quinta-feira, 24 de junho de 2010

A bicicleta e a copa do mundo de futebol...

Em minha mesa de trabalho, cumprindo com a rotina diária, e em plena copa de futebol, recebo entre todo tipo de emails convites para pedalar. Fico olhando o que dizem e pensando no que isto representa... falo desta oportunidade de pedalar durante os jogos do Brasil. Onde o país inteiro acaba parado, traduzindo uma paz sem igual nas ruas da enlouquecida POA (Porto Alegre). Ainda me poupando pelas complicações do joelho, e preferindo praticar passeios curtos ou onde sou único responsável pelo meu ritmo, me coloco em espírito na presença dos conhecidos e amigos que ficam a festejar uma copa do mundo. A festa é pela paz nas ruas, e não pelo futebol. Como já disse antes, não sou nem um pouco entusiasta do futebol, embora admire o evento reconhecendo o que ele significa na íntegra. O significado desta grande festa esta muito além do que vem sendo divulgada pela mídia, e pelo comportamento das pessoas. A copa do mundo é uma confraternização festiva, onde um tapa nas costas ou um cumprimento ao adversário deveria ser retribuido com um sorriso verdadeiro. Muito diferente daquele que apareceu em toda TV, realizado ao Técnico Parreira pelo Técnico Francês... sim aquele "asno" em forma de pessoa. Ora, se um técnico vai de encontro gratuito para cumprimentar o adversário, deveria ele ser respondido de forma igual, afinal falamos de esporte, e não de guerra. E por falar em guerra, até acordos são mais honrados em uma guerra do que neste tempos atuais do futebol, onde alguém simplesmente suspende um patrocínio por desentendimentos entre clubes. Agora pensemos juntos, se numa festa as pessoas se comportam desta forma, o que esperar delas nas ruas de uma cidade, munidas de um volante de automóvel. Não há como pensar diferente, o terror é eminente e sempre a solta, quando ciclistas vão para as ruas, disputar frestas com motoristas sem educação, sem visão... em vias despreparadas para ambas as categorias. O futebol com milhares de cifras, onde me parecem não serem merecedores de patrocínios, e ciclistas sem vias para ir e vir, do trabalho ou no passeio. Enquanto uns pagam muito e recebem pouco em troca (ciclistas pagadores de impostos), outros... muitas vezes nem sequer honram os impostos, e recebem muito mais por isto. O direito de ligar a televisão e ver o mesmo jogo de futebol simultaneamente em 12 dos canais da TV aberta, ou algo muito próximo disto. E não falo que não deveria ser assim, mas se há 80 em medida, pq não então os 8, como diz o ditado... pq em bicicleta, não chegamos nem a "um"... que é igual a lugar algum!
Enquanto as coisas ficam como sempre, talvez até piores com o passar dos meses, devido a progressividade dos problemas de trânsito, ciclistas sonham felizes, passeando em poucos jogos do Brasil, durante raro momento, de 4 em 4 anos.

Roberto Furtado