domingo, 30 de agosto de 2009

Vento negro...

O vento negro é o temor da terra... o pior pesadelo do ciclista. Imagine estar pedalando em um passeio longo, na estrada, em um Audax, e deparar-se com uma tormenta de grandes proporções. O descampado é o que há de pior...objetos arremessados a grandes velocidades, como o tornado que arrasou Águas Claras e Morro Grande. No dia seguinte a este incidente triste do tempo, passei por lá de carro e presenciei cenas que jamais gostaria de ter visto, especialmente como ciclista. Infelizmente, estava sem máquina fotográfica e não fiz nenhuma foto para lembrar. Duas cenas que vi e que fiquei aterrorizado foram de um pavilhão de metal totalmente destruído, e de muitas folhas de zinco enroladas nos arames das cercas. Impressionante eram estas telhas de zinco enroladas no fio farpado como se fossem fitas. Imagine a velocidade com que vieram...lâminas de zinco em alta velocidade. Cortariam um ser humano com facilidade, como se fosse a faca na mão de Deus. Foi triste e é perigoso demais um episódio destes. O que tranquiliza é que ainda são raros estes fenômenos por aqui. A paz do campo se tornou terror sobre nossa terra gaúcha e querida. Sou amante desta terra, como filho grato pela beleza. Não por governantes, mas pela terra linda que é. Abaixo uma imagem de uma tormenta sobre o mar, apenas para ilustrar a falta da foto que não fiz. E logo abaixo, segue a letra da música Vento Negro, de Fogaça, interpretada por vários bons cantores, como Vitor Ramil, Kleiton e Kledir, tradicionais de nossa terrinha.


Vento Negro

Onde a terra começar
Vento Negro gente eu sou
Onde a terra terminar
Vento negro eu sou

Quem me ouve vai contar
Quero luta, guerra não
Erguer bandeira sem matar
Vento Negro é furacão

Tua vida o tempo
A trilha o sol
Um vento forte se erguerá
Arrastando o que houver no chão

Vento negro, campo afora
Vai correr
Quem vai embora tem que saber
É viração

Dos montes, vales que venci
No coração da mata virgem
Meu canto, eu sei, há de se ouvir
Em todo o meu país

Não creio em paz sem divisão
De tanto amor que eu espalhei
Em cada céu em cada chão
Minha alma lá deixei


Composição: José Alberto Fogaça

Post: Roberto Furtado