quarta-feira, 10 de agosto de 2011

As alterações de componentes das bikes...

Cambio Deore LX, abraçadeira alta de 28.6mm
Neste processo de reorganizar as configurações das bikes, acabei por aprender coisas que somente a experiência pode demonstrar. Reorganizar as bikes, componentes e peças, exige um estudo antecipado detalhado. Em ambos os casos (GT Outpost, GT Corrado, e Gary Fisher Hoo Koo e Koo, dos posts que aparecerão na sequência deste blog), houveram pequenas diferenças determinantes para as alterações. A exemplo de que as duas GT são de tamanho 20, mas possuidoras de características (construtivas dos frames) bastante distintas. Mesmo que as duas tenham seat tube para cambio dianteiro com abraçadeira 28.6 mm, no modelo corrado é possível usar apenas cambio com pegada por cima, devido a alteração do formato do tubo próximo do movimento central. O tubo se tornava mais achatado na medida em que se aproximava do movimento central, e com isto era impossível que um cambio fosse fixado nesta região. Na GT Corrado, por idealizações que justifico apenas por ser o proprietário do material, acabei realizando alterações que minimizaram os problemas das questões adaptativas. Era muito comum na década de 90, o cambio de 28.6mm com pegada alta, mas com puchada por baixo. Hoje, é muito mais comum ver cambios com puxada por cima, e pegada baixa. Houve uma inversão de conceitos, pois naquele tempo, eram comum MTBs com pedevela de 48 dentes, e hoje é muito mais popular o tal pedevela reduzido, ou até mesmo com 44 dentes. Esta variação de relação pode parecer despropositada, mas tem seus fundamentos determinados com base no uso das bikes. No Brasil, é muito comum ver no mercado pedevelas reduzidos. O motivo pode ser inicialmente justificado por um simples apontamento... muitas cidades do Brasil possuem lombas, e nestas cidades há preferência por este tipo de pedevela reduzido pela facilidade de enfrentar subidas. E neste caso, são penalizadas as médias em estrada, por conta de uma necessidade de mercado (talvez demanda de um padrão de peças). Ao menor sinal de decida ou plano com vento favorável a bike parece não ter mais uma relação que se aplique a desempenho continuo de alta velocidade (acima de 30 km/h). E tal situação acabou por substituir os comuns cassetes da década de 90 que na maioria possuiam 12 e 13 dentes, passando para 11 dentes da atualidade (alguns com 10 dentes). O ônus que acompanha esta condição fica por conta da menor durabilidade do pedevela e cassete. E facilmente conseguimos reforçar isto quando reparamos que a corrente começa a pular precocemente quando estiver nas engrenagens menores do cassete, pq usamos mais estas engrenagens! Usamos mais a engrenagens menores do cassete quando precisamos aumentar a velocidade da bike, ou quando queremos por a cadência em ritmo que estamos acostumados, e no plano, lá vai a corrente para as pequenas do cassete. Isto ocorre pq usa-se um pedevela com 42 ou 44 dentes na coroa maior, e isto é muito bom para o fabricante, que venderá uma nova peça em tempo menor que nos antigos pedevelas de 48 dentes. Isto tudo não passa de um conceito e de suposições, para tudo, lembro que depende do uso, do ciclista, e até das manutenções. Se perguntares a um bom mecânico de bikes, haverá confirmação, que nos casos de ciclistas experientes e pedevela de 48 dentes, é mas longa a vida útil destes pedevelas. Teorias de um ciclista andarilho... também fotógrafo, com certeza, sonhador!

Roberto Furtado