sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Gt transeo... híbrida?


A GT foi uma grande marca nos anos 80 e 90, e acabou cercada de mitos e histórias sobre sua extinção. Ironicamente uma "avalanche" de GT's falsas tomou conta dos mercado mundial. Qualquer bicicletaria possuia um quadro GT de aluminum para vender, logicamente falsos, uma vez que a marca não vendia frames separadamente. De qualidade duvidosa, porém de belo acabamento, a falsificação entrou com tudo de forma impiedosa e desonesta. Abalou-se a grande marca. Durante um tempo falou-se de uma ação da grande marca, que teria sido vendida a um novo grupo, e que este exigiu seu direito contra os falsificadores. Com isto, surgiram as derivações... falsificações com uma terceira letra, como , GTS, GTI, GTW, GTK, dentre outras tantas vistas no mercado brasileiro. Com a terceira letra, tornou-se fácil identificar as diferenças entre elas, e na verdade estas deixaram de ser falsificações para meras cópias. Usando o mesmo desenho tradicional da GT, o triplo triângulo, as demais marcas afirmam uma qualidade e conquistam o consumidor, que não pode comprar uma GT legítima, mas compra uma "quase" igual. No fim isto é meio pessoal, e cada um sabe avaliar a qualidade que pretende possuir, bem como outras decisões sobre a própria vida. Falem mal ou falem bem... verdade seja dita que não vi um quadro copiado quebrado, mas já vi alguns bem desalhinhados, como se fossem um erro de gabaritagem, o que é tão grave quanto qualquer outra falta de qualidade.
A GT ressurgiu e se recuperou como grande marca que era, e tem se espalhado novamente com conceitos tão inovadores quanto o próprio "triple triangle" na data do seu surgimento (década de 80).De 2000 para cá, a GT, vem se mostrado uma grande marca e fazendo jus ao nome tradicional de bike esportiva, incluindo seus segmentos extensivos ao lazer. Bikes específicas para cada modalidade, e todas elas possuem uma trunfo sobre outras marcas, mostrando a superioridade tecnológica. Dispositivos como o conhecido I-drive nas bikes full, e baixo peso em diversos modelos, além da geometria extremamente esportiva das road bikes. Estes destaques despertam a atenção para o consumidor da atualidade, muito exigente... pedindo um conjunto de qualidade com valor competitivo. Uma difícil meta para o fabricante, mas que tem atingido muitos ciclistas no momento da decisão. Uma febre atual é a GT transeo... lançada logo depois da GT nomad moderna, vem fazendo admiradores na Europa, e pouco a pouco invade a América Latina. Realmente, trata-se de um projeto bastante específico ao cicloturismo de vias limpas, e é ótima opção para uso urbano. Uma bicicleta muito ágil que se apresenta em 5 versões, sendo as primeiras com freios a discos hidráulicos e suspensão hidráulica com trava de guidão. A GT transeo usa aros 700, explicando um dos motivos de ser tão ágil, porém com pneus de medida 700 x 38, realçando o conforto prometido na geometria. Uma pedida para um Audax, um passeio longo, a jornada de trabalho ou qualquer motivo do cotidiano. A GT transeo é uma bike e tanto, definitivamente, veio para agradar. Resta saber quanto tempo vai levar para haver um importador forte no Brasil. Sim, poucos comerciantes possuem "alguns" modelos... Hoje, a GT esta distante de quase todos no Brasil. É um sonho de bike!

Roberto Furtado