quarta-feira, 6 de abril de 2011

Restaurando mais uma GT Outpost - Antes!













Embora tenha procurado, não encontrei em qualquer lugar do quadro e garfo o ano de fabricação desta bicicleta. A bicicleta pertencia a um amigo, e como ele partiu para uma bike nova, vendeu-me esta velha GT de tamanho 18. A bicicleta estava bastante depreciada, de forma que ninguém a usava a mais de 3 anos... Quando fui buscar, na garagem do prédio estava esta bela bike, de pneus murchos, rachados, raios enferrujados, denunciando talvez ainda sua originalidade. A tristeza que tenho quando vejo uma bike assim, se transforma em alegria quando chego a conclusão. Quando ela se torna perfeita aos olhos de curiosos e admiradores da marca, entendo que o tempo a investir valeu cada minuto. Começo a perder a contagem das bikes que já recuperei da extinção... imagino quantas acabaram em lixão, em reciclagem por não apresentarem mais as condições de recuperação. Nem todas estão com o quadro perfeito, algumas estão amassadas, e o custo as vezes não viabiliza arrumar. Bike de tubo amassado não tem volta... não fica igual, para raros casos, existe exceção. Aqui, como se apresenta nas fotos, um quadro perfeito... sem corrosão funda, sem fissuras, roscas em perfeito estado, baixo nível de ferrugem interna, muito boa mesmo! Até mesmo o suporte gancheira do cambio traseiro esta alinhado. Não foi uma bike muito usada, mas não foi bem tratada. O ideal seria pintar esta guerreira, e remontar com peças da época. A pergunta que fica é se há como restaurar com peças da época, pq não sabe-se o ano exato (acredito que 94/96) e tais peças não são mais encontradas. O garimpo seria a úncia forma de reconstruir esta relíquia. Verificando meu estoque pessoal de peças, encontrei algumas da época, cubos, cambios, trocadores, e até cantilevers em bom estado. Faltaria o pedevela, que não é nada fácil encontrar igual ao grupo que possuo, ou pelo menos algo semelhante. O interessante da reconstrução é exatamente isto. O planejamento exige medidas alternativas, onde a solução esta sempre atrás de um pequeno contratempo. E isto dá mais sabor ao término do projeto. O que pode dar alguma certeza de sucesso é a dedicação. Nesta, perderei horas... incluindo dirigir o carro para levar, buscar, pensando nas peças, avaliando se as mesmas estão em condições, etc. Tempo... é o maior investimento neste projeto. Ao fim, o custo também é elevado. E alguém perguntaria se valeria a pena reformar algo assim, onde uma nova fica apenas duas ou três centenas de reais adiante. E a resposta que posso dar é forma de perguntas: Quanto custa uma bike de Cr-Mo? Onde comprar? Pq deixar algo bom ser reciclado, quando sabemos que pode funcionar por mais uns 10-20 anos?
Por fim, fiz diversas fotos para demonstrar o real estado do material, e desta forma permitir a comparação do antes e depois. Agora... se vão dias no processo. Mãos a obra!

Roberto Furtado