sábado, 24 de julho de 2010

Trocadores superiores ou simples? Menos é mais...

Coloquei o título atingindo o assunto dos trocadores de marchas, de superiores a simples. O outro extremo de superior não é exatamente simples, mas sim inferior... porém neste caso não se aplica o termo inferior para trocadores de menor valor ou menor opções de velocidade. Nem tudo que é simples é exatamente inferior, ao exemplo dos trocadores de speed, fixados ao downtube, que podem até apresentarem apenas 6, 7 ou 8 velocidades, contra os comuns da atualidade de 8, 9 ou 10 velocidades, e também exorbitantemente caros. Os trocadores dados como exemplo, como aquele que aparece em minha GT Rave ou na TREK 470, são trocadores extremamente precisos, duráveis, confiáveis e bonitos. Embora em ambas as bicicletas estejam aplicados sistemas de 7 velocidades na roda traseira. A questão toda que gostaria de abordar, abre a série de intenções de reflexão sobre simplicidade com qualidade. Como o amigo Raul sempre diz... menos é mais! E esta expressão é um atestado de confiança daqueles que querem afirmar que a qualidade de vida esta em coisas simples, que sempre funcionam, e não em complexas ligações químicas que de tão confusas acabam sempre sugerindo algo tão diferente do que imaginamos. Me refiro sobre química pq este é um assunto do qual não compreendo quase nada, e assim tudo parece distante e complicado quando estiver relacionado a ele. Trocadores não tem nada com isto, exceto pelo fato de que os mais complexos, e também mais caros, serem extremamente complicados. Não tente desmanchar, não tente fazer isto em casa! Minha própria experiência já me pôs em inércia frustrativa com relação a estes... muita gente experiente no assunto ou até mesmo especialistas, deixaram de remontar trocadores. Toda intenção reparativa se dá justamente pelo custo dado ao tipo de trocador... e não tenha dúvida, se você tiver um problema com um trocador de 100 reais, não vai pensar duas vezes se joga fora e pega um novo, ou se arruma. Até pq trocadores simples não estragam... e se estragarem, você vai ali e compra um novinho, com 100% de satisfação pessoal. Existem trocadores bem simples, estudei alguns deles. E um deles se mostrou muito interessante por excelência em relação custo benefício. Aqueles SL-TX 50 da shimano são simples, fáceis de instalar, não precisa nem abrir para trocar o cabo! Custam uma bagatela, uns 35-40 pilas (o par), vendidos sem maçaneta de freio. Até acho uma vantagem nisto, pq é possível escolher o tipo correto ou preferido de maçaneta de freio. Também vejo uma vantagem de poder substituir um trocador comprometido sem condenar também uma maçaneta de freio, em caso de queda ou outro tipo de acidente que danifique um ou outro sistema. Quanto mais parcial for o dano por representar peças diferentes, menor será o custo reparativo, é lógico! Supondo duas bicicletas cujos os frames (quadros) sejam idênticos, e montadas iguaizinhas exceto pelo sistema de transmissão, onde uma recebe 27 velocidades, e a outra 21 velocidades de mesma combinação para primeira e últimas engrenagens tanto em cassete como em pedevela. Haveria tanta diferença? Justificada? Na minha opnião tal diferença praticamente inexiste, exceto quando fores trocando seguidamente de marchas e perceberes que na bike mais simples, as opções simplesmente acabaram. Então, descobre-se que o valor pago de 200, 300, ou 500 reais mais, aplicavam-se na prática para a bicicleta ter 2 engrenagens extras na relação. Vale? Para viver de forma urbana, ou para cicloviagem... será? Em resposta a estes pensamentos, tenho minha própria experiência, e a mesma me basta. Sinto mais felicidade rodando em uma bike de Cr-Mo, rígida, de 21 ou 24 velocidades, do que em uma full de 27 velocidades. Se a full tem excessos, então penso que somente sua verdadeira aplicação me faria sentir o peso de sua tecnologia e consequente valor. Me basta o menos é mais, do amigo Raul.
Trocadores simples não são inferiores, são superiores do ponto de vista relação custo benefício.
A precisão é a mesma... encaixa igual, tudo indexado, mudou, tá mudado! Esta é minha opinião!

Roberto Furtado