sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Condições adversas... quando a bike sofre!

Um planejamento ou uma decisão imediata, e lá vamos nós ciclistas alucinados para mais uma empreitada ciclística. Olhamos para o céu da janela, pois raramente prestamos atenção na previsão. De encontro a magrela vamos em ritmo de atraso, e gira roda... "deita-se o cabelo" pq o dia curto, e nem sempre suficiente para chegar ao destino pretendido. Normalmente pensamos em condições apropriadas ou inadequadas para um passeio, uma prova, ou de uma viagem, mas poucas vezes pensamos sobre as condições adversas as quais submetemos a querida bicicleta. As vezes uma inofensiva chuva repentina é motivo suficiente para retirar parte da lubrificação da relação, das articulações dos câmbios e dos cabos. É... um passeio na chuva e lá vai o trabalho de manter a bike em ordem. Em uma foto que fiz numa estrada nem tão distante, lembrei e achei perfeita para exemplicar o problema de condições adversas. A estrada é bastante próxima do mar, e vento é quase uma constante no litoral do RS. Sobre o asfalto mal conservado, uma fina areia corre de encontro a bicicleta... misturando areia e lubrificação, formando um abrasivo perfeito para o desgaste acelerado. O mal não é exclusivo do litoral, pois em qualquer estrada de chão batido iremos perceber o assentamento de poeira sobre as peças. Essencialmente sobre as peças com lubrificação, notaremos a junção de poeira e areia... e deve-se isto ao fato que a maior parte dos lubrificantes cria uma aderência perfeita a pequeninas partículas. E o pior é a combinação de ambos o casos... primeiro gruda tudo quanto é sujeira nas peças, e depois vem a chuva que lava a lubrificação eficiente, mantendo seco o interior das peças móveis, mas atribuindo grãos abrasivos com a frequência do giro. É um estrago... Volta e meia aparecem lubrificantes ditos como milagrosos, mas o biker deve ter a qualidade realista e sempre corrigida pela observação de proprietário. Não há milagre se tratando de lubrificação de uma corrente tão "destapada", o tempo e o clima, e suas particularidades, são cruéis a relação da bike. Inevitável é este "engruvinhamento" de sujeiras na corrente, coroas e cassete. Os cambios por se moverem muito menos que a dita relação, possuem menos atritos com estes fragmentos destrutivos. A única certeza que há é de que a bike deve ser conservada e limpa frequentemente, especialmente após passeios sujos (sujos no sentido deste texto, olha a interpretação). Quantos colegas já vi reclamarem de uma corrente folgada precocemente, ou de correntes que subitamente arrebentam durante uma subida ou um sprint inocente. É... a querida relação não mede esforços para nos manter, mas precisa que façamos o mesmo para que isto seja uma constante. Eu até pensei que a melhor alternativa é ter duas correntes para ir alternando, para ir substituindo a cada passeio sujo... tira a corrente, mete ela no molho em um poderoso solvente, enquanto isto, com uma escovinha dentes afogada em solvente, retira-se tudo que puder de areia e poeira do cassete e coroas. Cuidando para não permitir a penetração do solvente dentro do freehub ou do movimento central. Os cambios pedem o mesmo cuidado... e não esqueça de lubrificar tudo. Mete uma corrente nova ou limpa, e a corrente suja fica de molho... depois lava bem ela, seca, e lubrifica. Deixa a corrente no saquinho plástico lubrificada, e leve ela na bolsa da bike nos passeios longos (ou deixa em casa para a próxima limpeza). Outra alternativa? Sim, leva no Tchaka para fazer a limpeza, pq nem sempre temos tempo, paciência ou experiência. rsrsrsrssrs
Cuide de sua bike, ela merece!
Roberto Furtado