terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Algo muito bom... a bicicleta?

Imagem meramente ilustrativa. Downhill de Rolante, 2014. Foto: Roberto Furtado / FGC

Acordamos cedo pra nos reunir... são muitas as questões sobre o esporte, sobre a bicicleta. Nos motivamos pelo esporte, pelos princípios, por ideais! Pode ser...
Durante e após as provas a gente percebe algo muito interessante que não vê na maioria das competições. Nós observamos a postura de "concorrentes" lado a lado, em perfeito sincronismo da amizade. Isto é sabedoria... é preciso muita sabedoria para separar os posicionamentos dos valores verdadeiros. Por muito tempo pensei que isto era a bicicleta, talvez a própria modalidade esportiva, mas hoje vejo que são as pessoas. O downhill é uma das poucas modalidade esportivas em que presenciei isto. Eu vejo poucos esportes competitivos com este comportamento dos atletas. E eu fico muito orgulhoso por presenciar esta realidade. Há algo muito bom na bicicleta, em todas as modalidades e principalmente na bicicleta da mobilidade, mas no que diz respeito a competição, isto é uma raridade.  O que há de bom são as pessoas... 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Campeonato Gaúcho de Downhill - A última etapa de 2014

Foto: Roberto Furtado / FGC
      O ano passou mais rápido que os anteriores... os meninos de ontem, cresceram, estavam maiores. 
Os meninos grandes, de todas as idades, estavam iguais, alguns novos apareceram, outros aparecerão amanhã. O final do campeonato gaúcho de downhill teve fortes emoções, teve muitos tombos, quase todos sem maiores gravidade... alguns ficarão de molho alguns dias, mas apenas isto. A etapa foi um sucesso. Ontem, disse ao amigo Clécio Bissolotti... " ficar perto desta gurizada é a própria fonte da juventude!"
Adoramos, todos, pais, amigos, colaboradores... adoramos os sorrisos, a emoção da superação, a descida rápida que traz felicidade. Quem não gosta de ver gente feliz? Eternizar esta galera é genial... é sempre muito bom estar entre vcs. Lamento tanto que este bonito esporte não tenha mais atenção da mídia, do público e do governo brasileiro, pq lá fora isto é um espetáculo que não tem preço! Se todos pudessem ver a diferença no valor do downhill na terra do MTB, muitas coisas seriam diferentes. Na califórnia, na Interbike, em todo EUA, há indícios de todo tipo que descrevem o valor da bicicleta, seja ela de forma esportiva, seja recreativa ou funcional. Há motivos de sobra para apostar no esporte, na bicicleta. 
A última etapa do CGDH foi tudo isto e muito mais... foi uma oportunidade de reflexão, sobre cair e levantar, sobre quanto devemos acreditar em 2015. Nossas vidas profissionais, nossos sonhos, família e momento de lazer são o alimento da alma. E quem não tem sonhos? Ora, todos temos... vos digo o básico pq muitas vezes esquecemos! O dia de corrida é o sonho destes guris... sonho estampado nos olhos de cada um. Quem desceu menos rápido, frustrou-se, quem caiu, mais ainda... mas eu lembro todos vcs de que a vida é o maior dos presentes e emocionar-se é uma dádiva. Sintam os momentos com o coração, pois o tempo passa e não volta. Quantos amigos, amores, familiares se foram? Pois então, façamos valer cada esforço de quem amamos... sejamos muito felizes! Desejo que cada um pense um pouquinho neste final de ano, e que desta reflexão venha acertos fantásticos para um novo ano. Que o próximo ano seja um ano de mudança para muitos outros que virão!
Um abraço e roda pra frente

Do amigo Andarilho

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Novo Pier Inaugurado... da zona sul pega a bike e vai pra Guaíba!

Pier Barra Shopping, Porto Alegre, 2014.
    Estava em dúvida sobre onde deveria fazer esta postagem e abordagem... pois o assunto poderia ser para o Diário do Andarilho que tem foco diferente e diversificado. No entanto, aqui vai tudo com assunto da bike... e a embarcação da Catsul tem toda relação com bicicletas. As embarcações possuem estrutura para receber a bicicleta. Sei que existe um regulamento para transportar bicicletas, mas não estou apto a abordar pq desconheço este regulamento. Imagino e lembro algo que diz ser muito mais flexível que o trem que liga Porto Alegre a região metropolitana até Novo Hamburgo. No caso do Catsul, outra proposta, direção para Guaíba. Confesso que fiquei muito animado com esta proposta, até mais que o trem!
Esta imagens fiz por acaso, passava por ali, no ofício de repórter fotográfico garimpeiro... aquele que circula a cidade pescando algo nas "horas vagas". E me deparei com o fim da inauguração. 
  Quando inaugurou o transporte, alguns anos atrás, fiz oficialmente para empresa. Teve tudo no contexto... até o governador Tarso Genro encontrava-se no local. E lembro que na data, tive dúvidas se aquela proposta iria pra frente, pois parecia meio surreal as pessoas usarem o catamarã para fazer a travessia, mas vejo que deu muito certo. Há muitas pessoas interessadas no transporte, estão também investindo em novas estruturas, novas paradas. É fato que funciona... e bem verdade que por motivos simples, trata-se de uma proposta privada. Onde há o dedo do segmento privatizado, parece que a coisa anda muito melhor. Tento ainda entender os motivos, mas talvez nem deva pensar muito a respeito. Vou pensar apenas na questão da bicicleta...

Roberto Furtado

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Final de semana tem última etapa do CGDH


Neste final de semana rola a última etapa do campeonato gaúcho de downhill. A prova acontece em Rolante. A Federação Gaúcha de Ciclismo e os participantes festejam o encerramento do campeonato da modalidade em grande estilo. Pista quente para os atletas! Os favoritos são sempre os mesmos, mas meninos voadores não são poucos! A chance sempre esta lançada quando se começa a tomada de tempo. A última prova teve conquista de Maicon Zottis, que aparece na esquerda com o pneu furado na pista de Carlos Barbosa e lidera o campeonato gaúcho. A direita esta Lucas Bertol que deverá lutar pra manter a segunda colocação do campeonato. Bertol, após a etapa anterior, passou Daniel Gayeski que ocupava a segunda posição até o momento.
De título para diversão, podemos dizer que o público espera mesmo um grande dia de tempos batidos a cada descida. Os meninos voadores provarão que a montanha não vence, quem vence sempre é o esporte! Comparece... não perde esta! É pura adrenalina! Nos dias 13 e 14 de dezembro acontece o espetáculo! O Bikes do Andarilho, mais uma vez, estará com vc!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Projeto Pescar... meninos da bicicleta!


De braços cruzados a sociedade não vai mudar nada. Foi justamente pensando nisto que Everson Ribas, conhecido na Zona Sul de Porto Alegre como Dudu Bike, aceitou o desafio de participar no Projeto Pescar. A iniciativa e o convite foram feitos por Alexsandra Alfonso, que hoje não está junto deste projeto, mas que sente muito orgulho dos rapazes e do bom andamento do conjunto. A ideia consiste em treinar e capacitar jovens para o mercado de trabalho. Neste caso, a grande maioria dos participantes tem idade entre 16 e 18 anos, são internos da FASE (Fundação de Atendimento Sócio- Educativo), cumprem pena socioeducativa por determinação judicial. Meninos que optaram por um rumo equivocado, ingressaram nos problemas da sociedade, mas que têm chance de ter uma vida digna.
Adriana Tavares, pedagoga e atual orientadora dos garotos, conta que muitos deles têm uma realidade difícil, contudo, os participantes do projeto acreditam e trabalham por uma mudança. “Estão aqui por algum deslize comportamental, as pessoas não os querem nas ruas. Aqui oferecemos um tempo para que eles possam pensar e aprender! A intenção é que eles tenham uma atividade promissora e honesta ao saírem do sistema, para que desta forma sejam reintegrados ao convívio social.”
Everson se vê como cidadão construindo um efeito em favor das mudanças que todos desejam, mas que poucos alimentam. “Capacitando os meninos, eles poderão exercer uma atividade que lhes dará dignidade e que pode render um sustento! É uma forma de gerar um mundo mais justo e seguro para todos. Quais são as expectativas destes garotos?”, completa Everson, que vai ao encontro dos garotos toda segunda e quarta pela manhã. Com disposição, ele ensina montagem e desmontagem, limpeza de peças que apresentam corrosão, montagem e centragem de rodas, conserto de pneus, alternativas na recuperação de uma bicicleta. Todo processo, objetivando a reparação com o menor custo. 
Paulinho*, um dos internos que passou no processo de seleção para participar do projeto, disse: “me envolvi com outros, foram más influências para mim. Usei drogas, me envolvi porque eu quis, acabei na pior. O aprendizado aqui é uma chance que tenho para pensar na solução disto!”
Outro interno, Pedro*, atento na atividade que fazia enquanto era entrevistado, esboçava felicidade porque fazia algo de que gostava. “Quando sair daqui, vou trabalhar numa oficina de bicicletas que tem perto da minha casa. Ajudarei minha mãe e meu irmão de oito anos. Meu padrasto esteve preso, agora estou aqui. O crime não está com nada, é sofrimento para todo mundo”. Era possível perceber um sentimento de culpa, e talvez este seja o primeiro passo para reingressar na vida social com novos horizontes.
Muitas vezes o sistema induz os garotos ao erro, e um dos motivos é a falta de referência. Com esta falha da atenção paternal, surge a oportunidade da influência do meio e do convívio. Everson diz que os jovens sempre estão sobre uma influência... Se esta influência for boa, o resultado será bom; de outra maneira, se ela for ruim, o resultado será negativo. O ministrante da oficina incentiva os alunos, chama a atenção deles para que acreditem em uma nova vida, pois eles podem fazer e merecem esta vida. “O que passou já foi, agora a gente vai construir um futuro. Vamos nos focar neste trabalho”, diz o professor Everson, incentivando seus alunos.
Alexsandra, orientadora e articuladora da primeira turma do projeto realizado na FASE, descreve uma trajetória de dificuldade para iniciar trabalhos deste porte e relevância social. Tais dificuldades são relacionadas às mudanças que precisam ser feitas e a desinteresses políticos. Outra dificuldade é reunir voluntários capazes de participar do projeto. “É preciso convencer as pessoas participantes de que elas podem cumprir um papel importante, e que não devem desistir. Eu acredito nos garotos! Digo a eles que fizeram uma curva em algum lugar do caminho que deveriam ter seguido, e que agora devem retornar para a estrada correta”. A iniciadora do projeto, Alexsandra, comemora o progresso dos meninos. “De novembro de 2012 para este momento, a evolução foi grande. Deve-se isto à estrutura que oferecemos e ao quanto nos dedicamos”, falando de todo conjunto de envolvidos e dos próprios internos do projeto. 
A bicicleta deve ser observada para que o mundo possa realizar as escolhas que favoreçam a sociedade. A bicicleta pode mudar o mundo por um perfil especial em aproximar as pessoas. A personalidade nos indica um caminho durante a formação como cidadãos e a bicicleta é o elo, independente de escolhas. Existe alguma influência permissiva da bicicleta para com toda pessoa que se interessa por ela. As pessoas sentem-se mais felizes, com isto tornam-se mais tolerantes e as portas se abrem. Nós, cidadãos, ligados à bicicleta ou não, temos a obrigação de ver esperança, de alimentar a aceitação dos garotos ao convívio social. Eles são muito capazes, andar nesta estrada é difícil, mas eles estão se saindo bem. Se pudermos contribuir para que o caminho seja de menos obstáculos, então todos nós poderemos desfrutar do mundo que desejamos. É uma questão humanitária que conta com a bicicleta, e isto ela pode oferecer.
A Revista Bicicleta acredita na reintegração social dos garotos do projeto. 
* Os nomes dos internos foram substituídos por completo para preservação de integridade dos mesmos.
Texto e Fotos: Roberto Furtado / Revista Bicicleta 

Gancheira é pauta na edição de dezembro da Revista Bicicleta

Foto: Roberto Furtado
      Na edição de dezembro de 2014 teremos uma pauta de tecnologia sobre gancheiras. O componente que é uma extensão do quadro (frame) garante a integridade do quadro em casos de acidentes. É a gancheira que ao quebrar protege o quadro. Antes do surgimento da gancheira removível para quadros de alumínio, carbono e demais frames tecnológicos, o dano era localizado na peça integrada que fazia parte do frame. Com o surgimento da gancheira removível, a solução tornou-se simples... quebrou a gancheira, troca-se!
      A gancheira é uma peça de alumínio, confeccionada em alumínio tecnológico, de ligas variadas, em sua melhor forma é produzida através de usinagem tipo CNC. O sistema CNC é basicamente uma "copiadora", faz peças perfeitamente idênticas. A fresadora é comandada por um sistema que recebe cotas (coordenadas em três dimensões) e as transfere para um bloco de alumínio. Após este processo, a gancheira pode receber polimento, anodização ou pintura, ficando com o aspecto final que conhecemos junto das bicicletas. Na imagem* ao lado, a gancheira é caracterizada por fixar o cambio ao quadro, aparece em cor de alumínio anodizado. A Bike Village esta fornecendo gancheiras especiais, de alta qualidade, usinadas em alumínio tecnológico 7075, para bicicletas de downhill, freeride e enduro. Agradecimentos especiais a Bike Village pelo apoio de pauta. Acompanhamos a pauta desde o surgimento da gancheira na fresadora CNC na cidade de Caxias do Sul e a transformamos em informação para que vc saiba como surge uma gancheira de qualidade. 

Texto e Foto: Roberto Furtado

*direitos autoriais reservados.