segunda-feira, 21 de julho de 2014

Audax 400 km da Sociedade Audax de Ciclismo 2014

Imagens dos 400 km da SAC, 2014. Fotografia: Roberto Furtado
Algumas vezes é possível presenciar a superação humana diante o cenário e clima da natureza. Este Audax 400 km foi mais uma boa oportunidade de refletir e testar-se. Quem acompanhou os ciclistas na estrada certamente merece uma medalha, já que os participantes mereceram e receberam as tais medalhas e certificados. Falamos de um dia frio, de serração, atravessando a noite quando a maioria dos mortais estaria sob as cobertas quentes. 
Três e trinta da madrugada... meu despertador toca. Penso que não acredito estar levantando a esta hora no domingo... mas logo me lembro dos ciclistas e percebo que cada "gota" de sacrifício vale cada foto que poderemos fazer. Não dá pra deixar passar em branco... Levanto, tomo o café e roda na estrada. Depois depois de uma hora e meia encontro os primeiros ciclistas no breu da noite, próximos do vale verde. Foto noturna não é algo que um fotógrafo gostaria de de fazer, mas se precisa pra comprovar, dá-se um jeito. Em alguns trechos, ainda tem grande quantidade de serração, em algumas fotos dá pra ver que os ciclistas estão mergulhados na névoa que insiste em ficar mesmo com a aparição do sol. 
O sucesso foi da maioria... aliás, chamar de fracasso a não conclusão de um evento de superação pessoal é algo que os conhecedores jamais fariam. Os imprevistos mecânicos existem, os fantasmas da conquista, também! Se há algo difícil de concluir, este algo é um Audax de trajeto noturno e baixas temperaturas. Para mim, para os acompanhantes e voluntários, todos são vitoriosos. Coragem é um prêmio absoluto que não aprende, não se mede, não se avalia de forma alguma... conclusão é uma "oficialização" destes atributos. Será mais importante tentar e com isto ser possuidor de uma coragem especial, ou conseguir sem esforço? O que valoriza o mérito, ao me olhar de crítica, é o fato de um cidadão sonhar, arriscar-se, provar pra si mesmo que ele não teme a noite, frio ou angústias! Ter a intenção de derrubar um gigante, olhando-o nos olhos, e percebendo que ele tem 400 km, pode ser um ato de heroísmo, de loucura para alguns. Se sanidade significa assistir televisão, certamente haverá muitos loucos pela estrada... felizmente! 
Nosso abraço aos ciclistas... quem somos? Somos acompanhantes dos ciclistas, somos familiares, somos voluntários, profissionais envolvidos, somos quem acreditou no sonho de cada pedalada. E que venham novos abraços, novos sorrisos, novos gigantes, pq quem acredita, muitas vezes, consegue! 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Eletrônica... tecnologia pra ajudar na vitória!

Nas mãos de Daniel Oliveira, o "Garça", o shifter da Shimano, mod. Dura Ace. 2014

Não é comum abordarmos assuntos tecnológicos da eletrônica aqui, até pq cada um tem uma especialidade. Assim como costumo observar críticos fraquíssimos falando a respeito de materiais, muitas vezes por completo desconhecimento evidenciado em abordagens equivocadas,  me vejo com muito receio falando sobre equipamentos da "alta eletrônica". Este conceito de tecnologia assusta alguns e deslumbra outros... mas é preciso lembrar que este sistema pode reduzir peso da sua bike, e se vc for um profissional de ponta, evidente que isto pode ser a diferença entre o primeiro e o segundo lugar em uma chegada acirrada. Hoje, aparece também o XTR, eletrônico, ágil, cheio de promessas. Esta tendência vai invadir os grupos mais tops da Shimano, tanto para MTB como para Road bikes. Entre as modalidades, aos poucos, surgirão novos conceitos e oportunidades da experimentação. O ciclocross, four cross, all mountain, ao que parece, são modalidades esquecidas no Brasil, mas lá fora, isto bomba. Em curto espaço de tempo, estas modalidades deveram descolar-se de modalidades existentes aqui, de acordo com o crescente interesse de ciclistas por estas modalidades vistas com "específicas" por hora.
Não bastasse a eletrônica ser uma "nucleação" que se forma independente neste momento, aparecendo em grupos que completam as bicicletas, ela surge também em tecnologia avançada para bike fit, desenvolvimento de peças e frames, etc. Até então, tudo parecia tão normal, despercebido, mas quando pararmos para pensar no que esta acontecendo, entendemos o que realmente se passa. O que se passa agora é um salto muito grande, onde a metalurgia da bicicleta evoluiu tanto, agora restrita apenas aos moldes do alto custo de produção, que ela necessita receber novos materiais, incluindo a tecnologia da eletricidade fina e controlada, chamada de eletrônica. Vou preparar um material legal sobre isto... este ano teremos ainda grandes novidades. A Revista Bicicleta e o Bikes do Andarilho chegarão a um patamar muito elevado de informação tecnológica... acompanha e veja você mesmo!
Saudações... Roda pra frente!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Old Giant Sedona ATX series... cantilever?

Durante a década de 90, os freios mais populares entre as MTBs eram o sistema tipo cantilever. Um bosse de freio, pivô de fixação, garantia o local correto para suportar o "balancim" de freio. Com um de cada lado e um cabo que era puxado de uma única direção e sentido, os freios eram acionados pressionando as sapatas de freio contra o aro. Impressionante era a diferença de qualidade entre marcas e modelos. Havia produtos muito bons, porém de custo maior, e se encontrava também peças de baixíssima qualidade vendidas a valores simbólicos. Ainda na década de 90, os freio tipo cantilevers deram espaço aos vbrakes, que se apresentaram mais eficientes em mais de uma questão. Os vbrakes eram muito mais fáceis de regular e exerciam de forma melhor a frenagem, exigindo menos do condutor da bike. Por fim, reside até hoje como mais popular dos freios, o tal vbrake, mas entusiastas de pilotagens mais agressivas preferem sistemas a disco. Os vbrakes, dificilmente deixaram de existir, até mesmo pq podem ser utilizados em bicicletas de pneus mais finos, uso muito adequado para frenagens precisas e suaves, evitando o travamento total das rodas. Hoje, é difícil imaginar um freio dizer que um sistema é melhor que o outro, pq desta questão depende mais a aplicação, condutor, meio em que vai pedalar. Seria necessário utilizar discos de freio em ruas planas de uma grande cidade? Talvez... pq não? Não se trata de obrigação. O freio cantilever não deixou de existir, apenas caiu em desuso e/ou desinteresse por existência de outras opções. Contudo, sabe-se que peças antigas, tais como maçanetas (manetes) de freios de bicicletas dos anos 90, não aceitam bem o uso de vbrakes. Maçanetas de freio de um sistema não são exatamente compatíveis com freios de outro sistema. Até pode ser usado, mas não ficará bom... o curso de alavanca entre os sistemas de maçaneta são diferentes. Então para um sistema, utilizar adequadamente o que for compatível. Vbrake e disco para tais manetes!
No caso dos cantilevers, eles são compatíveis com as maçanetas de freio de road bikes, também com as maçanetas de seu tempo! No catálogo da shimano é possível compreender o uso destas peças e um bom lojista possui um catálogo destes para verificação, mas normalmente ele já sabe a respeito das compatibilidades. Existem também, passadores de marchas para bikes tipo road com guidão reto... neste caso, normalmente, eles são projetados para os freios de speed, modelos evoluídos de ferraduras de freio, também para cantilever. Como aparece na foto ao alto, os freios cantilever modernos são compatíveis com maçanetas de freio antigas, da década de 90. Isto permite que o entusiasta da bike possa realizar o upgrade sem descaracterizar sua magrela antiga. Até pq, nos dias de hoje, encontra-se trocadores de 7V bem simples e aquém de design e qualidade de peças dos anos 90. A evolução dos materiais atuais também levou os grupos a um número maior de marchas... o que pode ser desnecessário para alguns entusiastas, principalmente para aqueles que gostam da simplicidade.  Na Giant Sedona, que originalmente possuia cantilvers shimano exage, ficaram agora cantilevers modernos, tipo desagrupados da shimano, equivalência shimano 105. Funciona perfeitamente... e a grande vantagem dos novos freios fica para o sistema de ajuste idêntico dos vbrakes, portanto, muito mais fácil de regular. 


terça-feira, 15 de julho de 2014

Duathlon de São Leopoldo 13.07.2014

Cerca de 180 imagens do Duathlon de São Leopoldo do último domingo estão disponíveis em um album. Elas foram produzidas pelo Bikes do Andarilho, estão disponíveis para aquisição em alta resolução. Embora este seja um evento que raramente é abordado aqui, temos interesse em produzir material para divulgação. Nunca tivemos apoio para este esporte, então aproveito para deixar a porta aberta para algum tipo de parceiro. Ao que parece, as modalidades envolvidas pela FGTRI estão crescendo gradualmente. Busca-se espaço neste meio, que recebe ciclistas da velha guarda, jovens de novas oportunidades, também adeptos do esporte da corrida. Não é preciso vencer... é preciso participar. Isto é o que pregamos aqui no Bikes do Andarilho. Esportistas de verdade participam, alguns se destacam, mas vale mesmo é estar envolvido e acreditar no esporte. Na imagem ao lado, Carlos Manske entrevista Gabriel N. Henriques, campeão do Mini Duathlon 3.040m corrida - 12Km ciclismo - 3.040m corrida. O atleta Gabriel é a jovem promessa do esporte. 


Para visualizar o álbum de imagens, acesse:


Para comprar acesse:

A espiga... corte, redução ou aumento. 2ª parte


Bom... promessa é compromisso assumido! Falei, tá feito... Segue o garfo devidamente embuchado, adicionado de prolongamento de espiga e soldado com TIG. Já ouvi ou recebi relatos de aumentos de espiga com problemas. Vou reforçar mais uma vez... esta operação é extremamente segura, desde que seja realizada por um profissional com conhecimentos da metalurgia. Quem chegar neste assunto agora, por favor, trata de acessar o link ao final desta postagem para ir direto ao início desta história. 
Posso garantir que o serviço é extremamente seguro se realizado corretamente. Pode quebrar? Não... neste local não quebra mais, pois a bucha interna estabiliza as faces unidas. Além do mais, TIG é uma solda bastante segura. O que sempre recomendo é o de sempre, realizar a operação com um torneiro mecânico e um soldador acostumado. A Bucha interna não entra com a mão, entra através interferência, ou seja, só com carga de pressão ou até mesmo com uma marretinha. Com a mão, não vai entrar... se entrar com a mão, nem solda, pq certo que tens um problema grave em andamento. Ok? Valeu galera... 

A primeira parte do assunto esta aqui: A espiga... corte, redução ou aumento. 1ª parte

Foto e texto: Roberto Furtado / Bikes do Andarilho.com