sábado, 9 de outubro de 2010

Bar ends, espigas altas... mais opções para se posicionar na bike!

Exemplo de mais opções de posicionamento.
Foi durante um passeio muito longo que percebi a real necessidade usar outras posições para as mãos. A experiência vem como tempo e a rotina de pedalar. E me lembro que em 1997 quando parei de pedalar, fui motivado justamente por isto. Tinha muitas dores nas costas e pescoço, e naquele tempo pedalava mais em speed. A mudança de posição para mãos, altera também posição de ombros, braços, e das costas. Com estas alterações de posição são aliviadas outras partes do corpo, como pescoço, abdômem e até a posição no selim se altera. O desconforto em qualquer parte do corpo pode ter alguma relação com o uso de bar ends, e se há dúvidas nisto, pense que alguém com dor nas costas, pode estar tenso e transferindo estas tensões ou má distribuições de peso para pés ou pernas. Tudo tem ligação, alguma relação... quem pedala um pouquinho mais do que esta acostumado, já sente estes sintomas. Ciclistas de longas distâncias, participantes de provas como Audax, ou outras tradicionais e distantes, sabem que uma pequena inclinação, ou uma girada no pulso faz toda diferença. Foi por causa disto que adotei o alongamento de espiga aheadset, possível de ver em algumas de minhas bicicletas. Ao exemplo da GT corrado, que deve ter uns 15 espaçadores, no mínimo. Com esta quantidade de espaçadores, acabei obtendo uma altura maior, o que me traz muito conforto para enfrentar os km de um audax 200. Algumas alterações são opções industrializadas, encontradas nas lojas, mas outras, como o alongamento de espiga, acabam sendo frutos de oficina, de um torneiro mecânico. O que considero realmente importante, é que o ciclista se sinta bem ao pedalar. Fico a pensar que as bicicletas encontradas nos grandes mercados vendem verdadeiras máquinas de frustração... por uma quantia irrisória, matam o sonho de um possível ciclísta. Com espiga sem recurso, material sem qualidade, queimam a oportunidade de manter alguém num esporte saudável não somente ao praticante, mas a toda sociedade. A reflexão sobre estes e outros problemas deveria ser debatida nas listas que frequentei ou frequento, e confesso que parte de minha frustração com as listas brasileiras, são justamente atribuídas a falta de qualidade de temas, e de foco coerente destas. Então fica neste tópico, uma dica de verdadeira abordagem... de algo que realmente interessa.

Roberto Furtado