quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Criticando a "fabricação" Nacional e o País

Existem coisas que devemos dizer, outras que devemos relevar e omitir, mas outras... devem ser criticadas como forma de exigir melhorias. O mercado nacional é representado de verdade por poucas empresas fabricantes de bicicletas. Não é de hoje que não existe nada que preste no mercado nacional, e não é exatamente culpa integral do fabricante, mas também do sistema e do próprio mercado. Somos hoje, representados por duas ou três marcas apenas... as demais não geram volume ou reputação de qualidade para se levar em conta. A caloi, uma tradicional marca, ao meu ver já não é mais a mesma da década de 90, quando vinha comprovando uma ascensão de qualidade. Já na época haviam "problemas" nos projetos se as mesmas fossem comparadas com grandes marcas... e não havia como afirmar a mesma qualidade. Bicicletas desalinhadas, qualidade de solda deixando a desejar. Se houver dúvida, compare a continuidade do cordão de solda de bikes da mesma época, entre uma GT ou Trek e uma Caloi. De lá pra cá, o visual e a geometria adotada mudaram, mas alguns detalhes são percebidos por bikers de maior nível e conhecimento específico. Continuam havendo as diferenças... sinto-me triste quando penso que a maior fábrica nacional, ainda deixa a desejar quando comparamos em nível mundial. E a responsabilidade não é só da empresa, mas também do mercado consumidor que não valoriza o que é bom quando se tenta inserir um novo produto no mercado. Também temos a Sundown que insiste em convencer o consumidor de que é nacional de qualidade, quando sabe-se que a bike praticamente é montada aqui no Brasil... isto não é fabricação, nem tradição em fabricação, mas o consumidor brasileiro por desconhecedor dos fatos, também entra pelo cano. No fim, para fugir de altos valores, o comprador de uma bicicleta acaba caindo na rede brasileira de bicicletas, que é extremamente pobre em qualidade. Pelo menos até esta data seremos obrigados a consumir estes materiais, talvez por falta de preparo e conhecimento de nós mesmos! O curioso é que o próprio país dificulta produzir, carregando arduamente em impostos, de forma que o produto nacional de melhor nível, fique quase tão caro quanto um produto de nível acima, que vem do exterior, e que se paga também por uma marca (de tradição). Por falta de opção, sigo meus instintos nas bikes importadas, com espírito e marca, também importados.
Roberto Furtado