sábado, 7 de março de 2009

Década de 90 - Nishiki bikes

Houve período que marcou a presença de grandes marcas de bicicleta, se não me engano teve início em 1992. Na década de 90, a maioria das grandes marcas possuiam modelos de cromoly, modelos que vinham equipados com grupos mais simples como os Shimano Altus (A10, A20, C10, C20, etc) até grupos top, como os deore (XT, LX, DX)... e entre estes extremos, haviam os grupos medianos, de nível não profissional, porém de excelente qualidade. Notável já eram as trcas de marchas, bastante macias e precisas, e os grupos... duráveis! Uma das grandes marcas que se dissimiram no Brasil (embora humildemente), foi a Nishiki. A Nishiki apresentava modelos em cromoly... como a Nishiki Manitoba que possuo. Um quadro bem feito, bem soldado, geometria tradicional, porém com medidas bem relacionadas ao estilo do fabricante. Tubos fortes, acabamentos e sistemas de terminações dos tubos bastante comuns na década de 70 e 80.
A Nishiki Manitoba já possuia caixa de direção oversize (caixa de rosca over), gancheiras fortes, suportes para bagageiro e paralamas. Olhando e imaginando a mesma com bagageiro, percebe-se que o modelo seria mais uma bike de uso urbano, para estudantes e trabalhadores, embora houvesse excelente qualidade e possivelmente valor agregado. Não consigo imaginar um quadro destes, com tal geometria e peso, como um quadro esportivo. Talvez em um modelo mais top de linha, que desconheço. Também não poderia comparar a mesma como um quadro de GT Corrado ou GT Karakoram, quadros de cromoly com grupos para competição na mesma década.
Hoje, a Nishiki se mantem em tendências mundiais, ao meu ver. Um passo atrás de marcas que lideram o mercado com suas tecnologias de ponta, e pelo que pude perceber, fabricando quadros de aluminio em ligas tradicionais, sem qualquer trunfo. Talvez esta seja a diferença entre os fabricantes, uns se mantem sempre a frente, e outros são suprimidos, perdendo espaço e empobrecendo o nome. Espero que um dia, fabricantes de boas bikes como a nishiki, voltem a fabricar bikes de cromo com bons grupos (não com "saladas" de componentes como é possível ver na atualidade). Abaixo segue o link do site, bastante pobre por sinal, reforço do que cito:

http://www.nishikibikes.dk/

Roberto Furtado