quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Alívio na sua subida...

As vezes fico olhando para a bike de um colega que pedala ao meu lado, coisa de biker alucinado, fora da casinha... rsrsrsrs E algo que me chama atenção por muitas vezes é o fato de estarmos em uma cidade que possui diversas subidas íngrimes, onde colegas insistem em usar relação muito pesada. É comum ver bikers usando relação de speed em suas bicicletas... relação de 11-25T no cassete. Imagino que grande diferença faça para este colega se usar uma relação onde a maior é de 34 dentes, como "peão" da foto acima. Existem peças com 34 dentes em todas as linhas da shimano... e acho que pelo menos 30-32 dentes se fazem necessários para pedalar em POA (Porto Alegre para quem é de fora). Uma relação mais leve, e subida menos agressiva é importante para preservar joelhos e articulações envolvidas na pedalada forçada. Imagine que o esforço aumenta consideravelmente para arrebentar correntes gastas, como vi acontecer tempos atrás. Aproveito e lembro que uma corrente gasta tende a se quebrar justamente no momento de maior esforço... a subida ou a pedalada em pé! Não ignoremos o fato, pois é também questão de segurança. Uma oportunidade para agregar mais um detalhe ao tópico de segurança na bike. Já fiz alguns comentários a respeito de segurança, mas este assunto nunca é demais, e vale cada palavra.
Voltando ao assunto do cassete com relação para subida... a tração feita pela corrente tende ao aumento conforme se reduz o diâmetro das relações mais leves. Sendo um forte indício de que esta corrente que trabalha em conjunto com um cassete pesado, desgasta-se precocemente. A durabilidade da bike vai de muitas coisas, de uma boa lubrificação e conjunto de peças, mas também é importante ter um bom ajuste e ter um amigo biker experiente. Forçar a bike longe de casa pode ser quase como chamar o azar para fazer um passeio. Por isto é tão importante saber avaliar a própria bike, observar o desgaste natural da peças, e realizar as manutenções... Ficar na rua pode ser azar, mas também pode ser negligência. É mais fácil ver um ciclista descuidado empenhado, do que ver um ciclista caprichoso... exceto para furos e cortes nos pneus, devido a imprevisibilidade deste tipo de dano.
Logo mais belisco novamente o assunto de relação das bikes, relação de marcha!

Roberto Furtado