sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Projeto bike busca o pão ali pra nós! Parte 1

Aproveitando a virada do ano, e tendências de minha mente "benígna" com relação as bikes. Refleti a respeito e me dei conta que de forma alguma deixaria as minhas bike presas a uma grade, abandonadas no lado de fora da padaria ou supermercado. Pensei nas opções que tenho, e não me convenci de que qualquer uma delas, seja GT Corrado, recentemente restaurada e montada, ou a GT Transeo, recentemente adiquirida, ou então a full GT I-drive Marathon elite, servem para a operação "busca o pão ali pra nós!"
Tentei fazer isto com uma ceci, mas a ceci não me dá gosto nem pra buscar pão. Não dá pra andar em bike ruim, e não dá pra investir um mínimo numa bike ruim. Como a peça mais importante de todas em uma boa bike é o quadro/garfo, em meu estoque de peças usadas fui escolher o que serviria. Procurei por algo que não chamasse a atenção, pq bike para deixar na rua, mesmo que por pouco tempo, acaba sendo tentação aos ladrõezinhos. Então me lembrei de um quadro e garfo Nishiki Manitoba, comprado no mercado livre, com intenção de montar uma bike pra namorada (hoje esposa). O quadro depois de montado ficou meio grande pra ela, e nunca mais usou... desmontei a bike, e montei outra bici para ela. Desta forma o quadro sobrou no estoque, e criou-se uma possibilidade. Não é um quadro assim, que loucura, mas servirá muito bem. Comprei um movimento central novo, canote novo, e um jogo de vbrakes também novos. O restante, por hora, fui a cata de peças usadas, guardadas de outras bicicletas. Para quem possa estranhar, entenda que 1 em cada 10 bicicletas usadas realmente estão em boas condições... para mim que exigente sou, sempre foi necessário desmontar qualquer bicicleta para recuperar. O dom do garimpo e da restauração deve ser cultivado quando o interessado gosta de bikes de Cr-Mo. Então, seguindo na história... de outra bicicleta, peguei rodas de uma outra bike velha, com aros e cubos em aluminio, de aperto com porcas, e coloquei nela. As rodas sem blocagens são as ideais para "bike de padaria", evita-se o furto de peças. Na abraçadeira de canote colocarei um parafuso, eliminado a blocagem, evitando também o furto do selim. Arrumei um avanço de aço, alto e um pouco enferrujado, um guidão cromado (chifre de boi), e um bagageiro traseiro cromado (velho e enferrujado). O pedevela é um alívio da década de 90, muito feio em oxidação, mas praticamente sem desgaste (acho que o pedevela veio numa trek 850 que tive). Os pedais... nossa, de plástico um pouco judiados. Ainda não procurei por cambios... estou em dúvida sobre o que usar, talvez aplique rapid-fires da época, e se possível o mesmo será feito com os cambios. Ela esta ficando muito boa, mas com aparência depreciada, justamente o que eu queria para ir na padaria descansado. Como esta semana terminou, e não estarei em Porto Alegre no finde, o projeto segue na próxima semana, com certeza de finalização nesta semana que vem.
Estou bastante empolgado com este projeto, pq será o cavalo para o todo momento, em especial... "busca o pão ali pra nós!" O quadro é bem parecido com este abaixo, porém menor...


Foto: encontrada na net
Texto: Roberto Furtado