quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Um novo mundo... de bike e sustentabilidade.

Os tempos mudaram, na verdade, os tempos sempre mudam... as tendências surgem, e com elas novos artistas e pensadores são formados. Uma combinação da relação tempo e homem, evolução e necessidade. O homem segue seus instintos, e sempre me pergunto aonde esta o limite, se estes podem ter um fim. Definitivamente, o homem corre contra o tempo... é uma corrida estranha. Deve o homem correr na frente, criar suas máscaras e artimanhas para superar seus problemas. Hoje, o homem corre na frente para que sua maneira de coexistir com o planeta, seja uma forma estável e sustentável. Empresas de grande porte investem milhões em novas tecnologias, e usam também este aspecto como marketing para conquistar o consumidor, aumentando vendas de produtos e serviços. Em meio a esta corrida contra o tempo, surgem os ciclistas... exibem sua forma de viver e de habitar um espaço, sustentando sua saúde e coerente interação com o meio. Alguns dirão que assim já fazem a mais de 40 anos, ou que seus avós assim já faziam. E verdade é que de tempos em tempos, alguns conceitos ciclam entre gerações parecendo que o mundo seja realmente redondo. Forma-se a confusão que atrapalha o homem, e depois a mesma turbulência de pensamentos oferece uma solução. Este é fato comprovado na vida de pensadores, bater de frente com o problema e logo mais solucionar. O homem tem feito isto há muito tempo. E hoje, na contagem regressiva de salvar o planeta, vive ele dentro de "aquário", como peixe que esta em água suja. Sim, o planeta esta sujo... a quem portar dúvida, que vá até a boca do arroio dilúvio, aqui em Porto Alegre. Nas histórias de moleque de meu avô, velho que muito amei, havia uma... esta, lembrava ele que tainhas saltavam próximo ao fim do arroio, por volta da década de 20. Hoje, seria mais fácil ver "fezes" saltando sobre as escadarias do dilúvio. Sem receio de ofender nada e nem ninguém, digo, é tanta merda no pobre diluvio, que receio não existir mais água. Do extremo vem a esperança pq muitos se mobilizam com choque. E graças a esta poluição, que hoje presenciamos algumas mudanças, ainda muito graduais e em pequena escala, mas onde há começo, há esperança. Tomara que meu filho, que ainda não nasceu, possa ver as ditas tainhas no dilúvio, como meu avô viu, ainda quando moleque. Para mim, resta a esperança de ser biker e acreditar, tomar minhas pequenas precauções, como usar menos o carro, optar por um combustível e carro menos poluente, dentre outros pequenos detalhes que talvez... talvez, nos salvarão.
Roberto Furtado