terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ser contra carros não resolve nada! 2ª parte

Após o post sobre ser contra carros não resolve nada, resolvi prosseguir, mantendo clara minha posição sobre a bicicleta e o carro. Cada um coloca um peso diferente sobre o uso da bicicleta, mas hoje, em minhas duas atividades profissionais, não tenho como abrir mão do carro. Precisaria mudar muito, possivelmente inclusive de endereço, pois resido a aproximados 18 km do cento de POA. Fico me imaginando carregando uma mochila com material fotográfico e um netbook por 18 km até chegar no local onde devo fotografar. A mochila deve pesar uns 5 kg. Também penso que o material todo é muito delicado, e certamente não resistiria a um tombo. Então note que cada um possui uma realidade, da qual muitas vezes é dependente do veículo. Também lembro que em emergências o carro é uma necessidade, onde Taxi também é carro aqui na terra do Nunca. Diante a estas poucas referências, insisto que a resposta de uma vida melhor e mais simples esta em criar espaço para as bicicletas, e não recusar espaço para os carros. Ganhar respeito de motoristas e do sistema exige reciprocidade...
Nunca vamos conseguir nada com radicalismos... Toda forma radical sempre é mal vista, mal recebida, inaceitável, e só gera antipatia. Então se quisermos o respeito para ciclistas, precisamos nos fazer respeitar, tendo atitudes sensatas, parando em sinais, andando na pista da direita e em conformidade com a legislação. Mesmo que isto pareça difícil, e um grande peso para nós... lembremos que muitos ciclistas humildes e também ignorantes (não relacionados os adjetivos) andam contra mão, na pista da direita, ou em alta velocidade sobre as calçadas, e ainda existem os que não respeitam as faixas de pedestre (mesmo que sem querer).
Sou um grande incentivador da bicicleta, mas acredito que só conseguiremos espaço, mostrando inteligência e maturidade nos veículos de comunicação. E a conduta pesa muito, para quem estiver ouvindo algo a respeito na TV ou Rádio, pode já ter passado um episódio com um ciclista que trafegava na contra mão, a exemplificar.
Para finalizar o post do dia... ainda recebi por email nesta data, me perguntando se eu era a favor de bicicletas. Ora, e o que parece? Depois de quase 400 posts... ainda há esta dúvida? Eu adoro estar aqui, devaneiando sobre bicicletas, amigos e coisas de ciclista, mas acredito que deve haver um peso para tudo. Devemos ver a vida com os olhos do lado oposto da rua, justamente para não prejudicar ninguém... inclusive colegas. A palavra que resume tudo é igualdade.

Roberto Furtado