sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

GT Outpost 1996 - reforma e substituição de peças!




Quando minha mãe disse que queria pedalar, comecei a garimpar um quadro ou uma bicicleta que pudesse ser reformada para que desta forma ela pudesse usar. Pensei diretamente num quadro de Cr-Mo, pois esta tendência "verte" de mim. Foi então que um dia achei uma GT outpost anunciada, dizia o vendedor que ela esta boa, que era único dono, e que precisava apenas de revisão, talvez alguma troca de peça. O valor pedido era de 250 reais... achei barato, marquei pelo telefone e com o $$$ no bolso fui de encontro a suposta maravilha. O bairro era onde estava a bicicleta não era familiar para mim, precisei procurar no mapa para achar a residência do vendedor. Chegando lá... encontrei o rapaz, que me fez ir até a garagem do prédio. A bicicleta estava guardada no tempo... sim, era um box aberto! Então ela ficava na CHUVA! Putz, na mesma hora falei pro sujeito... "esta bicicleta não precisa de manutenção, precisa de uma reforma completa!!!" O vendedor começou a se desculpar... isto e mais aquilo, dizia que não entendia nada de bicicletas... e eu concordei com ele: "bicicleta não é teu entendimento!" Arranquei os "restos mortais" da GT outpost por 180 reais. Ele realmente achava que aquele restinho de bicicleta valia alguma coisa. Tentou dizer que os pneus nem gastos estavam... e logo apertei o pneu para o lado e mostrei, que aqueles jamais iriam se gastar, pois estavam rachados de velho ou de longa exposição ao tempo. Fiquei brabo, mas mesmo assim levei comigo a bicicleta. No carro vim conversando com ela (coisa de louco mesmo, aceito o adjetivo), expliquei para ela que ela precisaria de desmontagem completa... jato de areia, pintura epóxi e peças novas. Pensei comigo, como seria uma bicicleta de Cr-Mo, e para minha mãe, vou arriscar. Desmontei toda bicicleta... nada prestava. Nem pneus, nem aros, nem raios, nem mesmo parafusos... nada! Nada, nada, nada! Nem o selim escapou, era inacreditável o estado da bicicleta, e foi uma pena que tenha esquecido de bater uma foto antes da restauração. Mandei o quadro e garfo para a pintura, e procurei algumas peças em meu estoque de "salvados". Em meu estoque de peças usadas, encontrei uma mesa/avanço, um pedivela altus (precisando de pintura), um canote 26.8mm, uma caixa de direção, um par de pedais, uma blocagem de selim e foi só... o resto precisei botar novo mesmo. Isto mesmo... foram colocados materiais novos e de qualidade, descrevo abaixo:
- 1 selim original GT
- 1 guidão de aço GT
- 1 par de manoplas
- 1 jogo DT/TS de v-brakes de GT outpost
- 1 movimento central
- 1 cambio shimano TS altus
- 1 cambio shimano DT altus
- 1 par de trocadores EF-50 Altus 3 x 7 velocidades
- 1 corrente KMC Z72
- 1 par de pneus kenda Kontact 26 x 1.95
- 1 par de camaras kenda
- 1 par de rodas originais de GT Agressor (aros, raios, cubos, peão/pinha)

Não se nega que o resultado foi bom, e caro, mas como levei muito tempo para terminar a restauração, minha mãe cansou de esperar e optou por comprar outra bicicleta! rsrsrsrs A moral da história... melhor comprar pronto ou somente peças novas, restaurar não vale a pena, a não ser que você tenha TDL, que significa: tempo, dinheiro e loucura!
Brincadeiras a parte, mas sabemos que as pessoas que gostam muito de bicicleta gastam verdadeiras quantias nestas, especialmente se o assunto é upgrande ou restauração. Muitas vezes se justifica uma opção destas somente se você quer um modelo raro, um quadro de Cr-Mo, ou tenho outras idéias ou ideais. Cada um, cada um...
Meus agradecimentos ao Tchaka, pelo os ajustes finais e paciência de amigo.
Fotos, texto e devaneio de reforma: Roberto Furtado