sexta-feira, 10 de julho de 2009

Full suspension - opção de conforto ou esportividade

GT Marathon Elite ano 2009

GT I-DRIVE 1.0 ano 2006

Bicicletas full sugerem (ou assim pensam as pessoas) que foram projetadas para modalidades como downhill ou onde ocorram muitos obstáculos. Enganam-se aqueles que assim pensam. Bikes full, geralmente, são bikes projetadas para possuir amortecimento traseiro, aliviando as pancadas pela diferença de nível ou absorvendo deformidades que o solo apresenta. Pode ser um projeto destinado a all mountain e XC, sem finalidade de receber pancadas, ou então bikes para downhill e free ride. Existem variações especificas, importante é seguir a indicação do fabricante.
Para quem curte um asfalto com conforto, uma bike de all mountain se encaixa legal. Tenho um GT marathon full, e uso somente no asfalto. A diferença entre ela é uma hardtail é grande, sem menosprezar qualquer uma da opções. A full se apresenta muito confortável, ligeiramente mais pesada ao pedalar... mesmo sendo I-Drive (sistema que otimiza a pedalada). Alguns modelos de full, sem qualquer sistema de otimização de pedalada, consomem muita energia em subida e em sprint, fazendo com que as full tenham má fama com relação ao desempenho. Quando se trata de I-drive, não percebo esta diferença, mesmo sem trava no shocks traseiro. O shock traseiro faz diferença de acordo com a qualidade, entra-se na questão do peso e da eficiência do mesmo. Se tratando de boas marcas não devem haver grandes diferenças, particularmente se forem de ar/óleo, pois são suaves e aceitam calibragens variadas de acordo com o peso do biker.
As bikes full tem um perfil interessante quando falamos de pavimento acidentado, pois elas "copiam" as irregularidades, mantendo muita estabilidade onde as demais bikes sofrem pequenos desvios que poderiam ocasioar em perda de controle.
Com certeza, uma full é um brinquedo muito interessante, seja para asfalto ou para modalidades radicais. A parte triste de uma full é o custo, geralmente uma boa bike destas, fica acima de 4 mil reais, incompatível para uma realidade brasileira de árduos impostos.
Roberto Furtado