sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sobre ciclistas e correntes...

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Eis uma tarefa que há tempos penso em escrever, e algumas vez até tentei. Posts sobre correntes já foram publicados aqui no blog, mas creio que a dificuldade das questões que cercam a querida corrente da bike acabem por inviabilizando o entendimento. No entanto, com insistência de ciclista, tento novamente. Achei um desenho de boa qualidade para entendimento do que é composta uma corrente. Talvez seja correto dizer que sejam roletes (figuras 4 e 5) unidos por pequenas chapas (figuras 1 e2) ligadas umas nas outras, e que permitem movimentos em uma única direção (dois sentidos). Estas ligações são realizadas por meio de pinos (figura 3). Todo este conjunto é fabricado em um aço de muita qualidade, e suas propriedades são instensificadas por meio de tratamentos realizados ainda quando a corrente ainda nem foi montada. As propriedades das correntes variam de acordo com o investimento das mesmas... elas são distribuidas de acordo com o valor que são encontradas no mercado, portanto correntes caras possuem maior tecnologia, seja de conhecimento ou de material. Não existe mágica neste mundo, mas existem bons modelos a valores populares, como as correntes básicas da shimano, KMC e FSC, etc. Hoje é possível comprar uma corrente de 8 V aqui no Brasil com valor médio de 25 reais, a mero exemplo.
Tratamentos específicos permitem resultados que aumentam a durabilidade ao desgaste, a possível fadiga de tração, a corrosão do tempo, redução de peso por maior resistência, e outras. Vejo amigos ciclistas que tem durabilidade em suas correntes, e outros que em pouco tempo precisam trocar. Alguns não trocam nunca, e mandam cassete, pedevela e polias do cambio para o espaço que existe entre a inexistência e ineficiência, transformam o sistema preciso num conjunto sem cura. Para ter durabilidade é preciso aprender a lubrificar e limpar a corrente, também o uso correto dos trocadores permite a longevidade. Ciclistas que tracionam em pé nas subidas, destroem precocemente suas correntes... e isto não é uma acusação! Eu mesmo faço isto, mas aceito os problemas, ou a solução de trocar precocemente a corrente. Alías, optar por correntes de boa qualidade e de baixo custo, possibilita trocas frequentes, poupando o cassete, e as coroas do pedevela.
 Outra observação que faço com relação a corrente, seria para não cruzar as marchas... grande na frente com grande atrás, é uma combinação não somente incorreta como despropositada. A combinação de marchas que conhecemos, e que nomeamos de 18, 21, 24, 27, 30V, dentre outras opções menos comuns. De maneira prudente a preservar a corrente, ela não seve ser submetida a esforços laterais... isto ocorreria quando estiver cruzado como descrevi, grande com grande. Minimiza-se este cruzamento quando evitarmos duas a três engrenagens do cassete do lado oposto em que estiver a coroa. Para melhor entendimento disto, quando a corrente estiver na coroa grande, evita-se as engrenagens maiores do cassete. Simples assim... 
E por ultimo, a corrente deve ser limpa e seca, quando for lubrificá-la, não use muito óleo. O óleo deve ser presente somente no interior dos roletes, para retirar um excesso... passe um pano limpo. A melhor forma de limpar a corrente, ainda é retirá-la para esta operação de desengraxar em lavagem e secar. Se a opção requer cuidados que não possas realizar, por qualquer motivo que seja, leve no seu mecânico. Não esqueça que o bom ciclista é também um bom observador!
Um excelente feriado!

Roberto Furtado