sexta-feira, 25 de julho de 2014

Refletivos para raios...


Durante uma visita a um lojista amigo, fui apresentado a este interessante acessório. Sempre achei importante a instalação de refletivos sobre a bicicleta, com finalidade única de manter-me mais visível aos veículos no período mais escuro do dia. Estes são pequenos "tubinhos" que possuem material refletivo. Para instalar nos raios (spokes) da bicicleta possuem uma pequena fenda e entram naturalmente. Não é necessário colar ou realizar outra tarefa para manter os mesmos sobre os raios. O formato tem uma pequena tensão que permite a fixação sobre os "spokes". Alguns sobre os raios das rodas dianteira e traseira, e ponto extra para visualização lateral. Eis a grande sacada... já que ciclistas não menos visíveis também na maior dimensão, justamente por ausência de refletivos e sinalizadores. Fica a dica e roda pra frente...
Agradecimentos ao comércio Dudu Bike Shop pelo fornecimento do material para teste e avaliação. 

Imagem da semana?

RS-244, 2014. Roberto Furtado / Bikes do Andarilho.com
Sinceramente, sempre fui meio contra estas afirmações da "foto do dia" ou "imagem da semana". Acho que fotografia é algo eterno, deve ser publicada em qualquer sem definição de tempo sobre a utilização. De onde saiu isto... foto do dia? Fotografia colorida ou branco em preto são registros temporais de um momento passado. Fotografia sempre é do passado... fez, é de um minuto atrás, passado! Parece tão óbvio, mas muitas pessoas gostam de colocar fotos novas ou velhas como novidades da "semana" ou do "dia". Fotografia não cai de moda... ela tem sempre um objetivo e mensagem. Em 40 anos, se ainda estivermos aqui... olharemos para esta foto e lembraremos de um feito. O dia em que ciclistas percorreram 400 km derrubando o tempo minuto por minuto... e a foto, ela é uma fração mínima deste tempo. Ela representa apenas 1/1000 de um segundo, mas também representa a eternidade. Agradecimentos a Sociedade Audax de Ciclismo pela longa estrada da oportunidade, por talvez 5 ou 6 anos de exercício de função que garante a eternização de histórias.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Bicicletas, pessoas e o sistema

Bairro Teresópolis, 2014.
Bicicletas para pessoas... o que é o sistema da bicicleta? Quem me acompanha e também a Revista Bicicleta, já percebeu que temos uma afinidade em comum. 
A abordagem principal é a bicicleta de toda natureza humana, mas o que é a bicicleta de verdade? Já estive presente em mais de 200 eventos da bicicleta, fora as pautas relativas a Revista Bicicleta e as abordagens do Bikes do Andarilho, estive com amigos e colegas registrando mais de 200 eventos esportivos. De relevância estadual (RS), incluindo também brasileiros e até mesmo internacionais, aqui e fora, foram eventos que descrevo como promotores de interação humana. Contudo, a bicicleta não é feita somente de competições... isto representa apenas uma face pequena da magrela de rodas raiadas. Em cada forma e proposta da bicicleta, reside um perfil quase exclusivo do exercício cidadão de ser ciclista e vivente das ruas brasileiras. Nos Audax, podemos ver que as relações são universais... se os ciclistas são de Porto Alegre ou de alguma cidade da França, as expectativas são as mesmas. Eles querem atravessar o mundo sobre a bicicleta com intuito de crescer! A jornada espiritual é um termo encarcerado no ciclismo da longa distância, torna-se inevitável relacionar o bem estar e propósito de crescimento interior quando o assunto é bicicleta e grande distância. O autor deste objetivo sabe muito bem o que ele busca, e longe disto esta qualquer intenção exibicionista ou outra que poderia ser julgada como egoísta. Contudo, nem é justo dizer que aquele que participa de competições estaria preocupado apenas consigo mesmo... ora, ele quer é pedalar, e competir esta no sangue em uma saudável face da bicicleta. Quem somos nós para julgar? Estes seriam menos ou mais importantes que aqueles que trafegam diariamente nas ruas para ir e vir do trabalho? Por meio da bicicleta, ir e vir, garante um significado pregado no cotidiano. É importante a bicicleta como veículo sustentável? Sem dúvidas... quem faz os números de venda que mantem e incentiva o sistema comercial? Ao meu ver, ciclistas do cotidiano, num todo, contribuem fortemente para o crescimento da economia e respeito da bicicleta. Se a bicicleta tem 50 anos ou apenas um mês, pouco importa. A bicicleta nas ruas prova que é relevante, que faz parte do sistema. O mercado mantem a bicicleta? Não... o mercado se mantem da bicicleta! Quem mantem as empresas funcionando, meu trabalho, a Revista Bicicleta, as fábricas, importadoras e um grande número de profissionais é o uso da bicicleta por pessoas que realmente realizam um trabalho de grão em grão em favor da bicicleta. Quem vai ao trabalho ou ao supermercado por meio da bicicleta, alimenta o sistema em dois momentos. Um quando compra e consome peças... e outro quando se torna uma vitrine móvel que desloca-se elegantemente pelas ruas. Há melhor propaganda que um cidadão sorridente sobre uma bicicleta?
Nas ruas de Porto Alegre, muitas bicicletas circulam... outro dia, o amigo Fabio Lazzarotto, disse-me: 

"Cara, alguns anos atrás a gente conhecia todo mundo que andava de bicicleta em Porto Alegre, agora tá cheio de ciclista e praticamente não conhecemos nenhum deles!"

Isto, descreve uma situação importante... esta se renovando diariamente a safra de ciclistas, também crescendo. O crescimento é exponencial! Dois ciclistas geram mais 2 ciclistas cada... em alguns anos, seremos milhares somente nesta capital. Não há limites para este sistema... ele parece estar roubando a cena dos automóveis aos poucos. Na medida em que as pessoas percebem que o transporte público pode ser deixado de lado em muitos casos e que o automóvel é um grande vilão por parte do estresse brasileiro de muitos tipos, encontra-se a "magrinha de rodados" um espaço cativado pelo sorriso. Pedalar traz sorrisos... não acredita? Duvida mesmo? Então pega uma bicicleta emprestada e vai até a padaria!

The photography... of post!
A imagem ao alto é da Giant Sedona, bicicleta com 20 anos de idade que tenho abordado por algumas oportunidades neste bloguito. O cenário é da Avenida Teresópolis, esquina com Avenida Belém, no Bairro Teresópolis. Neste bairro, apesar de muitas subidas fora deste eixo principal, ocorre a circulação de muitas bicicletas. Um dia, espero fotografar este mesmo trecho da via com dezenas ou centenas de bicicletas circulando e, então saberei que tudo que fiz como jornalista e como ciclista, reverteu-se em uma melhoria para todos. 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Bikers on the road... 400 km para refletir e crescer!

Rodovia RS-244, 2014.
Pra não dizer que é impossível, diria quase... colocar-se no lugar de alguém que realiza uma tarefa impensada por muitos é uma situação montada em suposições. Algumas partes destas histórias são imperdíveis, como a expressão dos familiares quando um ciclista diz que vai percorrer 400 km atravessando a noite e o relógio contra o tempo e o sono. De maneira geral, os ciclistas conseguem convencer os familiares que esta é uma "proeza" necessária. Também acho que é... uma estrada infinita é uma ferramenta de rara oportunidade em meio a trabalhos, estudos e cotidiano. Não há ciclista no mundo que possa dizer que ainda é a mesma pessoa depois de percorrer um longo trajeto, pois a reflexão domina o tempo quase que integral do aventureiro.Na espera estão pais, filhos, namoradas, famílias inteiras... É como se alguém entrasse para um universo paralelo com prazo definido para voltar. E aliás, seria isto estranho pq difere do cotidiano da maioria? Afinal, estamos falando de 90 ciclistas que deixaram seus afazeres de mortais para realizar um bravo experimento. É inevitável o crescimento interior de quem vive! Há muitas formas de pensar sobre uma experiência como esta... mas o que não dá pra fazer é colocar-se no lugar de quem faz, sem nunca ter feito! Ciclistas na estrada é um prato cheio para fotógrafos... é uma pintura! É uma janela do tempo que se abre e tira vc da realidade urbana. É algo único.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Audax 400 km da Sociedade Audax de Ciclismo 2014

Imagens dos 400 km da SAC, 2014. Fotografia: Roberto Furtado
Algumas vezes é possível presenciar a superação humana diante o cenário e clima da natureza. Este Audax 400 km foi mais uma boa oportunidade de refletir e testar-se. Quem acompanhou os ciclistas na estrada certamente merece uma medalha, já que os participantes mereceram e receberam as tais medalhas e certificados. Falamos de um dia frio, de serração, atravessando a noite quando a maioria dos mortais estaria sob as cobertas quentes. 
Três e trinta da madrugada... meu despertador toca. Penso que não acredito estar levantando a esta hora no domingo... mas logo me lembro dos ciclistas e percebo que cada "gota" de sacrifício vale cada foto que poderemos fazer. Não dá pra deixar passar em branco... Levanto, tomo o café e roda na estrada. Depois depois de uma hora e meia encontro os primeiros ciclistas no breu da noite, próximos do vale verde. Foto noturna não é algo que um fotógrafo gostaria de de fazer, mas se precisa pra comprovar, dá-se um jeito. Em alguns trechos, ainda tem grande quantidade de serração, em algumas fotos dá pra ver que os ciclistas estão mergulhados na névoa que insiste em ficar mesmo com a aparição do sol. 
O sucesso foi da maioria... aliás, chamar de fracasso a não conclusão de um evento de superação pessoal é algo que os conhecedores jamais fariam. Os imprevistos mecânicos existem, os fantasmas da conquista, também! Se há algo difícil de concluir, este algo é um Audax de trajeto noturno e baixas temperaturas. Para mim, para os acompanhantes e voluntários, todos são vitoriosos. Coragem é um prêmio absoluto que não aprende, não se mede, não se avalia de forma alguma... conclusão é uma "oficialização" destes atributos. Será mais importante tentar e com isto ser possuidor de uma coragem especial, ou conseguir sem esforço? O que valoriza o mérito, ao me olhar de crítica, é o fato de um cidadão sonhar, arriscar-se, provar pra si mesmo que ele não teme a noite, frio ou angústias! Ter a intenção de derrubar um gigante, olhando-o nos olhos, e percebendo que ele tem 400 km, pode ser um ato de heroísmo, de loucura para alguns. Se sanidade significa assistir televisão, certamente haverá muitos loucos pela estrada... felizmente! 
Nosso abraço aos ciclistas... quem somos? Somos acompanhantes dos ciclistas, somos familiares, somos voluntários, profissionais envolvidos, somos quem acreditou no sonho de cada pedalada. E que venham novos abraços, novos sorrisos, novos gigantes, pq quem acredita, muitas vezes, consegue!