segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tecnologia, economia e as visões do mundo


Este tópico não se trata exclusivamente de bicicletas, mas sim de distorções pregadas pelo mundo complexo que não compreendemos. Se você não quer nem pensar a respeito sobre economia, nem leia, é um conselho de amigo... respeito com seu tempo!
Tem algum tempo que a tecnologia em bicicletas cresce a largas passadas. De uns 10 anos para cá, com a popularização de maquinários computadorizados, tal como o conhecido CNC, oportuniza o surgimento de peças mais elaboradas, com alto desempenho. É sabido que a demanda é a maior responsável pelo decréscimo de valores, e com isto a tendência sempre é a menor distância entre um lançamento ou outro de um mesmo fabricante. Também é notável que empresas de menor porte consigam colocar-se no mercado, especialmente com suas peças em alumínio e ligas com formatos e detalhes, agora por capricho... a perfumaria em bicicletas. O consumidor específico e de poder aquisitivo maior, paga por uma peça "rendada", consideráveis cifras pela exclusividade. Mal sabe ele, ou pouco importa, que o seu consumo financia novos projetos para popularização de semelhantes para que desta forma uma avalanche de peças iguais cheguem ao mercado. E de certa forma é uma boa contribuição, pq se não fosse assim, a popularização jamais ocorreria. Saiba que para fabricar um cubo simples, custou o maquinário valores inacreditáveis no passado... uma ferramenta de corte, delicada e precisa, tem um custo que precisa ser pago, e muitas vezes isto acontece somente após o primeiro milheiro de peças. Sim, a popularização desejável, quase comunista por desejos em valores, é viabilizada por conceitos capitalistas... colocando mais uma vez, os ideais econômigos progressistas em colisão aos ideais retrógrados. O progresso é uma criança que anda de mãos dadas com o tio capitalista... e o tio comunista bate pé querendo fazer coisas a moda antiga, mas adora uma televisão de led que não pode comprar. A diferença entre ambos é que um sabe quanto custa a televisão, e o outro encosta-se sacudindo latas e exigindo atitudes dos governos. Governos que normalmente não possuem competência para oferecer, mas sim para cobrar, apenas. Enquanto isto... o seu Dalmiro, que começou a vida na funilaria do pai, e depois de muito suor e estudo, hoje é prestador de serviços em CNC, paga impostos violentos por trabalhar de segunda a sábado, até as 19 horas (da noite). A exemplo sem qualquer relação com pessoas que conheço, Dalmiro trabalha duro nem sabe precisar pq. Quando lhe perguntam o motivo... ele responde que não saberia fazer outra coisa, apenas que aprendeu a suar pelo ganha pão e poder oferecer mais a família.
A moral da história... em bicicletas, as coisas boas são caras mesmo, e há motivo. O motivo é que o fabricante precisa cobrar muito mais que uma bela margem de lucro, pq ele tem um sócio carrasco, chamado governo. O sócio carrasco dá vale gás de presente para ganhar votos, mas deixa o povo na mão em saúde. As peças de bicicletas compradas por mim e por você financiam gás, e bolsas mal empregadas, e custam sempre mais e mais, pq a população desinformada cresce desordenadamente. Imagino um dia, que um carro popular precisará custar o dobro, pq precisará haver retorno de imposto suficiente para presentear tantas famílas com gás de cozinha. Sem falar que o gás de cozinha tende aumentar com o tempo, afinal de contas, ele não é renovável. Imagine quanto custará um gás de cozinha... espero até lá, que alguém invente algo como uma máquina de metano de alto rendimento, tipo abre uma torneira para encher um botijão. Também espero que as visões distorcidas sofram alinhamentos coerentes, para que desta forma as pessoas não percam mais tempo batendo latas, e trabalhem em algo que retorne algo para todos... especialmente peças populares para bicicletas, o veículo do futuro!

Roberto Furtado