terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

10 anos e paramos por aqui?


Devo uma explicação? Bem, acho que não... mas darei, pois se trata de responsabilidade com os leitores do blog. O Bikes do Andarilho esta quieto. Depois de 10 anos, ele adormece como jamais viram os frequentadores. Foram algumas centenas de eventos, milhares de imagens, quase duas mil postagens, certamente que uns 1200 textos de todos os tamanhos. Trabalho e seguirei trabalhando no mercado da bicicleta, de forma mais discreta, menos intenso, possivelmente com a qualidade da maturidade que somei nos últimos anos da bicicleta profissional. O blog vai ficar lá... vou manter ele no ar, pela história, pelas amizades, etc. O livro tá em promessa ainda não entregue, assim como outros projetos, mas tenha tempo para tudo. Parece que não sou muito bom pra lidar com o tempo, talvez seja melhor com palavras e imagens. Enfim, todo ciclo começa e termina, ainda não sei se isto será definitivo, mas penso que é hora de me dedicar para novos projetos que se posicionam em frente aos meus olhos. A gratidão que tenho por tantos é indescritível! Eu cheguei bem longe com este lance de fotografar bicicletas... nacionalmente, e experimentei trabalhos internacionais. Foi bala... top mesmo! Volta e meia irei para os bordos da pista, onde treinei meus olhos como poucos fotojornalistas puderam. Os cliques sem olhar pela câmera, a velocidade, efeitos, percentuais pequenos de descarte... olha, foi uma excelente escola. Me deixa emocionado o fato de parecer despedida, mas não é... é apenas um remodelar da minha estrada. Quem cruzou por mim e gritou: "Betooooo" ou "Andarilhooooooo", certamente tá impresso no meu coração. Os meninos voam nas ruas, nas pistas, nas ladeiras... num lugar onde não existe velhice, todo mundo é guri em cima de uma bicicleta. Ficam os ensinamentos e o carinho, num dos muitos exemplos de "Gentileza, gera gentileza!". Poderia citar muitos nomes, mas tenho muito medo de ser injusto esquecendo alguem. Meu bj grande, abraço apertado e até mais ver.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Audax 200 km do Vinho - Sociedade Audax de Ciclismo





















As coisas andam meio paradas aqui no Bikes do Andarilho... mas eu tenho trabalhado bastante. Já tem algum tempo desde que fiz a última postagem, mas isto não diminui em nada o amor pela bicicleta e tampouco a admiração que tenho por estes caras aí. Já fiz isto centenas de vezes... fotografei os ciclistas, acompanhei todo trajeto até a chegada dos primeiros, do primeiro pelotão. 
Eles foram bem rápido... fizeram em pouco mais que  horas os 200 km. Nada mal... nem necessário, pois estamos falando de superação e não competição. Preciso sempre frisar isto para quem chega por último aqui nestas bandas... audax é prova de superação pessoal. Entre o primeiro e o último há apenas uma diferença... o nome de cada um! Todos são únicos para nós! Ponto final!
Esta prova foi importante para nós, ligados a SAC. A Sociedade Audax de Ciclismo completou 10 anos e assim estamos produzindo um material para documentar. Publicaremos um material para homenagear aos ciclistas, colaboradores, apoiadores, etc. É uma marca importante da longa distância... e rumo ao infinito nós vamos. 
Deixarei de muita conversa e vou logo publicando o link com as mais de 1000 imagens... fico feliz por estar presente neste momento. Meus parabéns aos amigos, aos que se superaram! 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Longe é um lugar que não existe... 600 km da Sociedade Audax de Ciclismo!












Se longe é um lugar que existe... fica difícil de acreditar nele! Gostaria de ser como estes caras aí que percorreram 600 km neste último final de semana. No subir e descer de colinas das estradas sinuosas do Rio Grande do Sul... eles enfrentaram o calor estranho para época do ano, sol de cima derrete! Sol de meia tarde, também... e parece que no meio da manhã já era assim, não importando se era clima de serra. Se a condição é a que existe... bom, nela eles foram, alguns, nem bola davam, outros reclamavam, mas seguiam! A premissa não mudou para quase nenhum... quando eles chegam aqui, numa proposta de "catalogar" as paisagens de 600 km, certamente já trabalharam a mente para dar uma rasteira em qualquer obstáculo. Gigante... quente ou frio, vencido foi o monstro!
Alguns buscam pensamentos para iluminar o caminho, destes, parte se convence de que a vida vai apenas passar, a outra vai a luta para ver o que pode ser feito para dar significado na estrada da vida... se a estrada de uma prova se parece com a estrada da nossa passagem por aqui, não sei! Me parece que cada um vai buscando seus amontoados de pensamentos para que talvez sejam respondidas perguntas que não podem ser... os amigos, os amores, os feitos, a superação, tudo isto me parece uma justificativa válida para movimentar um coração. Quem acredita, geralmente consegue... quem desiste, evidentemente, não! Saber o lugar ao qual pertencemos é uma projeção de fases... neste momento, alguns destes ciclistas, estão construindo suas histórias, sua cultura, sua fé, sua fortaleza interna! Tenho certeza que muitos saem de suas experiências, como um BRM 600, com a nova visão... tal e qual a paternidade, vitória de vida, escolaridade ou qualquer outro grande desafio que nos faça pensar. Quem pensa... cresce! Quem percorre 600 km, pensa muito! Você duvida de que estes 600 km não são transformadores na vida destes loucos? Eu aposto em duas coisas... que isto é revolucionário sobre a vida deles, dos envolvidos! A outra questão é que... tenho certeza de que são loucos, pois se fossem normais, estariam fazendo como a maioria, assistindo televisão e deixando a vida passar. Felizmente, não é sadio ser normal... talvez, a atribuição desta loucura seja o que faça a vida muito melhor, que sejam, estes, todos loucos e que a vida faça sentido do jeito que cada um quiser. O mundo é livre, "longe é um lugar que não existe", e se sou louco... não é da tua conta! ;) Roda pra frente...

terça-feira, 22 de agosto de 2017

6º Down Hill Urbano de Carlos Barbosa - DHU de CB 2017






        Aconteceu nos dias 19 e 20 de agosto a 6ª edição do Down Hill Urbano de Carlos Barbosa. A edição de 2017 reuniu 130 pilotos do sul do Brasil... incluindo campeões de destaque nacional e internacional. Entrando para as provas mais lembradas pela galera do DH, o Urbano de Carlos Barbosa apresenta, mais uma vez,  melhorias e alterações com objetivo de tornar-se mais atrativa. As dificuldades encontradas para traçar o trajeto de prova dentro de uma cidade são sempre muito bem resolvidas pela equipe e pelos idealizadores.... e a prefeitura e os moradores, de forma geral, colaboram para que o espetáculo seja um convite irrecusável para quem chega na encantadora Carlos Barbosa. Uma cidade limpa, bonita, com o friozinho da serra, acolhedora com gente bonita e educada! Um belo exemplo de como fazer o esporte dar certo... e mais, de cativar a juventude para o esporte! Durante as seis edições, estive presente, e me pergunto um motivo para grandes cidades não seguirem o exemplo... e só consigo imaginar que esta galera de Carlos Barbosa se destaca pela união, pela competência, pela determinação, pelos valores! O orçamento é apertado, o tempo é curto, mas a vontade é enorme! As meninas, amigas e namoradas dos envolvidos... as mães, tias, mulheres de fibra ajudando no evento. É raro ver isto... nos dias de hoje, nas outras cidades, em tempos tão complicados da corrida pelo dinheiro e poder. Lá... lá as coisas acontecem! Medalha de ouro para quem meteu a mão na massa... saiu do forno, mais um belo evento! Que venha 2018!



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

6º DHU de Carlos Barbosa (2017)


    A cidade de Carlos Barbosa esta na contagem regressiva para sediar a sexta edição do maior DHU do sul do Brasil. Consolidado por edições de sucesso, o tradicional evento promete reunir mais de uma centena de grandes pilotos do RS, SC e talvez de outros estados. Pilotos de destaque, como campeões brasileiros, destaques em provas internacionais, estarão presentes e farão da prova o espetáculo que todos conhecem.

   O DHU de CB 2017 conta com melhorias significativas, algumas surpresas partindo das escadarias do hospital da cidade, cruzando ruas e avenidas, passando por cima de prédios e ofertando saltos com mais de 5 metros distantes do chão. Quem puder assistir, vá! O espetáculo é anual, único e atrai grande público. Os ciclistas de Carlos Barbosa, em conjunto com a Federação Gaúcha de Ciclismo e apoiadores, prometem um dia de entretenimento para não ser esquecido. A velocidade... uma pista onde os mais rápidos levam cerca de um minuto para completar o trajeto, cheio de obstáculos e desafios. É inacreditável... compareça! É diversão garantida! A Revista Bicicleta estará presente. Haverá cobertura fotográfica e reportagem completa.
Para maiores informações, acesse o FB do evento. 
FB/DHUCarlosBarbosa/

Veja os últimos eventos anteriores:

DHU de Carlos Barbosa 2014 (terceira edição)

DHU de Carlos Barbosa 2015 (quarta edição)

DHU de Carlos Barbosa 2016 (quinta edição)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

400 km pra refletir... mais que isto, para superar!











        O brevet 400 km da Sociedade Audax de Ciclismo aconteceu nos dias 8 e 9 de julho de 2017. No dia 08, sábado, estive com eles para registrar alguns momentos do trajeto entre Taquara e Santo Antônio da Patrulha. A RS-471, se apresenta uma ótima rodovia para ciclistas, com bons cenários e acostamento relativamente bom em quase todos os trechos. Depois desta prova, com alguns novatos em 400 km, temos um novo grupo de ciclistas de longa distância.

Superar... lá vamos nós!

Não posso deixar de pensar em certas coisas... e estou lutando para superar alguns pensamentos, da mesma forma que estes meus amigos, ciclistas da longa distância. Cada um faz a vida do jeito que sabe, pode, acredita... eu, me tornei um superador de obstáculos quando passei por situações críticas. A morte do meu avô, por afogamento, como já contei uma vez em um dos meus textos do Diário do Andarilho, outro blog que mantenho e que não tem ligação com a bicicleta. Em 2011, caí numa prova de voluntário... na parceria de Ricardo Fabrício, superei 130 km do audax 200km e a luxação de clavícula, tipo três, que me tirou da bicicleta por um ano. Eu superei... pedalei 130 km arrebentado, motivado por um audax 300 km que havia ficado entalado na garganta por ter feito 220 km e então ter desistido por dores no joelho direito. Nós perdemos um ciclista numa prova... não tem cicatriz que se esconda quando perdemos um de nós, mesmo que não fosse meu amigo pessoal! Eu sabia que ele era amigo de amigos, um dos nossos, pai de família e, um representante da longa estrada. Não dá pra engolir sem engasgar... mas vamos superar! Pensei em desistir... deixar de fotografar as provas. Ninki não deixou... minha terapeuta, me incentivou a enfrentar. É duro... muito! A simbologia da perda, em alguns momentos, parece maior que qualquer causa... mas eu acho que se Renato pudesse responder, teria se decepcionado comigo quando pensei em desistir. Então, levantei da cadeira, empunhei a câmera com força e fui pra estrada pra clicar meus ídolos. Cada dia que passa... amo mais estes caras, homens, mulheres, de todas as idades, que devoram km e pregam seu esporte como se fosse uma causa... e é uma causa! Uma causa de paz! A violência esta ao volante... assassino potencial é o motorista e o herói desta história, vivo ou morto, é e sempre será o ciclista. Motorista que respeita distância regulamentar, que usa o bom entendimento para conduzir o automóvel perto de pedestres e ciclistas é o herói que pode ter sido gerado pela bicicleta. Pode... talvez! Não esqueçamos que toda causa e ação é contagiante quando bem intencionada! Eu acredito, por mim, pelos ciclistas, por Renato, por todos que se foram e por todos que continuam tentando mudar o mundo. Não vamos desistir de acreditar! Roda pra frente... Imagens no link abaixo.