quarta-feira, 20 de maio de 2015

No espírito das cargueiras...

          Estamos estudando fortemente as cargueiras... muito embora, muitos sites e blogs brasileiros sejam indiferentes a este tema, existe uma importância grande sobre este assunto. Recentemente, nas últimas feiras, se percebe um empenho forte da indústria para este mercado. Em Las Vegas, no ano de 2014, havia dezenas de modelos do tipo cargo... com opções de carregar na frente ou na traseira da bicicleta. O modelo mais almejado por cicloturistas, por exemplo, é o tradicional longtail. A Surly possui um modelo assim... e a Xtracycle vende um kit que transforma bicicletas tradicionais em longtail. Ainda se via muitos modelos com baús, caixotes, dispostos atrás ou na frente do condutor da bicicleta. Ainda, sem esquecer as opções de reboques, releva-se o conceito que tornou-se muito popular para transportar crianças, também utilizados por proprietários de cães ou carga. Do supermercado a aventura extrema... cada proposta reafirma a bicicleta como opção viável e funcional do cotidiano. Comprar um modelo de carga não é, muitas vezes, viável economicamente. Estes modelos são mais caros, muito embora e mesmo que, não possuam grande tecnologia em materiais, mas não podemos esquecer que são também modelos com menor fluxo de vendas... pelo menos, ainda! O espírito das cargueiras está se apresentando com frequência em vários cantos do Brasil. No Rio de Janeiro, há dezenas de bicicletas carregando garrafões dágua, outras finalidades talvez. É um movimento continuo, modesto, mas firme e aparente nas vias da cidade. Aqui em Porto Alegre, o modelo mais comum é aquele tradicional, que circula pelas ruas do centro. Os garrafões são dispostos na frente ou na traseira da bicicleta. É uma pena apenas, que estas bicicletas estão sendo produzidas com baixíssima qualidade, embora seu use se pague com tranquilidade. Nos USA é grande a gama e utilidade, tal como desta bike triciclo cujos pneus são de fat bike, própria para quem pedala no barro, areia ou neve. Um universo crescente é o da bicicleta... mas o que ninguém podia imaginar é que fat bikes iriam compreender mercados de MTBs e de cargueiras, dentre outras opções.

domingo, 17 de maio de 2015

Pra quem furta uma bike... e para quem perdeu uma bike!

Imagem meramente ilustrativa. Foto: Roberto Furtado
           Ultimamente estão roubando mais bicicletas... não sei se é uma questão de crise econômica, talvez até de despertar pela bicicleta, ou apenas omissão de responsabilidade da segurança pública. Os motivos não importam, mas os fatos levam a preocupação da comunidade ciclística. Se formos buscar reflexão sobre a questão de furtos de bicicletas teremos uma certeza... de que não entendemos a cabeça de quem rouba ou furta. Roubado ou furtado não é achado... não há direito no mundo que garanta sua propriedade, tampouco justifique a ação. Roubar é feio... sem esta ladainha vazia de que roubar é feio. Vai dizer pra ladrão que roubar é feio? Tu acha que este cara entende isto? O desprendimento da moral de um cidadão assim é tão grande que ele não entende o que é perder algo pra este sistema que não protege as pessoas. Tenho recebido diversas mensagens e apelos para ajudar a encontrar a bicicleta querida... muita gente perdeu sua bicicleta para este fantasma que é o ladrão. Algumas pessoas encontraram, outras ficam com esperança, olham para postes e bicicletários, ficam atentos aos parques... "Olha lá uma bike da mesma cor que a minha!" Chegando perto, não era! É triste demais viver ao lado desta perda... perder uma bicicleta não é perder o dinheiro que ela representou como custo. Perder uma bicicleta é perder uma razão... quem perde uma bike, perde um sorriso! Quem rouba nem entende como faz mal para alguém... se entende, o faz de ruim que é, mesmo! Agora, pedalar em uma bike roubada não pode ser bom, né? Não há consciência neste mundo que permita um vivente pedalar em uma bike roubada da mesma forma que aquele que comprou com suor, fruto do trabalho. Não há preço no mundo que justifique e descreva o sentimento de quem pedala em algo legitimamente seu! O valor de uma bicicleta comprada honestamente é incalculável... é uma bicicleta que supera 1 bilhão de dólares, sorrisos e fartas emoções positivas.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Reconstrução... mais um projeto com Nexus Inter 3

Shimano Nexus Inter 3. Foto: Roberto Furtado / Bikes do Andarilho.com
           Depois de algum tempo sem reconstruir nada, resolvi meter a mão na massa novamente. De vez em quando é preciso falar a respeito, pois motivar o mercado da bicicleta é de uma importância muito maior do que se possa compreender. O efeito bola de neve entre uma postagem e outra, bem como as bikes bem reconstruídas que circulam pelas ruas, acaba gerando novos entusiastas. Já felei isto por aqui algumas vezes... e este mesmo efeito um bom exemplo do comportamento que devemos assumir nas ruas, como motoristas, como ciclistas ou pedestres. Aquela velha ideia do "seja vc a mudança que vc quer ver no mundo!"

The Bicycle
          
         A bicicleta do projeto vai ser uma bike simples... da década de 80 ou 90, ainda estou entre duas. As vezes penso que é preciso produzir a ideia em cima de uma bike que esteja ao alcance de mais pessoas, pois pegar uma bike "mosca branca" é o mesmo que desestimular o vivente que teria potencial para se aventurar. É muito mais interessante promover a reconstrução em algo que há sobrando nas bicicletarias e até nos ferros-velhos do que algo que "um primo tinha em casa uma bike tri rara!"
Então, por causa disto, resolvi que vamos pela simplicidade... pq simplicidade é algo que se relaciona com viabilidade, também com mobilidade ou uso coerente das vias. Me incomoda é ver o mau uso das vias, onde a vez é sempre do automóvel que impede o surgimento de novos ciclistas. Vejo as pessoas falando mal do prefeito de Porto Alegre, e durante muito tempo pensei que era uma questão política, mas hoje percebi que a prefeitura é realmente contra a bicicleta. Isto é algo que não se entende, pq só um país atrasado não compreende a importância da bicicleta. Este já é outro assunto, apenas aproveitei a oportunidade para ser um ativista da bicicleta.

Shimano Nexus Inter 3

         O sistema de transmissão e trocas de marchas será um Nexus, modelo Inter 3 com freio contra pedal, da shimano. Para mim, esta é a grande solução para as bicicletas antigas que foram esquecidas no passado. A revolução da bicicleta passa por todas as épocas da bicicleta e junta o velho com o novo. Nós sabemos que este sistema de marchas internas em uma única peça, permite o viável ressurgimento de uma bike. Este sistema é tão confiável que esta sendo adotado no mundo todo. A popularização deste, permite a aquisição por valores realmente atrativos... Se vc pensar que é possível comprar um sistema de 3 marchas que já é um cubo traseiro e freio, então o único componente extra será um cubo dianteiro. Se o kit não possuir pedevela, inclua este componente pq é impossível fechar o sistema sem sua existência. E o que quero dizer é que se vc possuir uma bicicleta velha na garagem, sem marchas, vc terá uma boa bicicleta após a instalação do Nexus 3. Freios bons, trocas de marchas eficientes... e vc tem uma bicicleta muito boa para o tamanho do investimento. E olha que não estou trabalhando para a shimano... mas seria um bom investimento a divulgação "velha nova bicicleta com Nexus". 
De qualquer forma a ideia esta lançada... não de hoje, pois há tempos falo isto, mas a ideia cresceu bastante na cabeça de muitas pessoas, e uma fração disto se deve ao Bikes do Andarilho. Aguarda aí pq agora falta pouco... o Nexus vai ser entregue logo mais pelos correios, de acordo com o sistema de rastreamento. Agradecimentos aos nossos apoiadores...

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Malandragem... e ansiedade nos motores!

Foto: Roberto Furtado
       Hoje, experimentei duas situações distintas da vida de ciclista. Sabe quem me conhece, que há tempos, não sou mais o ciclista que fui um dia. Ainda que seja um ciclista eventual ou de objetivos modestos quando ligados a bicicleta, mereço todo e igual respeito que outro ser humano. Ou melhor, somos cidadãos, merecemos todo respeito do próximo.
         A primeira experiência foi com minha a ida ao correio. Peguei a nova Giant e fui ao correio levar notas fiscais que envio para os clientes. Ao chegar no correio, lá estava o segurança do correio que estava sentado ao lado da porta, porem pelo lado de dentro. Ele me conhece e sabe sempre deixo a bike ali. Eu fui para o fundo da agência para ser atendido, mas sem tirar o olho da bike, que na verdade estava a menos de 5 metros de mim. Cuidando o movimento da rua enquanto a atendente calculava o valor das cartas, vi que um sujeito passou pela calçada e olhou para a bicicleta, mas foi adiante. Menos de 20 segundos depois, ele voltou e ficou fora do meu ângulo de visão, mas em um local que para chegar na bicicleta, precisaria pular a grande para alcançar. Fiquei de olho pq vi que era malandro... então, ele se fez de louco e foi na direção da bicicleta. Eu já estava me aprontando pra voar pra rua, quando o segurança abriu a porta e se fez presente dizendo: Fala meu amigo! O que tu estas procurando?" O cara perdeu o rebolado... ficou ali falando coisa meio perdido, dizendo que procurava um endereço, blábláblá. E eu vi que tinha escapado de uma boa... mas eu acho que ele não ia ter tempo de dar a segunda pedalada antes de ser parado pela gola da camiseta.
A segunda foi no trânsito... descendo uma lomba pela faixa bem da direita (Oscar Pereira), vi que adiante um automóvel ligou o pisca, sinalizando que iria converter a esquerda. Atrás deste automóvel vinha outro, que reduziu, e resolveu trocar de pista bem na hora que eu estava passando. Quando me vi naquela situação trouxe a bike pra perto do meio fio... tudo que deu e acionei os freios da bike. Mantive o equilíbrio e escapei de uma outra boa... mas gritei com o motorista. Logo ali adiante, como fechamento da sinaleira, encostei ao lado do automóvel e bati suavemente no vidro... "ô meu amigo, não me viu?" E disse ele: "Vi sim, mas percebi que podia passar junto!" 
Devolvi, "cara, tu podia ter me derrubado lá atrás!" Ele respondeu: "Tu não tem mais nada pra fazer?" Como quem diz... "tá de bicicleta, né vagabundo!" E eu disse... "não, não tenho mais nada pra fazer, só sei andar de bicicleta."
Me fui, com um sentimento de angústia, domado pela quase maturidade... é melhor deixar quieto, pq não existe lei e nem bom senso, e quem vai perder sempre é quem esta sobre a magrela. E hoje, mais uma vez, tive a sorte de não perder a bicicleta e de voltar pra casa, pois lá fora esta passando um filme de terror por 365 dias do ano, que começa, termina, e reprisa outra vez. Cuidado é preciso... um cuidado maior do que cuidar de si mesmo, uma atenção redobrada contra a desatenção de quem dirige, mas também contra quem é desfocado em termos de certo e errado. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

DH de Feliz... uma bela etapa do Campeonato Gaúcho 2015







         A manhã úmida e fria não intimidou os pilotos... e no meio da manhã vinha a confirmação de um calor praticamente de verão.  A pista estava seca e os participantes falavam muito bem da trilha. "uma pista rápida e seca... muito boa!"
Todos gostaram muito da etapa, foi um dh espetacular, com direito a saltos, um show para quem foi ver, um show para quem correu. Uma grande vantagem da pista de Feliz é que o visitante sai da estrada que corta a cidade, pega uma avenida perpendicular a estrada e trafega menos de 1 km por ela... e dá de cara com a estrutura do evento. O automóvel não trafega nem um metro em estrada de chão batido. É um convite reforçado para assistir! Fácil de chegar pra ver! Local seguro, amistoso, com o clima de sempre... de gurizada amiga. O caminhão chegava lá no topo e deixava os pilotos na beira de um barranco, facilitando a descida do veículo que levava a turma pro alto da montanha. E eles pareciam felizes... e como não estariam? No playground perfeito...
O menino Lucas fantasma meteu o terror na montanha... fez 2 minutos e 8 segundos. Seguido do vento, Zottis, que em depoimento disse ter errado no início da trilha e ficou com 2 minutos e 10 segundos. Nada mal... eles são quase mágicos! Logo ali atrás estava Pedro Kraetz, um dos irmãos que esta fazendo susto na elite, com dois minutos e treze segundos. O outro Kraetz, Leo, assombra a categoria junior... e fez praticamente o mesmo tempo da 3ª colocação da elite, com centésimos a frente. É mole? A gurizada que chega aos poucos em direção a elite profissional, esta devorando a descida. E se por acaso vc duvida disto, então deveria ir lá ver com os próprios olhos. Agora resta uma esperança de que estes garotos, fortalecidos em um grupo unido, mostrem no próximo Brasileiro de DH pq são tão especiais. Aqui e em SC, bomba o tal downhill, em ritmo acelerado, em direção a perfeição na descida, talvez além da perfeição. E fica certo de que não há limites quando meninos bons, serram os dentes e apertam os olhos como esportistas que acreditam em algo muito mais complexo do que ultrapassar obstáculos físicos na descida de uma grande montanha. Só pode ser coisa que o coração motiva e objetiva... Muito boa sorte a vcs, o universo é o limite!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Downhill em Feliz faz etapa do CGDH


         Final de semana festivo para a bicicleta... logo após a volta internacional de ciclismo e dia do ciclista, o calendário da bike volta ao agito. Em Paraí teremos o XCM, etapa do campeonato de MTB de XCe XCM; e em Feliz nos vemos em meio ao clima forte do DH. E dizem que a pista esta bem molhada... e se me lembro bem, a última prova lá foi um verdadeiro mingau de barro. O importante é saber que a trilha vai ter público... vamos lá prestigiar este evento. E pra chegar em Feliz é uma barbada. Vai até feliz, anda somente em via asfaltada. Não precisa pegar estrada de chão batido para assistir a prova. A pista termina junto de um bairro bem central. É tranquilo... 
Ao que parece, de acordo com a previsão, domingo vai ser de sol. Dia sol, espetáculo para o esporte. Veremos muitos dos nossos ídolos voando no gap e próximos a chegada, mergulhando no ar como se fosse possível voar. E para quem sabe... eles voam! Eu já vi... quem duvida que um downhiller voa? Então aparece lá e tira a dúvida. A FGC estará em dois locais simultaneamente... estarei contigo em Feliz, mas outros colegas se farão presentes em Paraí. 
Te vejo lá... no show das bikes voadoras!