quarta-feira, 18 de março de 2009

Audax 200 km de Porto Alegre 15/03/2009 Carlos Polesello

Extra, extra, tudo que viram e leram sobre o Audax 200 de Porto Alegre é farsa. É tudo mentira. Só teve duas pessoas que pedalaram os 206 km do Audax de Porto Alegre do dia 15/03/2009. Calma pessoal eu explico. E que os ciclistas Vitor nº 116 e o Rubens nº 106 pedalaram com pinha fixa ! E quem pedala, sabe que pinha fixa tem que estar pedalando o tempo todo, seja na reta, subida (bah...sem cambio) e também na descida, sem a famosa “banguela” para dar um refresco. Se alguém que fez o Audax pela primeira vez e achou difícil, imagina com uma Bike destas. Eu literalmente tô fora. E não é só, o Vitor utilizou até o traje da época com bermuda camisa de tecido e suspensório, não faltou até a meia do Vovô. Tudo isso a bordo de uma Bernardi e o Rubens que foi menos radical com uma não menos nostálgica Peugeot. No trajeto até perguntei ser era um 206, 307, 407 etc... E, ainda mais que os dois completaram a prova com alguns minutos antes de 9:00 horas. Mas também tenho que enaltecer os vários que pedalaram com um pneu da largura de um formula 1. Não esqueço também, aqueles que pedalam no estilo “motor home”, isto é, levam a casa junto. A bike que já não é muito leve fica uns 5 a 6 kilos mais pesada, tamanha é a quantidade de coisas. Vou dar uma idéias para os fabricantes de Bike, lançar uma Bike Sadan com um grande porta malas (eh....eh...). Acho que tinha algumas que no total pesam 20 kilos. As vezes eu fico pensando que o pessoal confunde ciclo turismo com Audax, onde se tem uma certa estrutura e não estamos no meio do nada. Claro que isso vai mudando no decorrer dos eventos realizados, mas ainda tem alguns que preferem assim. Conversando com os mais diversos ciclistas pude verificar que tem gente que leva 4 câmaras – pô se furar quatro vezes o pneu em 200 km - chegue em casa e jogue na sena, você foi premiado. Outros levam ferramentas para transformar a Bike num helicóptero. Mais alguns levaram 4 garrafas cheias de água (será que ele vai tomar banho no caminho). Alguns levam tanta roupa que eu poderia jurar que vão ficar uma semana fora. Claro que diante disso também ouvi comentários do tipo – “quando estava chegando no PC2 nas subidas, a Bike estava muito pesada que quase não subi”. Bem, tirando as observações e brincadeiras que relatei, (sei que ninguém vai se ofender, é apenas descontração, para isso serve um Audax), em regra geral este Audax foi muito bom e a estrada esta boa – é o que acontece quando a estrada é pedagiada – e na parte que não tem pedágio até que está bom. Como opinião pessoal este Audax criou um novo dilema em mim, não sei mais se vale a pena correr o risco de fazer Audax noturno, nos últimos que fiz, presenciei vários tombos e também voltei para casa com enormes ferimentos pela chuva e buracos que não vi. Este para mim é o grande problema. Ou você faz um “linha de faróis” na bike estilo carro de rally ou fica em casa vendo futebol da TV. Agradeço o empenho da organização e o companheirismo dos colegas que pedalaram junto.

Por Carlos Polesello