quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ciclistas de Bagé contra o gigante de 400 km

Este ano temos a presença de especiais colegas de Bagé. André, Acimar e Ricardo, neste momento, são os representantes da cidade da região da campanha. Também a cidade que enfrentava até então, sérios problemas de racionamento dágua. No dia antes de virem a Porto Alegre, choveu 62 mm em Bagé, o que possibilitou que os rapazes chegassem a capital de banho tomado! Brincadeiras a parte, mas fato bastante curioso é a seca que assola a cidade. E me parece que o fato de faltar chuva por lá, mesmo criando os problemas de racionamento dágua, não gera mau humor nesta turma. Pezão, também conhecido como Acimar, tinha resposta para tudo, ao seu jeito. Contou-nos sobre o povo de Bagé, mas divertido mesmo, e possível de contar, foi o fato de ele estar de meias no último PC. Quando questionado, respondeu que as sapatilhas estariam apertando seus pés. E em uma das explicações estava a surra de cinta que ele deu na sapatilha para amaciar. E que na volta encheria ela de milho e água, obrigando o couro a ceder. Se verdade é, ou mais uma tentativa de manter o clima de cansaço alegre, funcionou perfeitamente como estímulo. Tanto para frequentar o meio audaxiano, como para tmoar coragem e retormar a série do próximo ano. André, Acimar e Ricardo são ciclistas de importância ímpar para uma prova de longa distância. Ricardo não é natural de Bagé, se me lembro bem é Mineiro, e também parece bem normal, diferente de Acimar e André. Agora começamos uma questão... chamar de normal um vivente que faz 400 km de bicicleta por prazer, já começa a ser contraditório, e talvez coloque todos os audaxiosos em um mesmo plano, uma "cambada" de doidos. E se são doidos, assim me parece muito melhor, afinal, não vi nada diferente de amizade e alegria nas provas contra o gigante. O gigante perdeu mais uma vez, e esta prometido para os 600 km. Acho que a turma de Bagé é mais do que destemida, possuem fé sem igual! Vir de longe por estradas doidas que são as rodovias deste Brasil, e depois disto fazer uma prova de 420 km, e ao término, colocar o pé na estrada novamente. Para eles existem duas opções: Crença ou loucura! Para Audaxiosos, a opção é crença, para mortais comuns, loucura. Contudo, como diz Rodrigo Cortese, de Bento Gonçalves, "quem faz o Audax uma vez, não pára mais!" E o colega Bagatini com "eu podia ser louco, mas não sou o único", citando que pegar a bike a rumo de longas distâncias seria loucura para muitos. E por aí, nas estradas do Audax vão ficando estas histórias bonitas, que temos sempre saudade, onde escutamos bobagens saudáveis diversas, especialmente do colega Pezão. Muitas não pude contar aqui, mas garanto serem todas muito divertidas, e só quem esteve lá poderia entender.
Este post é de certa forma, uma homenagem dos colegas Audaxiosos, aos ciclistas de Bagé. Que vocês sempre venham a Porto Alegre, que sejam sejam sempre bons Audaxiosos e derrubem o gigante com a gente.
Um grande abraço

Roberto Furtado