quinta-feira, 3 de março de 2011

Caos... trânsito, bicicleta e vida

Hoje descrevo a situação do trânsito de Porto Alegre, aproveitando a proximidade da data com o fato ocorrido a menos de uma semana. Após o atropelamento dos ciclistas da massa crítica, foram abertas questões relativas a segurança no trânsito. Muitas vezes pensamos que o mundo esta contra o ciclista, mas pensar assim é fechar a visão de mundo em si próprio, pois o trânsito é assustador também para pedestres e para os próprios condutores de veículos automotores. Dizer que o motorista é sempre imprudente não é verdade, muitos dirigem com cautela, ou dentro da lei, mas sabe-se que a maioria é taxada por meia dúzia de casos horrendos, como este do passeio MC. Pensamos que estamos seguros, esta é a sensação que acumulamos quando somos poupados de acidentes, talvez acaso, talvez sorte, talvez prudência, mas a verdade é que vivemos iludidos. Na rua, juntamente com todos, estão dementes motorizados, dementes pedestres, e até dementes ciclistas. Existem diversas patologias das quais ninguém compreende, embora especialistas adorem afirmar que sim. Sabemos disto, pq assassinatos, excessos, e qualquer atitude violenta contra qualquer ser vivo são praticados em todo planeta. Exemplo do jogador de futebol que chutou e matou a coruja nesta semana. E este é apenas um caso de milhares que ocorrem contra animais e seres humanos. Aqui, nossa casa, imaginamos ter um caos maior, pois vivenciamos este. Nos abalamos com o fato de viver tão próximo do episódio recente, mas tarados, loucos, e assassinos estão a solta, em todo mundo, na casa ao lado, do outro lado da rua, na rua de trás. Sabemos que é assim, mas nunca prestamos a atenção ou damos o devido crédito, até que algo ruim aconteça. Tipo, se fizermos o julgamento antecipado, somos preconceituosos, mas se dermos a chance, passamos a vítima. Um excesso de minha parte, talvez. O posicionamento me é permitido, e a ti também, pq vivemos em um país teoricamente livre. Nesta cidade onde nasci e cresci, aprendi muito. Infelizmente, talvez por conta das experiências mal sucedidas, acabei deixando de gostar da terra natal. Em uma oportundiade melhor ou equivalente, deixaria esta para sempre sem qualquer sombra de dúvidas. E haverão pessoas que dirão que a cidade é maravilhosa e que os problemas são decorrentes das pessoas, mas respondo com uma pergunta: Uma cidade não é feita de pessoas? Para onde ir? Sim, não temos para onde ir... todos os lugares tem pessoas. Mesmo assim, acredito que de média existam uma centena de milhares de lugares melhor para viver. A questão é achar o mesmo, encontrar a tua sincronia com o meio. Enquanto isto, fico aqui, pedalando entre carros que apertam a bicicleta contra carros estacionados, contra o meio fio, fecham o ciclista, esquecem que em cima da magrela sobre rodas, esta a vida do vizinho, do irmão, do marido, do amigo de alguém...
Gostaria de escrever muito mais a este respeito, mas sei que para cada 10 linhas mais, outros 5 possíveis leitores abandonarão a possivel leitura. Fico por aqui, na esperança que com este resumo, algo seja mudado.

Roberto Furtado