esbarrei em uma questão ou outra sobre combinação de peças. Algumas da época, outras não, um grupo mais antigo, outro muito novo, acabei desistindo do projeto de recuperar como eram. Torna-se caro, e muitas vezes, ainda assim... não se consegue tudo que precisa. Este post pode ser complemento do post anterior (ou vice versa), onde cito justamente estes problemas de componentes de épocas diferentes. Muitos nem entenderão este post... Mesmo assim, me esforço. Tento, na esperança de que alguns compreendam e contaminem outros. Ou simplesmente fiquem satisfeitos e motivados com um projeto e idéias de reformar, recuperar, retomar uma bike que tem "espírito".  Tentem por si próprios... o sabor da bike remontada é sem igual. Uma bike de Cr-Mo é muito diferente! Alguns pensam que bicicleta é tudo igual, não sabem nem que bicicleta tem tamanho, outros não percebem qualidade em um material e outro. Logo ali adiante, alguém chega e diz... " Me ajuda, não consigo achar uma bike pra mim!" Tento ajudar, não recebo mais retorno. Tenho recebido muitos emails... e alguns trazem dúvidas banais, assuntos correlatos a posts anteriores. Talvez seja falta de entendimento em internet, talvez preguiça de procurar, talvez inocência... e exigem longas respostas. Atenção que infelizmente não posso oferecer, por falta de tempo. Não consigo responder a todos, e peço desculpas po isto.
Me preocupo com isto, ajudo, roda pra frente... aí vem a pergunta, "mas o que é Cr-Mo mesmo?"
De novo? Puxa... então, mais uma vez, de forma simples e objetiva. Cr-Mo é o melhor material do mundo para fabricar bicicletas! rsrsrsrsrs Este é o perfil e a carga deste blog... Aço Cr-Mo, aquele aço que traz em sua composição, percentuais ínfimos de cromo/molibdênio, e por sua vez tem resistência aumentada, elasticidade aumentada, e seu peso diminuido, justamente devido as características. E o  que tem o assunto com a Gary Fisher do tópico. Bem, além de ser uma Gary Fisher, ela é fabricada em Cr-Mo, e de um dos melhores fabricantes de tubos... True Temper! Notalvelmente, leve como aluminio... forte como o Cr-Mo, elastico como poucos metais conseguem, e com isto, confortável.  A modelo deste post (foto) tem tamanho 19,5 polegadas do centro ao topo, e de centro a centro 17,5 polegadas.
Como não consegui colocar peças da época, coloquei peças de boa qualidade. Tornando-a eficiente. Cubos promax com cassete, cassete shimano de 8 velocidades HG-40, corrente KMC Z72, trocadores  shimano separados das maçanetas para 24V, maçanetas de freio avid, freios vbrake tektro, pedevela shimano acera de coroas substituiveis, cambios shimano alivio, selim vuelta, mesa e canote promax, etc
A suspensão é uma rock shox Indy C, desmontada, repintada, remontada! Ficou bom! O amigo Tchaka arrumou adesivos da marca, e assim colocamos na suspa. Uma tentativa de deixar mais próxima do original, embora estes sejam bem distantes dos adesivos originais. As manoplas aplicadas ao guidão foram as mesmas que tenho usado em minhas bikes. Cuja a extremidade tem maior área, aumentado o apoio as mãos, melhorando muito o conforto. Tenho escolhido opções que dão conforto, pois a criatura sempre fica parecida com o criador... e já que o criador não tem mais um ombro forte, e tampouco punhos de Cr-Mo (como a bicicleta), esta foi a melhor decisão em favor da qualidade ao pedalar. Antes que alguém pergunte sobre o macete (martelo de borracha) ao lado das manoplas, me adianto e explico. Colocar estas manoplas que possuem mais massa de borracha, acaba sendo uma tarefa bem difícil. Como não tenho força no obra para realizar o movimento de torção e apoio, estou usando o martelo de borracha na operação. Não recomendo, exceto se não houveroutra alternativa. O uso do martelo de borracha pode morder a beira da manopla quando estiver próximo do final da inserção, já ocorreu uma vez.
Vou fazer um teste, colocar a bicicleta no uso leve, sentir a eficiência quem sabe ficar com ela. Difícil dizer... vai depender da química que rolar. Pareceu muito confortável, mas o uso é que vai dar a certeza. Penso em brincar um pouco e disponibilizar o material para o resgate do investimento e assim retomar projetos que estão na gaveta há tempos. 
Antes de finalizar o post... faço um protesto! Este vai contra as pessoas que estão jogando lixo na rua, inclusive neste lugar onde normalmente tenho realizado as fotos. Guarde seu papelzinho no bolso até poder jogar no lixo! A calçada não merece isto, menos ainda os bueiros, rios, etc.
Meus sinceros agradecimentos ao mecânico Tchaka, por mais esta remontagem. Caprichos e empenho, isto não faltou. Tchaka tem sido não somente um excelente profissional, mas também um amigo. A bike ficou não somente bonita, mas também com a cara deste blog. Com cara de bike old school, com cara de bike de Cr-Mo, com cara de 15 anos atrás. 
Roda pra frente... pq logo ali tem mais uma!

Roberto Furtado