segunda-feira, 7 de agosto de 2017

6º DHU de Carlos Barbosa (2017)


    A cidade de Carlos Barbosa esta na contagem regressiva para sediar a sexta edição do maior DHU do sul do Brasil. Consolidado por edições de sucesso, o tradicional evento promete reunir mais de uma centena de grandes pilotos do RS, SC e talvez de outros estados. Pilotos de destaque, como campeões brasileiros, destaques em provas internacionais, estarão presentes e farão da prova o espetáculo que todos conhecem.

   O DHU de CB 2017 conta com melhorias significativas, algumas surpresas partindo das escadarias do hospital da cidade, cruzando ruas e avenidas, passando por cima de prédios e ofertando saltos com mais de 5 metros distantes do chão. Quem puder assistir, vá! O espetáculo é anual, único e atrai grande público. Os ciclistas de Carlos Barbosa, em conjunto com a Federação Gaúcha de Ciclismo e apoiadores, prometem um dia de entretenimento para não ser esquecido. A velocidade... uma pista onde os mais rápidos levam cerca de um minuto para completar o trajeto, cheio de obstáculos e desafios. É inacreditável... compareça! É diversão garantida! A Revista Bicicleta estará presente. Haverá cobertura fotográfica e reportagem completa.
Para maiores informações, acesse o FB do evento. 
FB/DHUCarlosBarbosa/

Veja os últimos eventos anteriores:

DHU de Carlos Barbosa 2014 (terceira edição)

DHU de Carlos Barbosa 2015 (quarta edição)

DHU de Carlos Barbosa 2016 (quinta edição)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

400 km pra refletir... mais que isto, para superar!











        O brevet 400 km da Sociedade Audax de Ciclismo aconteceu nos dias 8 e 9 de julho de 2017. No dia 08, sábado, estive com eles para registrar alguns momentos do trajeto entre Taquara e Santo Antônio da Patrulha. A RS-471, se apresenta uma ótima rodovia para ciclistas, com bons cenários e acostamento relativamente bom em quase todos os trechos. Depois desta prova, com alguns novatos em 400 km, temos um novo grupo de ciclistas de longa distância.

Superar... lá vamos nós!

Não posso deixar de pensar em certas coisas... e estou lutando para superar alguns pensamentos, da mesma forma que estes meus amigos, ciclistas da longa distância. Cada um faz a vida do jeito que sabe, pode, acredita... eu, me tornei um superador de obstáculos quando passei por situações críticas. A morte do meu avô, por afogamento, como já contei uma vez em um dos meus textos do Diário do Andarilho, outro blog que mantenho e que não tem ligação com a bicicleta. Em 2011, caí numa prova de voluntário... na parceria de Ricardo Fabrício, superei 130 km do audax 200km e a luxação de clavícula, tipo três, que me tirou da bicicleta por um ano. Eu superei... pedalei 130 km arrebentado, motivado por um audax 300 km que havia ficado entalado na garganta por ter feito 220 km e então ter desistido por dores no joelho direito. Nós perdemos um ciclista numa prova... não tem cicatriz que se esconda quando perdemos um de nós, mesmo que não fosse meu amigo pessoal! Eu sabia que ele era amigo de amigos, um dos nossos, pai de família e, um representante da longa estrada. Não dá pra engolir sem engasgar... mas vamos superar! Pensei em desistir... deixar de fotografar as provas. Ninki não deixou... minha terapeuta, me incentivou a enfrentar. É duro... muito! A simbologia da perda, em alguns momentos, parece maior que qualquer causa... mas eu acho que se Renato pudesse responder, teria se decepcionado comigo quando pensei em desistir. Então, levantei da cadeira, empunhei a câmera com força e fui pra estrada pra clicar meus ídolos. Cada dia que passa... amo mais estes caras, homens, mulheres, de todas as idades, que devoram km e pregam seu esporte como se fosse uma causa... e é uma causa! Uma causa de paz! A violência esta ao volante... assassino potencial é o motorista e o herói desta história, vivo ou morto, é e sempre será o ciclista. Motorista que respeita distância regulamentar, que usa o bom entendimento para conduzir o automóvel perto de pedestres e ciclistas é o herói que pode ter sido gerado pela bicicleta. Pode... talvez! Não esqueçamos que toda causa e ação é contagiante quando bem intencionada! Eu acredito, por mim, pelos ciclistas, por Renato, por todos que se foram e por todos que continuam tentando mudar o mundo. Não vamos desistir de acreditar! Roda pra frente... Imagens no link abaixo.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

200 anos da bicicleta...

 
No centro de Porto Alegre, bicicleta dos correios, 2017. Foto com Samsung J7: Roberto Furtado.
         Uma ideia tão antiga... tão moderna, tão bicicleta! No centro de Porto Alegre há muitas bicicletas utilitárias dos Correios. É importante observar que no Centro circulam apenas pedestres ou bicicletas em algumas ruas. Tal exclusividade comprova a excelente aplicação deste veículo moderno e antigo, que completa 200 anos de existência.

domingo, 18 de junho de 2017

Festa Junina na Clínica








           Neste último sábado rolou a festa junina da galera da Clínica, no Morro do Tapera. O evento fechado contava com guloseimas e trilhas. Ao sabor da natureza, muitos fizeram as trilhas de XC e DH. Ao anoitecer foi acesa a fogueira e a turma ficou na volta do brilho do fogo. Muitos ciclistas e pilotos levaram as famílias... foi um evento bem familiar.

Quem arriscou uma caminhada de quase dois quilômetros de ida e volta, curtiu o visual que me apaixono... Porto Alegre do alto, zona sul, com direito ao rei Guaíba e as grandes avenidas. É um cenário especial...
Fiz algumas imagens que podem ser vistas no link abaixo. Bj pra Galera

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Rota dos Faróis... segurança!

A Rota dos Faróis será um roteiro entre Torres e Santa Vitória do Palmar, marcará o farol mais ao norte do Estado do Rio Grande do Sul, e o Farol mais ao sul do Brasil. Com dezenas de Faróis no trajeto, será referência por ser um dos poucos roteiros costeiros viáveis onde o viajante visualiza o mar em tempo integral. Acima, fiz um print da rota informada pelo google maps, porém, se sabe que rota inexistente é rota que ele não sugere, por isto, se apresenta apenas por rodovias.
             Estou correndo para aprontar muita coisa... não é nada fácil organizar uma trip sozinho, especialmente quando ela se tornará um roteiro disponível para todos. Há detalhes sobre a bicicleta que as pessoas não imaginam, há planejamento com variáveis, há todo tipo de receio quando se lida com o clima do litoral gaúcho. Em parte, dependerei de sorte, e tudo isto explicarei com a conclusão. O roteiro por ter como pista uma faixa de areia, pode estar indisponível durante ressacas, ou o vento pode ser contra. E sabemos que acima de 30 km/h de vento contra, já se torna impraticável seguir... neste caso, seria prudente esperar o vento deixar a região. Escolhi a época, mas sucessão de fatos acarretou no atraso do projeto, me deixando mais vulnerável às condições climáticas. Depois, parei para pensar e percebi que este projeto deveria ser realizar justamente em uma das piores condições para que sejam conhecidas as interferências reais que os próximos aventureiros conhecerão. Se vou passar frio, fazer mais força, contar com imprevistos do momento... me parece que estas considerações terão grande valor para os próximos. Me considero um ciclista bastante experiente para ultrapassar os obstáculos que imagino surgirem e possuo um bom conhecimento da região... E lembro que vou fazer esta trip sozinho, por isto haverá um "protocolo" de segurança para algumas situações. Lembro do filme 127 horas e afirmo que aquele foi um exemplo pelo qual jamais devemos realizar algo sozinhos... ou, se o fizermos, podemos recalcular nossos atos para reduzir qualquer possibilidade de perdas. Temos no trajeto... trechos de ausência total de pessoas, em uma região fora de temporada, o que poderia acarretar em horas ou dias aguardando alguma ajuda. Por isto... rota conhecida por pessoas que sabem quando e de onde vc vai partir. Contato informando a localização sempre que houver sinal de telefone se faz muito importante, para que as pessoas saibam pelo menos região aproximada onde vc estaria. No caso de uma emergência, buscas podem ser agilizadas se forem precisas. Tenho estudado muito... vejo docs, leio temas e experiências, observo e acompanho outros viajantes. Amyr Klink é autor e tem frases interessantes... há um pensamento de autoria dele de que gosto muito, e a segunda frase, também dele, é sobre a simplicidade como as coisas podem ser vistas. 

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

"Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir."

Eu... aos 41 anos tenho mais "certeza" de que pouco sei, ou nada sei... e vou levando a vida, agora, com perspectivas reais, de viver um dia de cada vez, onde o único planejamento é zelar pela minha existência, para que talvez, um dia, eu possa construir obras que sejam alguma referência na estrada de alguém. Prefiro tentar do que simplesmente me ausentar da probabilidade...

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Decisões... Rota dos Faróis

Eu e Márcio, com o modelo de longtail da Art Trike, batizado de longbob. 
           Para muitos... realizar uma aventura não requer grandes reflexões, mas trago comigo observações que aprendi nos anos em que cursei engenharia mecânica e o técnico automotivo. Estas observações me deixam bastante criterioso sobre as decisões... Recentemente li algumas coisas sobre o shimano nexus de 8 velocidades que me fizeram declinar da escolha da longtail verdosa neste projeto. Considero ainda o nexus daquela bicicleta, um dispositivo que merece minha atenção e cuidado... ele esta em teste ainda. E só poderei utilizar o sistema com confiança depois que ele for aberto na revisão, pois somente desta forma saberemos se ele esta realmente no patamar de segurança que todos conhecem nos sistemas de cassete. Confiar, eu confio... não tenho dúvida de que o nexus 8 é uma opção extraordinária, mas não posso arriscar um projeto como a Rota dos Faróis. Portanto, critério é preciso, de outra forma não seria um crítico suficientemente confiável. Isto acontece frequentemente na industria automotiva... não é surpresa alguma que volta e meia uma linha inteira de automóveis precise de um recall. Nem tudo sai como se espera... o ser humano é passível de erro! Foi pensando nisto que decidi pela montagem de uma segunda longtail, com sistema bem mais simples... onde entendo que "menos é mais!", e por isto vamos ao projeto paralelo, que será montado especificamente para esta aventura.

Longtail Art Trike modelo LongBob

              A longtail final... já devidamente com todas as decisões da Art Trike, possui características bem diferentes da Longtail Verdosa. A longtail verde que todos estão acostumados a me ver circulando é chassis número 02, ainda era um protótipo. Penso que aquela bicicleta tinha muito pouco para ser melhorado, mas ela apresenta diferenças em relação a esta preta. Inclusive, sendo um pouquinho mais curta... e isto é bom! Se vc pensar que a bicicleta é uma opção para cicloturismo (também como utilitária), perceberá que em algum momento será preciso transportá-la em um veículo, seja ônibus ou automóvel... e nem pensei em avião. Mesmo que represente um encurtamento bastante modesto, quase simbólico, pode haver algumas situações em que ela esteja dentro ou fora de algum sistema de transporte. Este é o tipo de momento onde todos terão esta preocupação... transporte! Outro grande indício foi a espera para freio a disco... agora há! E havendo, parece bem mais segura. Eu noto, que muito embora os Vbrakes da Shimano sejam de alto nível, ainda assim ao carregar mais peso nela parece não ter a mesma frenagem que numa bicicleta normal. Ao descer a lomba na verdosa, lombas íngremes e longas, se percebem que as sapatas de freio quase fritam... não chegam a passar insegurança, mas se percebe nitidamente a alteração de desempenho em relação aos momentos sem carga. E não preciso dizer que freio é item que deve não apenas ser funcional como também muito eficiente em qualquer condição. No mais, poderei fazer novas considerações somente com a montagem. Estou empolgado para testar uma longtail com sistema de freios dianteiro e traseiro, mesmo que sejam mecânicos. Não acredito que seja necessário utilizar hidráulicos aqui... mas não esta descartada a opção para o futuro. O inconveniente do hidráulico em bicicleta de cicloturismo é a dificuldade de manutenção caso ocorra algum tipo de vazamento, e tal questão se amplia quando pensamos que conduíte hidráulico precisaria ter uns 30 cm mais que os tradicionais. Olha o tamanho da complicação dos freios por fluído...

Por hora, agradeço o pessoal da Art Trike, mais uma vez, pelo carinho e atenção, pelas solicitações sempre bem recebidas. Eu fico sempre surpreso com o crescimento e seriedade desta turma... eles são profissionais, sabem o que estão fazendo.