quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cicloturismo e máquina fotográfica

Tem muito tempo que penso sobre fotografar os lugares por onde andei. A bicicleta, embora seja um veículo capaz de permitir grandes trajetórios com grandes capacidades de carga, deixa um problema latente quando o assunto é carga. Sabemos que as bicicletas e nós ciclistas somos capazes de carregar 30, 40, ou 50 kg sobre nossas bicicletas, mas qual o preço disto. Refleti inúmeras vezes, e em meu sonho de um dia ir a lugares tão distantes de bicicleta, penso que acabaria em uma maquineta de bolso. Realmente não vejo como levar uma máquina fotográfica de alta qualidade junto de outras tralhas, como barraca, acessórios, água, e outros materiais indispensáveis. Não há como! No meu conceito de viagem, penso que a máquina + 2 objetivas seriam necessárias, e isto já se traduziria junto com carregadores e baterias, algo em torno de 2 kg ou mais. Ontem coloquei o bagageiro na bicicleta, algo suficientemente forte como idealizo, e já achei que foi atribuido um peso na bicicleta. É possível perceber um ou dois kg extras, imagine quando estivermos beirando os 30 kg de bagagem. Teve um Audax de 200 km em que realizei com excessos de carga e acessórios, cujo o peso da bicicleta ficou em mais de 19 kg. Lembro que a bicicleta rendia bem pq estava com adaptadores para aro 700, contudo, se não fosse pelo razoável preparo que tinha na época, talvez não tivese conseguido. Lembrando agora, aquela prova teve um sabor especial... foi a prova da chuva de granizo, depois da chuvarada, o pedevela estava com problemas e ameaçava cair, e teve até ciclista hipotérmico. Pensei que não fosse conseguir aquela vez... cada oportunidade de Audax é uma nova lembrança boa. Voltando ao assunto de carga na bike, e usando a referência de uma bike mais pesada em Audax, percebemos que cada kg extra se torna um problema em cicloviagens. E o lamento é para este "problema" das máquinas de boa qualidade pesarem mais, terem maior volume, e desta forma estarmos limitados a maquinetas de bolso. Em passeios curtos onde a bagagem é mínima, a máquina reflex é possível de levar... isto se o o ciclista não tiver medo de danificar a mesma com a trepidação. Em passeios longos a realidade é esta... quanto menos carga, melhor.

Roberto Furtado